Arquivo do mês: janeiro 2014

Vídeo engraçado sobre low carb

Veja o vídeo no blog do Dr. Souto para usufruir das legendas traduzidas para o português.

Um vídeo muito engraçado sobre uma das experiências mais frustrantes – tentar explicar o estilo de vida páleo / lowcarb para alguém. O humor pode ser uma estratégia valiosa para disseminar informações.

Fonte: Blog do Dr. Souto

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Modelica

Sempre me interessei por sistemas de simulação. Recentemente andei pensando se poderia simular, num modelo bem simplificado, o metabolismo da insulina e outros ligados à nutrição. O objetivo seria apenas didático e usaria as informações qualitativas que eu encontrasse na literatura que ando lendo. Pesquisei várias coisas na Web e no meio de alguns resultados apareceu a linguagem de programação orientada a objetos Modelica para modelagem de sistemas físicos. Farejei uma abordagem poderosa aqui. Ela tem bibliotecas em vários domínios de conhecimento, inclusive em bioquímica.

Fiquei bastante animado e instalei o OpenModelica para experimentar um pouco.

Como não conheço praticamente nada de bioquímica devo ter muitas dificuldades com uma modelagem rigorosa do metabolismo da insulina. Parece um projeto ambicioso. Talvez um compromisso intermediário onde o rigor possa ser relaxado um pouco em favor apenas de uma abordagem apenas didática seja viável. Não sei ainda. De qualquer forma existem outras possibilidades muito excitantes para a linguagem. Os exemplos nos tutoriais são justamente numa das minhas áreas de formação, eletricidade. Especulo também se poderia criar jogos de simulação com a linguagem e o ambiente em torno dela.

Em torno de Modelica há também uma ONG.

Links:

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Ser ciclista no Brasil…

Livro – Fat Chance, de Robert Lustig – o começo da reviravolta

Anotem aí, este livro fará muito barulho. Eu diria até mesmo que poderá marcar o início de uma virada na opinião vigente sobre o papel dos carboidratos na dieta.

Primeiramente, quem é Robert Lustig? O Dr. Lustig é um endocrinologista pediátrico, professor da prestigiada Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), especializado no tratamento da obesidade infantil. Lustig ficou muito conhecido por seu vídeo de 90 minutos, que se tornou viral no Youtube: “Sugar: The Bitter Truth” (A amarga verdade sobre o açúcar):

 

Fonte: Blog do Dr. Souto

Malefícios da Frutose

Achei este artigo bem interessante sobre como lidar com as frutas. E muito proveitoso. O trecho que mais me interessou foi:

 Fique longe destas frutas ou use-as somente ao acordar:

– Maça
– Banana
– Uvas (1 copo)
– Cerejas (1 copo)
– Manga
– Melão
– Laranja
– Pêra
– Abacaxí
– Melancia

Estas frutas contem pouca frutose:

– Damasco
– Abacate
– Amoras
– Fígo
– Toronja(Isso mesmo, o nome é Toronja!)
– Mamão
– Pêssego
– Ameixa
– Framboesa
– Morango
– Tomate(Para quem não sabe, tomate é fruta)

Quais tipos de frutas e vegetais podemos comer sem ganhar gordura ?

Apesar das frutas conterem frutose, elas não são constituídas apenas por isto.  Frutas fazem bem para a saúde porque são a melhor fonte de antioxidantes , ajudando na luta contra os radicais-livres, a maior causa do envelhecimento e danos aos músculos. Também é uma importante fonte de fibras.

A melhor pedida é escolher frutas com pouca frutose e comer as frutas com mais frutose apenas ao acordar, quando os níveis de glicogênio estão bem baixos. Neste período, o seu fígado pode usar ou armazenar a frutose sem converte-la em gordura.

http://www.hipertrofia.org/blog/2009/11/04/maleficios-da-frutose/

Já estou pondo em prática. Normalmente procurava comer uma fruta logo após a refeição. Agora vou mudar para comer as frutas da primeira lista pela manhã e as da segunda como sobremesa.

Flora intestinal – muito além dos carboidratos

O corpo humano tem cerca de 10 trilhões de células. Células humanas, quero dizer. Pois cada um de nós carrega cerca de 100 trilhões de bactérias. Ou seja, para cada célula nossa, há DEZ células bacterianas. Não seria, portanto, errado se definíssemos a nós mesmos como uma grande colônia bacteriana ambulante. A maioria dessas bactérias encontra-se em nosso intestino. Essas bactérias evoluíram junto conosco – precisamos delas para viver. Elas nos ajudam a digerir nossa comida, ajudam a manter o número de bactérias patogênicas sob controle, e cumprem um sem número de outras funções (ativação de hormônios, produção de neurotransmissores, e por aí vai). Por isso mesmo, perturbações na flora estão associados a várias doenças, muitas das quais nem imaginaríamos que possam ter qualquer relação com o intestino.

