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Óleo de fígado de bacalhau

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Óleo de fígado de bacalhau é a melhor fonte de vitamina D3. Peixes gordurosos também são bons, mas você precisa comê-los com frequência para suprir suas necessidades.

Vitamina D – saber mais sobre ela pode melhorar sua saúde!

Cumprindo uma “tradição” tentei, na infância de meus filhos, coagí-los a se alimentar correndo atrás deles com uma colher e um vidro de Emulsão Scott. Hoje me arrependo de ter criado neles uma forte rejeição ao produto.

Tenho tomado uma colher de chá antes do almoço, sempre que me lembro, para obter a vitamina D3. O gosto da versão moderna parece ser melhor (do tradicional) mas pode ser que eu tenha uma tolerância ao gosto forte incentivada pela vontade de obter saúde.

A deficiência de vitamina D é uma epidemia mundial e causa de muitos problemas de saúde. Comer peixe seria uma opção mas teria que ser frequente e em quantidade. Inviável para mim no momento. A tabela abaixo mostra como uma pequena quantidade do óleo de fígado de bacalhau é capaz de suprir a necessidade diária:

Comida Quantidade
de Vitamina D
% Valor diário
Óleo de fígado de bacalhau
1 colher de sopa
1360 IU / 34µg 227%
Salmão cozido
85g
447 IU / 11µg 75%
Atum enlatado com água
85g
154 IU / 4µg 26%
Fígado de boi cozido
85g
42 IU / 1µg 7%
1 ovo grande (a vitamina D
é encontrada na gema)
41 IU / 1µg 7%
1 sardinha enlatada em óleo,
drenada
23 IU / 0.6µg

Vitamina D – saber mais sobre ela pode melhorar sua saúde!

Deficiência de vitamina D é algo sério
A deficiência de vitamina D é uma das mais comuns. Algumas pessoas têm mais risco que outras. Apesar da média ser de 41,6%, este percentual sobe para 82,1% em negros e 69,2% em hispânicos. Idosos também tem maior chance de terem deficiência desta vitamina.

Quem tem algumas doenças também provavelmente terão deficiência. Um estudo mostrou que 96% de pacientes que sofreram ataques do coração tinham níveis baixos.

Infelizmente, tal deficiência é uma epidemia silenciosa. Os sintomas são sutis e talvez levem anos para aparecer.

O sintoma mais conhecido da deficiência de vitamina D é uma doença chamada raquitismo, comum em crianças de países em desenvolvimento.

Entretanto, devido à políticas públicas de saúde, alguns alimentos passaram a ser fortificados com vitamina D, o que levou à eliminação de raquitismo nas sociedades Ocidentais.

Deficiência em vitamina D também foi associada com osteoporose, densidade mineral reduzida e maior risco de fraturas em idosos. Estudos mostraram um maior risco de doença cardíaca, diabetes (1 e 2), câncer, demência e doenças autoimunes, como esclerose múltipla, apenas para listar algumas. Também foi associada a um risco aumentado de morte por todas as causas.

Ainda não se sabe se tal deficiência contribui para a ocorrência destas doenças ou se as pessoas com baixos níveis desta vitamina têm maiores probabilidades de desenvolverem-nas.

Resumo: Deficiência em vitamina D é uma causa conhecida de uma doença nos ossos chamada raquitismo, em crianças. Entretanto, também foi relacionada com vários outros problemas de saúde, assim como expectativa de vida reduzida.

Vitamina D – saber mais sobre ela pode melhorar sua saúde!

Quanto devo tomar?

A única forma de saber se você tem deficiência é medir os níveis de vitamina D no sangue.

Seu médico verificará a forma de estoque (calcidiol, 25(OH)D). Qualquer nível abaixo de 12ng/mL será considerado deficiente e acima de 20ng/mL, adequado.

A recomendação diária é:

400 IU (10 mcg): Bebês, de 0 a 12 meses.
600 IU (15 mcg): Crianças e adultos, 1-70 anos de idade.
800 IU (20 mcg): Idosos, grávidas e lactantes.
Apesar do limite inferior para a deficiência de vitamina D ser de 12ng/mL, alguns especialistas acreditam que as pessoas deveriam ter níveis sanguíneos acima de 30ng/mL para prevenir doenças e melhorar a saúde.

Além disso, muitos creem que a recomendação diária é muito baixa e que as pessoas precisam de muito mais para atingir tais níveis ótimos no sangue. De acordo com o “Institute of Medicine”, o limite superior seguro é de 4000 IU, ou 100 microgramas por dia.

Para pessoas com maior risco de deficiência, talvez esta seja uma boa quantidade. Às vezes, médicos recomendam ingerir muito mais que isso. Certifique-se de que está ingerindo vitamina D3 e não D2.

Cápsulas de vitamina D3 estão disponíveis na maioria dos supermercados e lojas de itens de saúde, além da loja virtual da Amazon.

Vitamina D – saber mais sobre ela pode melhorar sua saúde!

