Arquivo do mês: maio 2006

Adelmo Genro Filho

Certa vez procurando um livro de Xadrez para comprar em uma livraria fui atraído por uma capa. Nela havia peças de Xadrez em um canto do tabuleiro e o título “Marxismo, Filosofia Profana”. Era um livro de Adelmo Genro Filho, que eu não conhecia, o qual, quando o inspecionei, provocou em mim o irresistível apelo por adquirí-lo. Adorei tanto o livro que não o li, praticamente o devorei. Meu entusiamo levou-me a emprestá-lo e nunca mais me devolveram. Este é o risco de emprestar bons livros. Já tentei várias vezes em vão comprar de novo um exemplar. Mas para minha grata surpresa encontro o texto na íntegra no site http://www.adelmo.com.br. Muito bom! Vou relê-lo imediatamente.

Rio

Fui ao Rio fazer o concurso da PETROBRAS. Fiquei mesmo na casa do Beto que não via há um bom tempo. Tivemos longos bate papos (havia muito que atualizar). A prova foi difícil e não fui bem. Notei que questões simples mas de resolução demorada estão sendo usadas. Chutei em questões que sabia como resolver por falta se tempo. E olha que costumo terminar as provas de concursos rapidamente a ponto de ter de “fazer hora” para poder sair com as anotações das respostas dadas.

Eu e Beto fomos visitar a feira Rio Boat Show na marina da Glória. Adoramos o que vimos lá. Beto não conhecia um veleiro por dentro (ele tem experiência com lanchas) e ficou impressionado com o espaço interno. Visitamos um veleiro de casco de alumínio e cerca de 40 pés de comprimento, o Plankton. O dono mora nele perto de Paraty onde faz charts e parece que o nome do autor do projeto do barco é Thierry. Estava na feira no pier com o barco aberto à visitação.

Beto contou que foi atacado certa vez por bandidos com tiros de fuzil que vararam de lado a lado o seu carro. Um história terrível que só não é mais por que terminou sem mortes. Fiquei até um pouco preocupado quando disse, “num sentido poético”, que gostava do Rio tanto que amava até as balas perdidas. “Amor fati”. Mas sempre é bom evitar falar em corda em casa de enforcado. Mas as vezes não resisto a uma boa frase de efeito. Acho que é para mudar o foco do olhar sobre os acontecimentos. Dar um giro na perspectiva. Uma mania.

Ia retornar dia 8 mas imprevistos obrigaram a um adiamento para o dia 9. No aeroporto comprei um livro que estava na minha “wish list” e que não estou conseguindo parar de ler. Já previa isso pois considero o autor um ótimo escritor tanto pelo estilo simples e objetivo quanto pelos temas que aborda. Além disso o autor sabe sobre o que está falando devido a sua experiência e formação. O livro é o imperdível “A cura de Shopenhauer” de Irvin D. Yalom e acho que merecia estar nos primeiros lugares de qualquer lista de livros usada como recomendação. Ele já tem um livro muito lido com o título “Quando Nietzsche chorou” (que também já li quando um amigo me emprestou). Meu interesse em conhecer mais sobre a obra de Shopenhauer aumentou depois disso mesmo tendo lido apenas um terço do livro. Li em algum lugar do livro que o autor teria feito uma pesquisa sobre biblioterapia. Não sabia que isso existia mas fiquei muito impressionado porque já havia pensado em algo similar. Quando preciso de ajuda gosto muito de procurar livros que possam me esclarecer ou ampliar minha visão em relação ao objeto da minha necessidade (frequentemente o “enfrentamento” de problemas existenciais). Mas não sabia que havia uma sistematização ou uma técnica como parece ser a biblioterapia (que já comecei a pesquisar numa rápida incursão na Web). Não terminei de ler o livro ainda mas já vislumbro que o enredo gira em torno da biblioterapia e talvez da validade de técnicas alternativas de terapia que muitas vezes entram em choque com a ortodoxia ou mesmo apenas são expedientes de charlatães. Um trecho do livro, que reproduzo abaixo, reforça esta minha idéia (que poderíamos chamar de “vamos tentar advinhar para onde o autor vai”):

“(…) Julius tinha dificuldade em lidar com os repetidos ataques ao campo da terapia. Os ataques vinham de várias direções: empresas farmacêuticas e de seguros de saúde que financiavam pesquisas superficiais para provar a eficácia das drogas e das terapias mais curtas. Ataques dos meios de comunicação, que não se cansavam de ridicularizar os terapeutas. Dos behavioristas. Dos milhares de palestrantes sobre motivação; das hordas de curandeiros e de seitas da Nova Era, todos competindo para ganhar quem tem algum problema. E, claro, das dúvidas que vinham da própria medicina, como as suscitadas pelas incríveis descobertas neurobiológicas sobre moléculas, relatadas com frequência cada vez maior e fazendo até os terapeutas mais experientes questionarem a importância de seu trabalho.” Continuar lendo

Iasmin crescendo

Viagem para o Rio

Vou para o Rio dia 6 próximo prestar concurso para a PETROBRAS. Devo ficar em Niterói, na casa do Beto. As provas serão no domingo, dia 7. Espero ter sucesso.