Arquivo do mês: novembro 2010

Bar Urca

No fim de semana passado encontramos Akira e Aninha que estavam no Rio. Aproveitamos para botar a conversa em dia e visitar alguns pontos interessantes do Rio. Um deles, o Bar Urca, num dia claro e com uma brisa deliciosa. Comemos principalmente os pastéis de camarão e bolinho de bacalhau com cervejas. Não comemos mais para não comprometer o apetite para o almoço.

Depois fomos almoçar no 2 em Cena, no Rio Sul. Terminamos a tarde em compras no Bazar da Barra. Depois eles pegaram o avião no Santos Dumont.

Além dos pontos citados experimentaram o sorvete italiano artesanal no Amarena, no Leblon, e comemos no Nam Thai. Uma tentativa de almoçar no Bazaar falhou porque não conseguimos reservar. Ia esquecendo, almoçamos também no Le Bon Café (perto do Amarena) e à noite pegamos um fumacê de doer o pulmão no Esch Café embalado por um clip do Pink Floyd.

Quer ordenar um texto?

Achei um web program para ordenar textos que me livrou de ter que ir até o shell do sistema operacional que estiver usando e usar o comando sort. Existem outros mas o primeiro que achei na busca por sort text online me satisfez.

Ir até uma página web para ordenar um texto em vez de usar o shell do sistema operacional parece ser tricky mas requer menos expertise pois basta usar CTRL-C e CTRL-V e conseguir seguir as instruções em inglês do site. Talvez seja mais acessível do que usar a linha de comando do shell (que obriga você a saber o que faz o sinal de > que redireciona o resultado para um arquivo e em vez de uma saída na tela).

Velejada de Dingue na Lagoa de Marapendi

Depois de tanto tempo sem velejar (desde novembro de 2009 parece) fui andar de Dingue na Lagoa de Marapendi no sábado passado. Aluguei o barco na Velapoint. Velejei das 14 às 16 h aproximadamente.

O barco estava na beira da lagoa numa praiazinha com acesso pelo Clube do Oficiais do Corpo de Bombeiros. Deixei o carro no estacionamento do clube na sombra de uma árvore. Tive que sair no meio de uma regata de veleirinhos à rádio.

Perguntei a um velejador sobre os trajetos possíveis na lagoa. Ele falou que tinha um canal na ponta oeste da lagoa que dava pra ir mas que era estreito. Como notei que teria que voltar no contravento comentei que teria que dar muitos bordos. Ele disse que era factível a depender da minha habilidade (acho que queria saber). Fiquei um pouco aborrecido com o que achei “babaquice” do mesmo e não dei mais papo. Na saída ele comentou alto para eu ouvir, eu acho, que ia “rolar um resgate”. Deve ser mania de bombeiro. Quando velejei dei uma olhada no canal que ele tinha falado e entendi que quem se metesse por ele teria muita dificuldade de voltar porque era estreito mesmo. Infelizmente temos que tomar cuidado com os “espíritos de porco” que encontramos na beirada da água e que se alegram em dar maus conselhos.

Nunca tinha velejado sozinho num Dingue. Devia ter trocado por um Laser. O vento estava brando e a vezes acontecia alguma rajada.

Acho que senti uma espécie de “lagoafobia” (claustrofobia de lagoa). Senti-me com horizontes limitados. Minha única experiência de velejar em águas completamente fechadas foi no reservatório de Paulo Afonso. Mas era muito mais amplo e o vento era pauleira. Quase me esqueço, a lagoa é suja. Talvez não tão suja como alguns pontos da Baía de Guanabara. Mas acho que o visual quando se veleja na baía pode compensar a sujeira um pouco. No entanto dou muito valor a não ter que me preocupar com a água que borrifa meu corpo ou cai na minha boca quando velejo. Velejador contumaz nas proximidades de Mangue Seco ainda tenho que conter a minha mania de morder os cabos.

O leme do Dingue também aporrinhou o tempo todo flutuando e causando pressão no timão. Toda hora tinha que baixá-lo.

Testei também o chapéu com proteção para o pescoço (tipo aqueles usados pelos pescadores de molinete). Esse com proteção contra raios ultravioletas FPS 60. Funcionou muito bem e o tecido quando tocava o pescoço parecia frio dando uma sensação de conforto contra o calor muito boa.

Vi também um Bruma passeando. Acho que era o que vi num anúncio para alugar.

Com muito medo de que meu celular caísse na água tirei alguma fotos não muito boas.