A questão da quantidade a tomar depende de vários fatores. Tomar uma colher de chá ou metade de uma colher de sopa é uma decisão talvez baseada no % do valor diário (227%) que consta da tabela citada acima. E no texto abaixo:

Vitamina D: É difícil negar a evidência de que a vitamina D é indispensável para uma boa saúde. O óleo de fígado de bacalhau é a mais rica fonte natural devitamina D – um única colher de chá de um óleo de qualidade contém perto de 2000 UI

Já tomou seu óleo de fígado de bacalhau hoje?

Por outro lado uma dosagem da vitamina D do sangue pode indicar a melhor quantidade de reposição, conforme foi citado acima. Uma conversa com o seu nutricionista pode melhorar o ajuste para o seu caso. O artigo em Vitamina D – saber mais sobre ela pode melhorar sua saúde! parece indicar que o risco de overdose é baixo. Pelo menos tomar o óleo de fígado de bacalhau em emulsão não vai estimulá-lo a uma overdose, he he he.

Balaenoptera musculus

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O animal que tem ptera no nome não tomou red bull, mas nem por isso deixa de ter asas. Verdadeiras ou aparentes. Luis Dolhnikoff afirma, e isto ainda nada tem haver com as baleias, em Instruções para bem se matar, uma espécie de decálogo sarcástico do suicídio:

A internet é, enfim, uma grande cloaca virtual que ecoa, duplica e espelha o grande esgoto do mundo. Como disse Borges, os espelhos são cruéis porque dobram o número dos homens (apesar de também dobrarem o das mulheres). A internet é o grande espelho do mundo, com a única vantagem, afinal não desprezível, de a merda virtual não ter cheiro. Ainda assim, merda inodora não é ouro. Se o futuro existe, ele está no instrumento que opera na direção contrária ao espelho borgeano, o desduplicador de gente que é o suicídio, morte, além disso, tão inteligente que chega a ser filosófica, na insuspeitada opinião do grande Camus. Por isso mesmo, sou apesar de tudo cético quanto à sua possível e desejável adoção pela grande massa. A massificação do suicídio, derradeira utopia social depois da morte ou do suicídio de todas as utopias políticas, pode, porém, apesar de meu ceticismo, como toda boa utopia, ser difícil de implementar, mas não necessariamente impossível.

Como a querer desmentir Dolhnikoff a Internet, isso mesmo, essa “cloaca virtual”, engendra uma homenagem macabra a um animal que resvala ladeira abaixo em direção à extinção. Talvez a ameaça de uma adoção pela grande massa do suicídio não seja uma hipótese remota. O decálogo de Dolhnikoff esqueceu desta possibilidade que rege as massas hoje em dia, a Internet. A Wikipedia, sensível com é, já incluiu na sua página de desambiguação a entrada para o game Baleia Azul. As chaves são a palavra viral e uma interpretação polêmica sobre as baleias se suicidarem no raso perto das praias.

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Talvez o suicídio não seja privilégio dos Yanomamis em seu desenraizamento. A sociedade ocidental também está se desenraizando. Magriteanamente. Como rochas flutuantes desconectadas do solo, da vida.

Mas abandonando o viés literário recomendo o vídeo abaixo, do Felipe Neto, que vai ao ponto correto. O momento mais importante naqueles que jogam o jogo com fidelidade acontece antes do primeiro passo em direção ao game. Não sabemos se uma atitude individual generalizada tem o potencial de resolver o problema sem uma política pública séria. Mas se você detectou o problema no seu entorno o vídeo abaixo dá bons conselhos e é muito bem feito. A “dramatização” perpretada pelo youtuber me pareceu eficaz. Bem melhor que a montanha de conselhos beirando ao pueril, as vezes vindo de quem “conseguiu se salvar”, que proliferam na Internet.

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Fonte do gráfico: OMS: Suicídio já mata mais jovens que o HIV em todo o mundo

O gráfico acima corrobora que há mais suicídios entre jovens e em países de baixa renda. Como termômetro, embora talvez medindo a ponta o iceberg, da epidemia de depressão, este “mal do século” (de qual mesmo?), mostra que os adolescentes são mais vulneráveis nos países de baixa renda. Nos países de renda melhor o “vazio” ocorre mais tarde. Talvez a explicação da discrepância esteja em que o jovem nos países pobres vê mais incertezas no futuro. Nos mais ricos o passado é que deve ser decepcionante ou impactante. A competição desenfreada e o consumismo poderiam levar o crédito a medida que o seu potencial nilismo vem à tona. Reconheço que tudo isso é especulativo da minha parte neste momento.

Bacon

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Neal Barnard MD, chefe do Comitê de Médicos para uma Medicina (“IR”) Responsável (Physicians Committee for Responsible Medicine), tentou reunir um exército de veganos para protestar contra um Festival de Bacon em Iowa nessa última primavera, mas conseguiu recrutar apenas seis voluntários.

Por que tão poucos? Provavelmente pelo medo do bacon!

Não o medo de morrer por consumir Bacon, que seria aquilo que o Dr. Barnard esperava demonstrar para abastecer a retórica anti-carne com cartazes de caveiras e ossos cruzados, mas o temor vegano de sucumbir à própria tentação ao bacon! O cheiro e o gosto do Bacon são tão sedutores que muitos vegetarianos o temem como “o portão de entrada para comer carne.”

Mas e os riscos para a saúde? E acima de tudo os problemas da gordura, do colesterol e do sódio? E o que dizer dos nitritos?