Muitos artigos têm sido publicados sobre esse assunto, inclusive na mídia leiga, nos últimos meses:
  • Quando pacientes desenvolvem uma grave doença chamada colite pseudomembranosa – uma doença de alta mortalidade cuja causa é justamente alterações da flora intestinal devido ao uso excessivo de antibióticos – um dos únicos tratamentos é o transplante fecal. Você leu bem! Pega-se fezes de um familiar, passa-se em um liquidificador e se introduz através de uma sonda nasoenteral no paciente – a restauração da flora intestinal saudável cura a doença (veja aqui). Pacientes que receberam tais transplantes passaram a apresentar melhora de outras doenças, para surpresa dos médicos; O FDA americano já aprovou o tratamento em tempo recorde em 2013, por ser muito eficiente;
  • Pacientes com diabetes tipo 2 que recebem transplante de fezes de pacientes magros e sadios apresentam melhora na sensibilidade à insulina e nos triglicerídeos (veja aqui). No entanto, com o passar dos meses, o efeito desaparece (veremos porque adiante);
  • Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, colite ulcerativa, cólon irritável) às vezes entram em remissão com transplante fecal (veja aqui);
  • Outras doenças auto-imunes (esclerose múltipla, asma, alergias, sinusite, artrite reumatoide, etc): há relatos de caso de melhora e mesmo remissão com transplante fecal (vejaaquiaqui e aqui).

Fonte: Blog do Dr. Souto

Uma novidade neste post do Dr. Souto é a discussão mais conectada ao que acontece no estômago e intestino quando ingerimos carboidratos de natureza diferente e sobre como caracterizar uma dieta ancestral frente a este refinamento da teoria da nutrição:

Uma distinção fundamental entre os alimentos modernos contendo estes produtos e os alimentos ancestrais é a DENSIDADE DE CARBOIDRATOS

Fonte: Blog do Dr. Souto

O Dr. Souto, impressionado com a repercussão do post e preocupado com uma possível confusão na interpretação, publicou outro post sob o título Reflexões sobre a postagem anterior. No post colocou algumas de suas reflexões:

  1. insulina segue sendo um hormônio fundamental no particionamento das calorias em direção ao armazenamento. Estratégias para reduzi-la são, portanto, de grande utilidade (restrição de carboidratos), especialmente nas pessoas em que a causa do ganho de peso foi justamente o excesso de doces e farináceos;
  2. Uma dieta bastante restrita em carboidratos – cetogênica em alguns casos – continua sendo uma intervenção terapêutica extremamente útil e eficaz para obesidade, síndrome metabólica e diabetes;
  3. Levar em conta a evolução da espécie como uma base sobre a qual devemos estruturar a dieta (o que não significa tentar “comer como um homem das cavernas”) e como uma forma de avaliar a plausibilidade das hipóteses dietéticas continua sendo essencial;
  4. O esquema básico da dieta continua sendo, como consta nesta postagem, o seguinte: “Não há necessidade de complicar com fases, regras detalhadas, etc. aquilo que, no fundo, é simples:
    1. Cortar açúcar;
    2. Eliminar grãos (especialmente trigo e soja);
    3. Evitar raízes (“tubérculos”, em especial batatas) se você precisa perder muito peso (caso contrário, não);
    4. Optar por comida de verdade;
    5. Não consumir azeites extraídos de sementes;
    6. Perder o medo da gordura natural dos alimentos;
  5. Páleo não é necessariamente low carb. É possível fazer páleo com abundância de frutas e raízes. Quem já tem uma certa idade, talvez se lembre de um comercial que dizia “existem mil maneiras de preparar Neston. Invente a sua“. Pois então, existem 1000 maneiras de comer páleo.
    1. Ovo-lacto-vegetariano? Corte o açúcar e os farináceos; foque-se, além das saladas, em abacate, coco, nozes, castanhas, e suplemente com ovos e laticínios;
    2. Responde mal com gordura saturadaFaça uma versão “mediterrânea” da dieta: foque-se em abundância de vegetais, peixes e frutos do mar, azeite de oliva, nozes e castanhas, e laticínios como iogurte low fat – além de vinho tinto;
    3. Não quer perder peso? Apenas exclua o açúcar e os farináceos e evite alimentos processados, mas consuma frutas e raízes sem restrição, além do restante (carnes, frutos do mar, ovos e laticínios fermentados);
    4. Quer perder peso rapidamente? Faça páleo LCHF (low carb, high fat), sem frutas, mas com muita salada, ovos carnes, peixes e aves com sua gordura natural e laticínios full fat;
    5. Tem problemas de auto-imunidade? Além do glúten, remova completamente o que cresce em vagens, laticínios e ovos (e, eventualmente, algumas outras coisas: clique aqui para ler o protocolo auto-imune).