Restaurant Week 2010 – Rio (segunda edição)

Aconteceu entre 18 e 31 de outubro. Conheci o Rancho Inn, no Centro. Não me lembro se fui em outro. Nada marcante desta vez.

Aniversário em 2010

Ganhei dois livros ao fazer 57 anos. Iane me deu Penhascos de Mármore, de Ernst Jünger. Jünger está começando a ser publicado em português pela Cosac Naify. O outro, O Mapa do Tempo, de Felix J. Palma, ganhei de um colega de trabalho. Parece ter conexão temática com o romance de H.G. Wells, A Máquina do Tempo.

A última minoria


Fiquei surpreso ao ler o seguinte texto no site do Estadão, um jornal reconhecidamente conservador:

Os ateus compõem uma minoria. São socialmente discriminados por suas convicções. Preferem, muitas vezes, ocultar a falta de crença na existência de um Deus criador e ordenador a se expor a tais discriminações. Mas, assim como a cor, o gênero e a opção sexual da pessoa, a falta de religião e de fé é atributo que não deveria pesar na hora da escolha dos governantes.

O preconceito contra os ateus origina-se da ideia de que a crença em Deus serve como freio moral. Assim, uma pessoa sem Deus seria desprovida de valores para discernir o certo do errado e, por isso, só conseguiria nortear sua conduta a partir de interesses egoístas. Essa ideia é falsa.

Quem respeita as normas de convivência social com medo da punição divina ou para obter beneplácitos celestiais é, sob o ponto de vista moral, uma pessoa bem mais frágil do que o ateu. Quando este age conforme tais normas, a despeito de qualquer temor de castigo ou desejo de recompensa futura, é porque está convencido da importância dos preceitos morais, tanto para sua própria vida como para a dos outros.

O preconceito contra o ateísmo talvez não seja perceptível no dia a dia. Afinal, não se divulgam discriminações no trabalho, em ambientes sociais ou manifestações culturais. Durante as eleições, no entanto, o preconceito aflora de modo avassalador.

Fonte: A última minoria no Estadão

A intolerância religiosa em questões como o aborto, com intervenção até do papa, chefe de um estado nã0-democrático, colocaram, de propósito, questões bem mais simples para a análise da população do que as intrincadas redes de interesses em jogo na disputa política pelo poder. O obscurantismo tem a enganosa aparência de ser mais simples ocultando uma rede de interesses tão ou mais complexa do que toda a baixa política. Os preconceitos e o toldamento do que é importante ser discutido são a tônica de um mundo comandado pelas idéias religiosas. A religião propugna a verdade absoluta. Cada religião só pode defender a existência de uma verdade absoluta. É o dogma principal de todas as religiões. É também uma necessidade. Como convencer seguidores com uma “verdade” menor, relativa, que não seja absoluta? A raíz da intolerância reside nesse dogma. Nisso todas as religiões são iguais. Ladeira abaixo vem toda uma avalanche de preconceitos como bem o expressa Richard Dawkins em seu discurso citando, segundo ele, um conhecido católico:

“Meu sentimento como cristão aponta-me para o meu Senhor e Salvador como um lutador. Aponta-me para o homem que, uma vez na solidão, cercado por poucos seguidores, reconheceu esses judeus por quem eles eram e clamou para que se lutasse contra eles e que – verdade de Deus – foi maior não como sofredor, mas como lutador. No meu amor sem limites como cristão e como homem, eu leio a passagem que nos conta como o Senhor finalmente se levantou em seu poder e tomou do chicote para expulsar do Templo a raça de víboras e vendilhões. Como foi maravilhosa a sua luta contra o veneno judeu. Hoje, depois de dois mil anos, com a mais profunda emoção, eu reconheço mais do que nunca o fato de que foi por isso que Ele teve de derramar o seu sangue na cruz.”

Fonte: http://e-paulopes.blogspot.com/2010/09/hitler-foi-catolico-e-nunca-renunciou.html

Ao crente não pertence nem seu corpo e nem sua alma. Tudo se coloca a serviço das eminências que comandam a religião.

“O homem da crença, o ‘crente’ de toda espécie, é necessariamente um homem dependente – um homem que não é capaz de se propor como fim, que em geral não é capaz de propor fins a partir de si. O ‘crente’ não se pertence, só pode ser meio, tem de ser consumido, necessita de quem o consuma.”

Fonte: FRIEDRICH NIETZSCHE: A DEPENDÊNCIA VISCERAL DO CRENTE em http://blog-do-escriba.blogspot.com/2010/09/nietzsche-dependencia-completa-do.html)