No final das contas não são apenas os veganos que nos advertem contra o bacon. Recentemente, a Escola de Saúde Pública de Harvard anunciou com grande alarde que apenas uma pequena porção diária de carne vermelha poderia aumentar nossa probabilidade de morte em 13 por cento, enquanto que um pouco de bacon, cachorro-quente, salsicha ou outros produtos processados de carnes vermelhas, em uso diário, nos matariam 20 por cento mais rápido.

Na verdade, o estudo foi uma pseudo-ciência, na melhor das hipóteses – um estudo observacional usando questionários notoriamente falíveis sobre hábitos alimentares, com pesquisadores que tiram conclusões indevidas em base de meras associações. Muito barulho por nada, em outras palavras. Um olhar cuidadoso sobre os dados sugerem um risco 0,2 vezes maior, no máximo. E isso acontece para pessoas que comem carne de supermercado de fazendas industriais e que também fumam, não fazem exercícios e comem sua carne vermelha no meio de pão branco e outros farináceos.

Ciência Low Carb

Ver também:

As 11 maiores mentiras da nutrição

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Este artigo é uma tradução livre de “Top 11 Biggest Lies of Mainstream Nutrition” publicado no site Authority Nutrition, escrito por Dr. Kris Gunnars.

Para saber sobre outros mitos da nutrição, CLIQUE AQUI.

Há muita desinformação circulando a nutrição na mídia. Eu listei os piores exemplos neste artigo, mas infelizmente esta é apenas a ponta do iceberg.Aqui estão as 11 maiores mentiras, mitos e conceitos errados da nutrição.1

1. Ovos não são saudáveis

Existe uma coisa em que a mídia tem muito sucesso em fazer.. e isso é demonizar alimentos incrivelmente saudáveis.

O pior exemplo disso são os ovos, que contém uma grande quantidade de colesterol e por isso foram considerados culpados por aumentar o risco de doenças cardíacas.

Mas recentemente tem sido provado que o colesterol na dieta realmente não aumenta o colesterol sanguíneo. Na verdade, os ovos principalmente aumentam o “bom” colesterol e NÃO estão associados ao aumento do risco de doenças cardíacas. (1,2)

O ovo é um dos alimentos mais nutritivos do planeta. Ele é rico em vários tipos de nutrientes bem como antioxidantes que protegem os olhos. (3)

Para finalizar, apesar de serem um alimento “rico em gordura” , consumir ovos no café da manhã  é comprovadamente uma causa para a perda de peso comparado ao consumo de pães no café da manhã. (4,5)

Em resumo: os ovos não causam doenças cardíacas e estão entre os alimentos mais ricos em nutrientes no planeta. Ovos no café da manhã podem te ajudar a perder peso.

2. Gordura saturada é ruim para você

2Há algumas décadas foi decidido que a epidemia de doenças cardíacas foram causadas pelo alto consumo de gordura, principalmente gordura saturada.

Isto foi baseado em estudos altamente duvidosos e em decisões políticas que agora foram comprovadamente erradas.

Um sólido artigo publicado em 2010 examinou 21 estudos epidemiológicos com um total de 347.747 sujeitos. Os resultados: absolutamente nenhuma associação entre gordura saturada e doenças cardíacas. (6)

A ideia de que a gordura saturada aumenta o risco de doenças cardíacas foi uma teoria não comprovada que de alguma maneira, virou a sabedoria popular. (7)

Consumir gordura saturada aumenta a quantidade de colesterol HDL  (o “bom”) no sangue e modifica o LDL de pequenas partículas, muito densas (muito ruim) para partículas maiores , que são benignas. (8,9)

Carne, óleo de coco, queijo, manteiga… absolutamente não há nenhuma razão para ter medo destes alimentos.

Em resumo:  novos estudos tem provado que a gordura saturada  não causa doenças cardíacas. Alimentos naturais que são ricos em gordura saturada são bons para você.

3. Todo mundo deveria consumir grãos

A ideia de que os humanos deveriam basear suas dietas em grãos nunca fez sentido para mim.3

A revolução da agricultura aconteceu muito recentemente na história evolucionária humana e nossos genes não mudaram tanto.

Os grãos são muito baixos em nutrientes, se comparados a outros alimentos de verdade como os vegetais. Eles também são ricos em uma substância chamada ácido fítico que bloqueia os minerais essenciais no intestino e previne a sua absorção. (10)

O grão mais comum na dieta ocidental é, de longe, o trigo… e o trigo pode causar uma lista de problemas de saúde, dos menores aos mais sérios.

O trigo moderno contém uma grande quantidade de uma proteína chamada glúten, mas há evidencias que uma porção significativa da população possa ser sensível ao glúten. (11,12, 13)

Consumir glúten pode danificar a parede intestinal, causar dor, inchaço, inconsistência nas fezes e cansaço. (14, 15) O consumo de glúten também tem sido associado a esquizofrenia e ataxia cerebelosa, ambos distúrbios sérios no cérebro. (16, 17)

Em resumo: grãos são relativamente pobres em nutrientes se comparados a outros alimentos reais como vegetais. Os grãos com glúten em particular podem levar a uma variedade de problemas de saúde.

