Arquivo do mês: dezembro 2007

Em casa com Iasmim antes do Natal


Fomos à praia. De volta às piscininhas. O dia ainda está lindo. Falei com Aurélio por telefone. Chico Cruz ligou. Vou tentar me encontrar com meus amigos mas não sei se vai dar tempo para rever e ligar para todos eles. Hoje combinei com Mateus que vamos acertar as providências para a viagem a Maragogi.

Nas “horas vagas” estou lendo os 64 contos de Rubens Fonseca do livro de Mateus. Em paralelo leio também o livro de crônicas que trouxe comigo.

Sairam todos de novo para as compras dos últimos presentes. Ficamos eu e Iasmin. Deram um presente de Natal antecipado para distrair Iasmin de seus incessantes pedidos de “pissiar”. Tranquei a mim e a ela no quintal. Ela ficou brincando na grama com as panelinhas de plástico. Deitei me sobre uma toalha de praia e fiquei lendo Rubens Fonseca. Depois de brincar na grama Iasmin resolveu sentar na minha barriga, continuando a brincar. Pensei que minha hérnia não fosse aguentar. Não reclamei. Daqui a pouco deitou no meu peito. Mostrei um pardal nos fios sobre o fundo azul de um céu quase sem nuvens. Adormeceu. Deixei a com cuidado sobre a toalha. As formigas começaram a atacá-la. Levei-a para cima. Dormiu, com uma brisa que entrava pela janela, até depois do pessoal chegar.

Agora foram todos para a casa da D. Teresa ajudá-la com o preparativos de Natal. Estou só na casa.

Iasmim e as piscininhas


Levamos Iasmin na praia. Fomos um pouco tarde. Voltamos perto de 11:30. Achamos umas piscininhas ótimas na beirada. Iasmin adorou. Vamos voltar amanhã mais cedo.

Almoçamos na casa de Leu. De noite fomos no Shopping para Iane comprar presentes. Um sufoco.

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Circunavegação da Ilha de Cotunduba

Conforme o planejado encontramo-nos, eu, Daniel e Gustavo, seu filho, no Iate, próximo das 10 h.O dia estava lindo. Céu claro com algumas nuvens. Ventos bons. Nenhum problema com o Dingue.

Na saída da enseada de Botafogo estava fundeado um pequeno e bonito navio de casco azul escuro: ‘Le Grand Bleu’. O mesmo nome, em francês, do filme ‘Imensidão Azul’ sobre o mergulhador Mayol.

Fomos até bem próximo ao penhasco onde fica encravada a Fortaleza de Santa Cruz.

Em seguida fomos contornar a ilha de Cotunduba. Circunavegamos indo primeiro pelo canal entre a ilha e o continente. Percorremos cerca de 20 km.

Quando entramos de novo na enseada indo para o almoço encontramos Lars Grael e outros velejadores saindo da baía num veleiro da classe Star.

Almocamos no restaurante do Círculo Militar, na praia Vermelha. Depois voltamos a velejar um pouco dentro da enseada de Botafogo e da baía da Guanabara.

Veja a nossa derrota abaixo (clique):

circunavegaca-condutuba.jpg

Solidão amiga

A solidão amiga

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão… (Rubem Alves)

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!” (Drummond apud Rubem Alves)

“Ó solidão! Solidão, meu lar!… Tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos
poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.“ (Nietzsche
apud Rubem Alves)

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão… (Rubem Alves)

Para aplacar a minha solidão neste fim de semana inventei atividades. Na sexta falei com o pessoal em Aracaju pelo Skype.

Iasmin ficou tão emocionada que ensaiou um choro. À noite fiquei na sala, junto à televisão, TV soporífera que me socorreu na madrugada de sábado com um filme, ‘Mentiras sinceras’, em que dormi no meio.

Mentiras sinceras

De manhã dormi a bessa. Acordei perto da 10 h. O tempo esquentou e o sol saiu. Arrependi-me de não ter programado uma velejada. Talvez ainda haja tempo. Saí para fazer umas pequenas compras para enfrentar a semana vindoura. Planejei almoçar no restaurante La Rouge e passar na locadora de vídeo que fica perto. Acabei almoçando um crepe na livraria Argumento aqui perto mesmo. Descobri depois que o La Rouge foi substituído (pelo menos no endereço que procurei) por um Devassa. Pode ter acabado ou se mudado.

Peguei três filmes para ver até terça:

Caché

Caché

Dias de Nietzsche em Turim

O ilusionista

Se conseguir marcar o aluguel do Dingue para amanhã preciso ver também se haverá um ‘proeiro’. Estou tentando, de última hora, com a Ocean Blue.

Acabo de receber a confirmação do aluguel do Dingue para amanhã, 11 h.

Rubem Fonseca

Citando Rubem Fonseca em Portal Literal.

Rebeldes sem calça

Na década de 50, morando no mítico hotel Chelsea, em Nova York, Rubem Fonseca conheceu uma companheira pra toda vida.

Nos anos 1950 eu estava morando no Chelsea, em New York, um hotel tradicionalmente freqüentado por artistas, hippies e putas. Lembro-me que a primeira compra que eu fiz foi uma calça Lee.

Foi na rua 14, cheia de lojas onde se podia comprar muito mais barato todo tipo de mercadoria, inclusive roupas, e para a qual eu podia me deslocar facilmente do meu hotel, que ficava na rua 23.

O sujeito que me atendeu, um homem gordo e enorme, que fazia um interessante contraste comigo, me olhou, e resmungou, “you need an extra small size, I`ll see if I can find one”. […] (Rebeldes sem calça)

Por que ir de bicicleta?

Citando Por que ir de bicicleta?

Por que ir de bicicleta?

A maioria das pessoas estranha quem troca o carro pela bicicleta. Para muitos, parece irreal, excêntrico ou coisa de atleta. Alguns até chegam a ver uma ou outra vantagem, mas não poriam em prática. Talvez o fizessem se conhecessem todas as vantagens de usar a bicicleta em vez do carro particular ou do transporte público.

Para ajudar a entender “por que esse maluco faz isso todo dia” e, talvez, para ajudar a convencer mais pessoas a adotar esse hábito (para o bem de todos nós) eu resolvi relacionar aqui todas as vantagens em usar a bicicleta como meio de transporte. […] (Por que ir de bicicleta?)