Dawn I partindo no caminhão

Após infrutíferas tentativas de desmontar a quilha o Dawn I foi embarcado num berço emprestado.

Dawn I sendo preparado para o embarque rodoviário

No dia 7 passado o Dawn I deixou definitivamente a sua vaga no Cais D da Porto Marina Bracuhy. O trajeto até o local do embarque rodoviário é aproximadamente mostrado na imagem abaixo:

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Dawn I com Lazy Jack e Batcapa

O Dawn I agora está de Lazy Jack e Batcapa, talvez uma heresia para um Minitransat. Mas como meu plano é fazer pequenos cruzeiros não estou preocupado com isso.

Dezembro de 2006 no Rio

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Novo texto perdido num caderno que reproduzo aqui em retrospectiva.

17/12/2006

Ontem chegaram Carolina, Natacha e Iasmin. Eu e Iane fomos pegá-las no Galeão.

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O dia estava lindo e mesmo as partes mais feias do Rio pareciam ter outra cara. O Rio parecia que se engalanava para receber minhas filhas e Iasmin. Iasmin estranhou um pouco Iane e a mim. Mas logo deu um abraço apertado de pescoço em Iane e ficou olhando para mim um pouco tímida. Depois fez um estalar de língua que eu ensinei a ela  e eu sabia que tinha se lembrado completamente do vovô. Nunca pensei que uma coisinha tão pequena fosse tão grande na sua capacidade de iluminar a vida e dar-lhe novos significados. Sashimin e Iasminix são alguns apelidos, dados por Mateus, desta pimentinha tão doce. Que o Rio lhes sejam, mulheres da minha vida, suave e caloroso sempre, como foi neste primeiro dia. Não me surpreenderia se nos tornássemos satélites deste pequenino planeta Iasmin que mais parece um sol pela sua energia (é uma espoleta!) e também a lua pela sua meiguice.

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Hoje pela manhã levei a Iasmin para conhecer a Princesinha do Mar. Não demorei muito porque já era tarde e estava muito quente.

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Depois fui sozinho andar na praia. Fui até o Caminho do Pescador, no Leme. Lá conheci Xaropinho (Gideão) e Renata, dois praticantes de alpinismo. Eles tinham ido até o mirante que só é acessível subindo nas pedras.

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Peguei um “jacaré” nas ondas do Leme mas não consegui nadar muito como planejei porque a água estava gelada.

Novembro de 2006 no Rio

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Achei as anotações abaixo que agora publico retrospectivamente:

  • 6/11/2006: Chegada no Rio
  • 7 a 17/11/2006: Ambientação Petrobras
  • 11/11/2006: Encontro ex UFFs
  • 15/11/2006: Chegada de Mateus
  • 17/11/2006: Fui até o Arpoador sozinho e quase vi o pôr do sol

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Chegamos ao Rio dia 6/11/2006. Esqueci de avisar à portaria do edifício (onde alugamos um apartamento em Copacabana). O senhorio também esqueceu. O Sr. Mozart (amigo do senhorio) tinha saído e ficamos esperando um tempão com Ilsa que nos pegou no aeroporto. Ilsa foi embora e na troca de porteiro o Sr. Antonio acabou pegando uma chave que estava no escaninho e nos entregando. Depois o Sr. Mozart disse que tinha deixado a chave para o rapaz que iria consertar o interfone.

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Do dia 7 ao dia 17 fiquei indo ao Hotel Guanabara para assistir palestras de Ambientação da Petrobras. As palestras foram muito interessantes mas programa era longo e cansativo. Quando elas acabaram mais cedo no dia 17 pensei em ir relaxar na praia.

Estamos morando a 15 metros da praia de Copacabana próximo ao Posto 5. Tudo aqui fica bem à mão. Há vantagens e desvantagens. Ã noite o barulho nos bares vai até 2 h da manhã. Depois parece que todos “pegam o cipó das duas”.

Dia 11, meu aniversário, fui à noite para Niterói. Era o encontro dos ex alunos da UFF de Engenharia Elétrica que se formaram em 76/77. 3o anos, portanto. O encontro  não acontecia há 6 anos. Vi muita gente com quem não tomava contato há um bom tempo. De alguns me lembrava vagamente. Houve muitas mudanças depois de tanto tempo.

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Com a chegada de Mateus nos concentramos nele. Fomos à praia, restaurantes (Amir, na praça do Lido, e Gula Gula, em Ipanema). Vimos também o final do Campeonato de Beach Handball na praia de Copacabana no dia 18.

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Antes de Mateus chegar eu e Iane fomos no Forte de Copacabana e assistimos à primeira troca de guarda em muitos em muitos anos com banda militar. Voltamos lá com Mateus para olhar o mar e depois comer umas bombas na Colombo. Tudo muito lindo! De lá dava para ver a pedra do Arpoador onde havia um bocado de gente.

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No dia em que terminaram as palestras (17) fui sozinho até lá e quase fiquei para ver o pôr do sol. O dia estava luminoso e lindo. Mateus parece que trouxe o brilho dos dias ensolarados de Aracaju. De cima da pedra do Arpoador e diante de tanta beleza fiquei com a alma um pouco poética e a pensar sobre o que a cidade do Rio representava para mim. É claro que a cidade que eu endeusava na minha cabeça não era o Rio concreto. Mas o que é o Rio real? No livro “Nietzsche em Turim”a autora Lesley Chamberlain conta o que era a cidade italiana para Nietzsche e da paixão do mesmo por ela, onde depois enlouqueceria. Para Nietzsche a cidade era perfeita embora outras testemunhas da época a desmoralizassem e apontassem mazelas que ele não via. O mesmo pode estar ocorrendo comigo que só vejo uma vida pululante a pulsar com majestade e ao mesmo tempo em torvelinho nesta cidade. O bom e o ruim intrincadamente misturado. De impossível separação. Como se fosse a própria essência da cidade. Nietzsche, que é chamado de “filósofo da superabundância”, acredito que não desgostaria da cidade onde o seu “amor fati” é a melhor teoria para lidar com esta cidade maravilhosa mesmo como ela é agora, perigosa e sedutora como uma mulher linda.

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Ah, ia me esquecendo, fomos ao Pão de Açúcar mas Iane não quis subir. Eu e Mateus adoramos. O dia estava praticamente sem nuvens e a vista era deslumbrante.

Retrospectiva 2016

Desde 2009 que não faço uma retrospectiva do ano que passou. Veja abaixo:

Dezembro

Além dos posts citados acima há os sobre os tétricos acontecimentos políticos no Brasil, entre outros. E estou me preparando para mudar de cidade em janeiro.

Novembro

Os posts sobre a política do fim de mundo no Brasil foram necessários além de outros.

Outubro

Outros posts:

Setembro

Neste mês os posts foram em boa parte sobre o contexto político calamitoso do Brasil.

Agosto

O Brasil sob o golpe influencia os temas de alguns posts.

Julho

 

Junho

 

Maio

Abril

Março

Fevereiro

Janeiro

Steve Jobs não morreu…

…e agora trabalha no Edífício Avenida Central.

Estava no prédio comprando um adaptador xing ling para o meu MacBook Air e dei de cara com este boneco das fotos numa loja vizinha. Quando olhei pela primeira vez parecia alguém parado na frente da loja. Estranhei a imobilidade. E olhando melhor vi que era uma réplica bastante fidedigna de uma pessoa. O Steve Jobs. O ex líder da Apple que justamente faz computadores e celulares muito bons mas peca bastante na qualidade e preços dos acessórios.