4. Consumir muita proteína é ruim para seus rins e ossos

4Uma dieta rica em proteína tem sido culpada por causar osteoporose e doenças nos rins.

É verdade que consumir proteína aumenta a excreção de cálcio dos ossos em curto prazo, mas estudos de longo prazo mostram que o efeito é oposto.

Em longo termo, a proteína tem uma associação forte com o aumento da saúde dos ossos e um menor risco de fraturas. (18, 19)

Adicionalmente, os estudos não mostram nenhuma associação entre altas quantidades de proteína e doenças nos rins em pessoas saudáveis. (20, 21)

Na verdade, dois dos maiores riscos para a falha nos rins são diabetes e pressão alta. Consumir uma dieta rica em proteína melhora os dois.  (22, 23)

Uma dieta rica em proteína deve ser considerada protetora contra osteoporose e falha dos rins.

Em resumo: consumir uma dieta rica em proteína está associado a melhor saúde dos ossos e menor risco de fraturas. Uma dieta alta em proteína também diminui a pressão sanguínea e melhora os sintomas da diabetes, que deveria diminuir os riscos de falha nos rins.

5. Alimentos com pouca gordura (low fat) são bons para você

5Você sabe o gosto dos alimentos normais quando toda a gordura é retirada deles?

Bem, tem gosto de papelão. Ninguém iria querer comê-los.

Os fabricantes de alimentos sabem disso e por isso, adicionam outras coisas para compensar a falta de gordura.

Geralmente são adoçantes… açúcar, xarope de milho rico em frutose ou adoçantes artificiais como aspartame.

Nós já trataremos do açúcar, mas eu gostaria de comentar que mesmo os adoçantes artificiais não tendo calorias, as evidências NÃO sugerem que eles são melhores para você do que o açúcar.

Na verdade, muitos estudos observacionais demonstram uma associação, consistente, altamente significante com diversas doenças como obesidade, síndrome metabólica, diabetes, doenças cardíacas, parto prematuro e depressão. (24, 25, 26)

Nestes produtos com pouca gordura, as gorduras naturais saudáveis estão sendo substituídas por substâncias que são extremamente nocivas.

Em resumo: alimentos com pouca gordura são normalmente produtos altamente processados cheios de açúcar, xarope de milho ou adoçantes artificiais. Eles são extremamente nocivos.

6. Você deveria consumir várias pequenas refeições ao longo do dia

A ideia que você deveria consumir várias pequenas refeições ao longo do dia com o objetivo de “manter o metabolismo alto” é um mito persistente que não faz nenhum sentido.6

É verdade que comer aumenta o metabolismo levemente, enquanto você está digerindo a refeição, mas é a quantidade total de comida que determina a energia usada, NÃO o número de refeições.

Isto realmente já foi testado e refutado diversas vezes. Estudos controlados onde um grupo consome diversas pequenas refeições e o outro consome a mesma quantidade de comida em menos refeições mostram que literalmente não há a menor diferença entre os dois.  (27, 28)

De fato, um estudo com homens obesos revelou que consumir 6 refeições por dia leva a menos sensação de saciedade, comparado a 3 refeições. (29)

Não somente comer tão frequentemente é praticamente inútil para a maioria das pessoas, pode ainda ser prejudicial.

Não é natural para o corpo humano estar constantemente alimentado. Na natureza, nós estávamos acostumados a fazer jejum de tempos em tempos e não comíamos com tanta frequência como comemos hoje.

Quando nós não comemos por um tempo, um processo celular chamado de autofagia limpa os produtos nocivos das nossas células. (30) Fazer jejum ou não comer de tempos em tempos é bom para você.

Diversos estudos observacionais mostram um aumento drástico no risco de câncer de cólon (4ª maior causa de mortes por câncer), com números tão altos como 90% de aumento naqueles que consumiam quatro refeições por dia, comparados com os que consumiam duas. (31, 32, 33)

Em resumo: não há evidências de que consumir muitas pequenas refeições ao longo do dia é melhor do que poucas refeições maiores. Não comer de tempos em tempos é bom para você. Aumentar a frequência das refeições está associado ao câncer de cólon.

7. Carboidratos deveriam ser sua maior fonte de calorias

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A visão geral é que todo mundo deveria consumir uma dieta baixa em gorduras, com os carboidratos sendo de 50-60% das calorias.

Este tipo de dieta contém muitos grãos e açúcares, com quantidades bem pequenas de alimentos com gordura como carne e ovos.

Este tipo de dieta pode funcionar bem para algumas pessoas, especialmente para aqueles que são naturalmente magros.

Mas para aqueles que são obesos, tem síndrome metabólica ou diabetes, esta quantidade de carboidratos é muito perigosa.

Isso tem sido estudado extensamente. Uma dieta baixa em gorduras e rica em carboidratos tem sido comparada a uma dieta baixa e carboidratos, rica em gordura em vários estudos controlados e randomizados.

Os resultados estão consistentemente em favor de uma dieta baixa em carboidratos e rica em gorduras. (34, 35, 36)

Em resumo: uma dieta baixa em gordura, rica em carboidratos é uma falha miserável e tem sido provada repetidamente como muito inferior a uma dieta baixa em carboidratos, rica em gorduras.