Meu objetivo nestes reblogs é chamar atenção para os posts do Dr. Souto e recomendar a leitura dos mesmos:

Os dinossauros e o humor

Comecei a rever o filme “O parque dos dinossáuros”. Lembro-me de ter visto o filme, na sua estréia, nas primeiras filas do cinema. Devido ao sucesso do filme não consegui um lugar mais atrás. Ali no gargarejo a sensação era de que seria pisoteado pelo tiranossáuro ou atacado pelos velociraptors. Minhas costas doiam de tanta tensão. Resolvi antes de terminar de ver o filme ler o livro. Para conhecer as diferenças em relação ao filme. Fiquei intrigado com uma menção à serotonina. Sabia que a serotonina estava ligada à sensação de bem-estar. É classificado como um neurotransmissor e sua deficiência causa irritabilidade e depressão, entre outras coisas. No livro o dilofossáuro (veja a imagem acima), uma das espécies citadas, cospe veneno. Parece que é um erro cometido na obra. A aparência também é diferente no filme onde o “dilofossáuro” abre uma gola.

Pois a serotonina é um ingrediente ativo em muitos venenos de vários animais: arraias, escorpiões, aranhas, formigas etc, além de ser um neurotransmissor importante para a nossa saúde. O acidente com a penetração do ferrão de uma arraia no peito matou Steve Irwin não o fez por causa da serotonina, que é causadora de intensa dor, mas pela destruição mecânica dos tecidos pelas farpas do seu arpão quando da sua retirada.

Devido ao meu recente interesse por nutrição comecei a pesquisar sobre as fontes de serotonina na dieta. Descobri que a serotonina encontrada nos alimentos quando no sangue não passa pela barreira que protege o cérebro. Os órgão que produzem serotonina são o intestino e os neurônios do cérebro. A serotonina produzida no intestino não penetra no cérebro e, por isso, a serotonina necessária ao cérebro é produzida pelos proprios neurônios a partir do triptofano. O triptofano consegue penetrar a barreira sangue/cérebro através de um transportador e não é produzido no corpo. Somente através da alimentação obtemos o triptofano. Agora começa o imbróglio. O transportador é disputado por outras substâncias e isso pode deixar a quantidade de triptofano que passa a barreira menor. O triptofano, no caso de uma dieta de baixo carboidrato como a paleolítica vem das proteínas. Parece bom, não é? Mas nas fontes de proteínas também estão as substâncias que disputam o transportador. E isto acaba fazendo que haja uma redução na serotonina no cérebro que precisa do triptofano para produzir a serotonina. Contraditoriamente a ingestão de carboidratos, que não possuem triptofano, pode aumentar a disponibildade do mesmo no cérebro por não fornecerem as substâncias que disputam o transportador e, com isso, aumentar os níveis de serotonina no sistema nervoso central causando a sensação de bem estar as custas da elevação da insulina. Por causa disso alguns praticantes da dieta paleolítica discutem com sanar isto ingerindo carboidratos (alguns sugerem a batata doce) na refeição que fazem antes de dormir. Felizmente parece que o fenômeno dos incômodos pela baixa serotonina são temporários em alguns casos. Eu mesmo não tive insônia e não percebi muita alteração no meu humor.

Um outro aspecto da questão da serotonina é que a atividade de atletas pode induzir uma maior quantidade de triptofano passando pela barreira do cérebro elevando os níveis de serotonina até causar o fadiga central, algo do qual eu nunca tinha ouvido falar. Mas pensando um pouco no assunto lembrei de que o estilo paleolítico defendido por Mark Sisson prevê, além da pirâmide alimentar, uma pirâmide de exercícios que pode prevenir os efeitos citados que acontecem com atletas. A pirâmide primal de exercícios é para nós os seres mortais normais. Prevê exercícios em vários níveis prevenindo a lesão, fortalecendo o corpo e recomendando bastante descanso como parte deste fortalecimento. Além de não precisar ser um atleta de exercícios de longa duração para ter saúde.