8. Óleos vegetais e de sementes ricos em ômega 6 são bons para você

Gorduras poliinsaturadas são consideradas saudáveis porque alguns estudos mostram que eles diminuem o seu risco de doenças cardíacas.8

Mas há diversos tipos de gorduras poliinsaturadas e elas não são todas iguais.

Mais importante do que isso, nós temos ácidos graxos omega 3 e omega 6.

Omega 3 é anti-inflamatório e diminui o risco de muitas doenças relacionadas a inflamação.  (37) Os seres humanos na verdade precisam obter ômega 6 e ômega 3 em determinadas proporções. Se a proporção é muito maior em favor do ômega 6, pode causar problemas. (38)

De longe, a maior fonte de ômega 6 na dieta moderna são óleos vegetais e de sementes processados como óleo de soja, milho e óleo de girassol.

Ao longo da evolução, os humanos nunca tiveram acesso a tanta abundancia de gorduras ômega 6. Ela não é natural para o corpo humano.

As pesquisas que olham especificamente para o ácidos graxos ômega 6 ao invés de gorduras poliinsaturadas em geral mostram que eles na verdade aumentam o risco de doenças cardíacas. (39, 40)

Consuma seu ômega 3 e considere suplementar com óleo de peixe, mas evite os óleos industriais de vegetais e sementes.

Em resumo: os humanos precisam obter ômega 6 e ômega 3 em uma certa proporção. Excesso de ômega 6 de óleos industriais aumentam o seu risco de desenvolver doenças.

9. Dietas low carb são perigosas

9Eu pessoalmente acredito que as dietas low carb são uma cura em potencial para muitos dos problemas de saúde mais comuns nas nações ocidentais.

A dieta low fat divulgada ao redor do mundo é inútil contra muitas destas doenças. Ela simplesmente não funciona.

No entanto, dietas low carb (demonizadas por nutricionistas e a mídia) tem repetidamente se mostrado levar a resultados muito melhores.

Cada estudo randomizado e controlado sobre as dietas low carb mostram que:

  1. Reduzem a gordura corporal mais do que dietas baixas em gordura com restrição calórica, mesmo quando os sujeitos na dieta baixa em carboidratos podem comer à vontade. (41, 42)
  2. Diminuem a pressão sanguínea significantemente. (43, 44)
  3. Diminuem o açúcar no sangue e melhoram os sintomas da diabetes muito mais do que nas dietas baixas em gorduras.  (45, 46, 47, 48)
  4. Aumentam o colesterol (bom) HDL muito mais. (49, 50)
  5. Diminuem o triglicérides muito mas do que as dietas low-fat. (51, 52, 53)
  6. Mudam o padrão do colesterol LDL (ruim) de partículas pequenas e densas (muito ruins) para partículas maiores, que são benignas. (54,55)
  7. As dietas low carb também são mais fáceis de serem mantidas, provavelmente porque elas não necessitam da restrição calórica e não fazem as pessoas sentirem fome. Mais pessoas nos grupos low carb conseguem ir até o fim dos estudos.  (56, 57)

Muitos dos profissionais de saúde que deveriam ter em mente a nossa melhor saúde tem audácia de dizer que estas dietas são perigosas, e continuam a empurrar seu dogma low fat cheio de falhas, que está machucando mais pessoas do que ajudando.

Em resumo: as dietas low carb são as mais saudáveis, mais fáceis e mais efetivas para a perda de peso e reversão da síndrome metabólica. É um fato científico.

10. Açúcar não é saudável porque contém calorias “vazias”

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É comumente acreditado que o açúcar não faz bem a você porque contém calorias vazias.

É verdade, o açúcar tem muitas calorias sem nenhum nutriente essencial. Mas isto é apenas a ponta do iceberg.

O açúcar, primeiramente por causa do seu alto conteúdo de frutose, afeta o metabolismo de uma maneira que gera um rápido ganho de peso e desenvolvimento de doença metabólica.

A frutose é metabolizada pelo fígado e transformada em gordura, que é secretada no sangue como partículas de VLDL. Isso leva ao aumento do triglicérides e colesterol. (58, 59)

Isto também causa a resistência aos hormônios insulina e leptina, que é um degrau para a obesidade, síndrome metabólica e diabetes. (60, 61)

Isso é só pra citar alguns dos problemas. O açúcar causa uma resposta bioquímica nos humanos para que comam mais e engordem. É provavelmente o pior ingrediente da dieta ocidental moderna.

Em resumo: os efeitos nocivos do açúcar vão além das calorias vazias. O açúcar da vazão ao estrago no nosso metabolismo e gera aumento de peso e diversas doenças.

11. Alimentos ricos em gordura fazem você engordar

11Parece meio intuitivo que consumir gordura faça você engordar.

Esta coisa que está se juntando debaixo da nossa pele e nos fazendo parecer macios e fofos é a gordura. Então… comer gordura deveria dar aos nossos corpos mais dela.

Mas não é tão simples assim. Apesar de ter mais calorias por grama do que os carboidratos ou proteína, dietas ricas em gorduras não fazem as pessoas engordarem.

Como qualquer outra coisa, isto depende do contexto. Uma dieta que é rica em gorduras E rica em carboidratos faz você engordar, mas NÃO por causa da gordura. (62, 63, 64)

Na verdade, dietas que são ricas em gorduras (e baixas em carboidratos) causam maior perda de gordura do que dietas que são baixas em gordura.

12. Mais alguma coisa?

Esta é apenas a ponta do iceberg.

Sinta-se à vontade para adicionar mais pontos nos comentários!

Para saber sobre outros mitos da nutrição, CLIQUE AQUI.

Primal Brasil

O mito dos nitritos e nitratos!

Chris Kresser, autor do livro “Your personal Paleo code” fez uma postagem realmente interessante sobre Nitrato e Nitrito, aqueles sais que algumas pessoas dizem que vamos morrer ao comer.

Eu vou traduzir o post do Chris, e interferir um pouco principalmente com o post da Junk food Science, para um melhor entendimento e maior abrangência. Boa leitura.

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Além de ter o rótulo de “entupidor de artéria através da gordura saturada” e dos “altos níveis de sódio“, o bacon tem sido considerado um alimento não saudável devido ao uso de nitratos (NO3) e nitritos (NO2) no processo de cura. Muitos médicos convencionais e bem-intencionados, amigos e parentes, vão dizer que você está pedindo, basicamente, por um ataque cardíaco ou câncer, ao ingerir essa comida, chamada carinhosamente por alguns entusiastas do estilo de vida Paleo como “bala (doce) de carne”.

A crença de que os nitratos e nitritos podem causar sérios problemas de saúde foi enraizada na consciência popular e da mídia. Assista este vídeo (blog: no mínimo engraçado) para ver Steven Colbert explicar como a falta de bacon irá prolongar nossas vidas, graças à redução dos nitratos em nossas dietas.

Na verdade, o estudo que originalmente ligava os nitratos com o risco de câncer e que causou um grande susto no primeiro momento, tem sido desacreditado depois de ser submetido a uma revisão por pares. Houve grandes revisões da literatura científica que não encontraram ligação entre nitratos ou nitritos com cânceres humanos, ou mesmo evidências que sugerem que eles podem ser cancerígenos. Além disso, pesquisas recentes sugerem que os nitratos e nitritos podem não só ser inofensivos, como podem ser benéficos, especialmente para a imunidade e saúde do coração. Confuso ainda? Vamos explorar esta questão.

Talvez você se surpreenda ao saber que a grande maioria da exposição ao nitrato/nitrito não vem da comida, mas a partir de fontes endógenas, ou seja, dentro do nosso corpo. (1) Na verdade, os nitritos são produzidos por seu próprio corpo em maior quantidade do que pode ser obtido a partir de alimentos e os nitritos oriundos da saliva representam 70% a 97% da nossa exposição total ao nitrito. Em outras palavras, a sua saliva contém muito mais nitrito do que qualquer coisa que poderiam comer.

1362814231Quando se trata de alimentos, os vegetais são a principal fonte de nitritos. Em média, cerca de 93% dos nitritos que recebemos dos alimentos vêm de legumes (Tradutor: Existe um relatório da EFSA – European Food Safety Authority – que mostra isso).

Talvez você fique chocado ao saber que uma porção de rúcula, duas porções de alface manteiga, e quatro porções de aipo ou beterraba, todos têm mais nitrito do que 467 cachorros-quentes (2). E a sua própria saliva tem mais nitritos do que todos eles! 

Portanto, antes de eliminar carnes curadas de sua dieta, você pode querer abordar a sua ingestão de aipo ou rúcula. E tente não engolir sua saliva com tanta freqüência (rsrsrs).

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A principal fonte de nitritos em nossas dietas são os vegetais, e em menor grau a água e outros alimentos. Nitratos ocorrem naturalmente em plantas e vegetais, como resultado de o ciclo de azoto em que o azoto é fixado por bactérias. Os estudos dietéticos em todo o mundo têm encontrado que 70% (no Reino Unido) e que 97% (Nova Zelândia) do consumo humano de nitratos e nitritos vem de vegetais sozinho, independentemente de orgânicos ou cultivados convencionalmente. Em média, cerca de 93% dos nitritos que recebemos a cada dia vem dos nitratos nos vegetais.

Rúcula 4.677 ppm
Manjericão 2.292 ppm
Alface Manteiga 2.026 ppm
Beterraba 1.279 ppm
Aipo 1.103 ppm
Espinafre 1.066 ppm
Abóbora    874 ppm
Cachorro quente padrão      10 ppm

Não há razão para temer nitratos/nitritos em sua comida ou saliva. Evidências recentes sugerem que os nitritos são benéficos para a função imune e cardiovascular, pois eles estão sendo estudados como um potencial tratamento para a hipertensão, ataques cardíacos, falciforme e distúrbios circulatórios. Mesmo se nitritos forem prejudiciais, carnes curadas não são uma fonte significativa, como o USDA só permite 120 partes por milhão (ppm) em cachorros-quentes e bacon. Além disso, durante o processo de cura, a maior parte do nitrito forma o óxido nítrico, que se liga ao ferro e dá aos cachorros quentes e bacon sua cor rosa característica. Depois disso, a quantidade de nitrito restante é de apenas cerca de 10 partes por milhão (ppm).

562971_summer_grillingE se você acha que pode evitar nitratos e nitritos, comendo os chamados hot dogs e bacons “livre de nitrito e de nitrato”, não se deixe enganar. Esses produtos usam fontes “naturais” da mesma substância química, como aipo e suco de beterraba e sal marinho, e não são mais livre nitratos e nitritos do que carnes curadas padrão. Na verdade, eles podem até conter mais nitratos e nitritos quando curado usando conservantes “naturais”.

É importante entender que nem nitrato e nem nitrito podem acumular-se no corpo. o nitrato ingerido é convertido em nitrito, quando entra em contato com a saliva, 25% é convertida em nitrito salivar e o resto é excretada na urina menos de 5 horas após a ingestão. (3) Qualquer nitrato que for absorvido tem uma meia-vida muito curta, desaparecendo do nosso sangue em menos de cinco minutos. (4) Alguns nitritos no nosso estômago reagem com os conteúdos gástricos, formando o óxido nítrico, que pode ter vários efeitos benéficos.(56).

Em geral, a maior parte da ciência sugere que os nitratos e nitritos não são problemáticos e podem até mesmo ser benéfico para a saúde. Revisões críticas considerando que a evidência inicial sugere que nitratos/nitritos são carcinogênicos revela que, na ausência de co-administração de um precursor de nitrosaminas carcinogênicas, não há nenhuma evidência para a carcinogênese (7). Estudos prospectivos recentemente publicados mostram que não há associação entre o consumo estimado de nitrito e nitrato na dieta e com o câncer de estômago (8). Foi demonstrado que o óxido nítrico, formado por nitrito, possui propriedades vasodilatadoras e pode modular a função das plaquetas no corpo humano, melhorar a pressão arterial e reduzir o risco de ataque cardíaco. (91011), os nitratos podem também ajudar a estimular o sistema imunitário e proteger contra bactérias patogênicas (121314). 

Médicos do Karolinska Institutet, por exemplo, está olhando para o papel de nitritos para pacientes de terapia intensiva entubados (que não engulem sua saliva) na prevenção da lesão de isquemia-reperfusão, úlceras gástricas e vasoespasmo cerebral após hemorragia subaracnoídea, e em pulmonar hipertensão neonatal. A tese do Dr. Håkan Björne, em 2005 descreve isso em detalhes.

“A percepção pública é que o nitrito/nitrato são cancerígenos, mas eles não são”, disse Dr. Nathan Bryanm, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade do Texas, em Houston. “Muitos estudos implicando nitrito e nitrato no câncer são baseadas em dados epidemiológicos muito fracos. Se nitrito e nitrato forem prejudiciais para nós, então não seria aconselhável comer vegetais de folhas verdes ou engolir a nossa própria saliva, que é enriquecido em nitrato.”

—————-> Um pouco de História

beetonPreservação de carnes utilizando vários sais tem sido praticada há milhares de anos, desde o período homérico, 850 a.c., o sal funciona para matar bactérias aeróbicas, como a salmonela. Desde a Idade Média, o salitre (nitrato de potássio) foi usado na cura de carnes, e isso acrescentou tanto para o sabor distinto como para preservação da cor da carne, além de também bloquear o crescimento de botulismo e evitar a deterioração e ranço. Os primeiros livros de receitas impressas a partir do início dos anos 1700 mostram o uso em quantidades surpreendentes, até 50 vezes os níveis de nitratos e nitritos em receitas mais modernos.

Por volta da virada do século passado, os químicos perceberam que o ingrediente ativo do salitre era o nitrito e que utilizando o nitrito de sódio ativado, em pequenas quantidades, se podia substituir o salitre. Isso também reduziu consideravelmente a salinidade das carnes curadas, que tinham de ser embebidas em água para serem palatáveis. Desde 1925, quando o nitrito de sódio foi mostrado como seguro para o ser humano, ele foi aprovado para o uso em embutidos nos Estados Unidos, e não há casos de botulismo associados com carnes curadas comercialmente desde então.

Desde 1974, o uso de nitrato de potássio e nitrato de sódio tem sido barrado pelo USDA em carnes curadas comercialmente como salsichas e bacon, e apenas quantidades escassas de nitrito de sódio são permitidas desde 1978, em meros 120 partes por milhão.

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Então, o que nós fazemos com isso? Não há nenhuma razão para temer nitratos e nitritos em alimentos. Não há razão para comprar livre de nitrato, toucinho. Não há razão para evitar estritamente carnes curadas, particularmente aqueles a partir de fontes de alta qualidade (embora possa fazer sentido para limitar o consumo deles por outras razões). Na verdade, por causa de preocupações sobre triquinose de porco, faz muito mais sentido na minha opinião (opinão do Chris) comprar toucinho curado e outros produtos de carne de porco.

Blog Dia a Dia Low Carb

Nem transgênica, nem natural

soja

Apesar da forte mídia em favor do uso da soja, podemos hoje em dia, usando novos conhecimentos e  o velho, mas esquecido bom senso, dizer que não há porque se preocupar com a soja transgênica, já que a soja em si pode ser um grave equívoco quando pensamos em alimentação natural ou suplementos alimentares para melhorar a saúde.

Em outubro de 1999 o FDA (órgão fiscalizador dos medicamentos e alimentos nos EEUU) aprovou uma propaganda nos alimentos que tivessem baixa quantia de gordura saturada e colesterol. Era o que o maior conglomerado industrial americano precisava para dar os contornos necessários para a consolidação da soja no mercado mundial. A fantasia popular é de poder ter um produto que represente saúde e boa alimentação. A necessidade da indústria, de todo o setor secundário que vive do agronegócio é ter um “commodity” em cujo entorno seja investido todo o conhecimento tecnológico possível (agrotóxicos, tecnologia de produção, aditivos para qualificar sabor, textura etc.)

A soja é esta síntese.

Se apoiou numa estratégia de marketing super engenhosa que envolveu desde a medicina até grupos new age.

Alimentou ou alterou verdades. Foi sendo incrementada por décadas. O vilão mais óbvio foi o colesterol. O ingênuo útil foi o movimento vegetariano, o mais forte “apoiador” da concentração absoluta do poder de produção agrícola, e da plantação de transgênicos, em todo o mundo. O lado obscuro da “rainha”  alimentar usou e abusou de naturalistas alimentares. Os naturalistas se esqueceram de se perguntar se alterar de forma tão “carnívora” a paisagem do Rio Grande do Sul, com uma praga não alimentar como a soja seria uma atitude ecológica. Eles também se esqueceram de perguntar como viviam os verdadeiros homens naturais das Américas antes da invasão e destruição que os europeus introduziram de norte a sul no novo continente. Os naturalistas new age, numa  lógica higienista e purificadora típica da Santa Inquisição, também não se perguntaram como poderiam aproveitar os mais de 4000 vegetais nativos que poderiam de forma harmoniosa dar alimento e equilíbrio ecológico ao Brasil. Apoiaram ingenuamente a destruição maciça do natureza local. Estes mesmos naturalistas alimentares também deixaram de entender a inata biologia humana, e devem supor que os esquimós (que praticamente não comem vegetais e têm ótima saúde cardíaca) são um equívoco de Deus e não deveriam existir. Ou que os “malsais” (povo africano com os melhores perfis de colesterol do planeta), que só se alimentam daquilo que o pobre natureza local lhe oferece (carne e leite gordo de um bovino local), jamais deveriam ter a concessão da vida. Devem, no entanto, entender que  a Monsanto e seus aliados produzem soja para o seu bem estar e para a salvação de suas frágeis saúdes. Equívocos em todas as frentes.

A medicina tem sido uma outra força de apoio importante. Hoje em dia, qualquer produto alimentar quer ter o status de medicamento. Isto possivelmente se baseia na idéia obscura de que o ser humano é vítima fácil de alvos maléficos externos. Como não seria possível se livrar desses ofensores, nós seríamos protegidos pelos alimentos. Hoje em dia se procura comida que combata ao câncer e a velhice. O homem não cogita em mudar a si mesmo e o seu jeito pervertido de manejar o meio ambiente. Não quer saber se não seria ele próprio a causa de suas doenças. Numa lógica paranóica, busca protetores que possam ser ingeridos. Naturalmente estes produtos tem que ser comprados. Rendendo  muito a quem produz e vende.

Na contra-mão do FDA americano, o DOH da Inglaterra (Departamento de saúde) através do seu comunicado a todos os médicos do Reino Unido (CMO’s Update 37, de Janeiro de 2004) adverte que não se deva utilizar alimentos infantis baseado em fórmulas com soja (o famigerado leite de soja) como escolha para aquelas crianças que tenham qualquer dificuldade com a ingestão de leite de vaca (alergia, intolerância etc.), e muito menos para crianças saudáveis, tendo em vista que a alta concentração de fitoestrogênios que tais fórmulas contém pode ser perigosa a longo prazo para a saúde reprodutiva destas crianças.

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Existem outros estudos que falam de outros potenciais problemas, mas este parece ser o primeiro a ser reconhecido por um órgão oficial dos países aliados à soja. Um castelo de areia – a santidade da soja – está começando a desmoronar. Não seria um problema, se isto não significasse o quanto a saúde de muita gente já pode te sido danificada nas últimas décadas às custas da ganância do homem, que há séculos destrói muito mais do que ele acha que construiu, lastreada em uma ciência subserviente, totalmente ancorada às demandas do consumismo.

(Para mais informação consulte: www.sacn.gov.uk ou www.foodstandards.gov.uk)

Uma outra visão

Três anos de dieta paleolítica

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Hoje faz três anos desde que comecei a aventura paleo. Pretendo acirrar de novo na minha aposentadoria onde planejo aprender alguns truques na cozinha. Acho que ainda tenho um longo caminho para melhorar mais ainda os resultados. Tenho soçobrado um pouco ao entorno hostil e facilidades neolíticas. Mais para não ficar destoando dos familiares. Mesmo assim sou tachado um pouco de “paleochato”, mesmo me achando moderado.

O vídeo abaixo, baseado na história de Sten Stures Skaldemans contada em seu livro Lose Weight by Eating (Scandinavian Diet)é brilhante e mostra de forma compacta e bem humorada tudo que está basicamente em jogo numa dieta LCHF. Vale a pena ser visto com legendas em português.

Se procurar receitas paleo no google acha-se um monte de sites.