Gabriel O Pensador – Tô Feliz (Matei o Presidente) 2

[Intro]
Todo mundo bateu palma quando o copo caiu
Eu acabava de matar o presidente do Brasil

[Verso 1]
A criminalidade toma conta da minha mente
Achei que não teria que fazê-lo novamente
Mas tenho pesadelos recorrentes, o Temer na minha frente
E eu cantando: “Tô feliz, matei o presidente”
Fantasmas do passado, dos meus tempos de assassino
Quando eu matei o outro, eu era apenas um menino
Agora, palestrante, autor de livro infantil
Não fica bem matar o presidente do Brasil
Mas a vontade é grande, tá difícil segurar
Já sei, vamo pra DP, vou me entregar
Chama o delegado, por favor
Sou Gabriel O Pensador
O homem que eles amam odiar
Cantei “FDP”, “Pega Ladrão”, “Nunca Serão”
E agora “Chega”!
“Até Quando” a gente vai ter que apanhar?
Porrada da esquerda e da direita
Derrubaram algumas peças, mas a mesa tá difícil de virar
Anota o meu depoimento e me prende aqui dentro
Que eu não quero ir pra Brasília dar um tiro no Michel
“Aí, que maravilha! Mata mesmo esse vampiro
Mas um tiro é muito pouco, Gabriel
Mata e canta assim:”

[Refrão]
Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

[Verso 2]
Fiquei até surpreso quando correu a notícia
E a polícia ofereceu apoio pra minha missão
“Ninguém vai te prender, policial também é povo
Já matamo presidente, irmão, vai lá e faz de novo”
Que é isso? Eu sou da paz, detesto arma de fogo
Deve ter outro jeito de o Brasil virar o jogo
“Que nada, Pensador! Vai lá e não deixa ninguém vivo
Se é contra arma de fogo, vai no estilo dos nativos
Invade a Câmara e pega os sacanas distraídos
Com veneno na zarabatana, bem no pé do ouvido
Em nome da Amazônia desmatada
Leva um arco e muitas flechas e finca uma no coração de cada
Cambada de demônio, demorou, manda pro inferno
Já tão todos de terno, e pro enterro vai facilitar
Envia pro capeta com as maletas de dinheiro sujo
De sangue de tantos brasileiros e vamos cantar”

[Refrão]
Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

[Verso 3]
Áudio e vídeo divulgados, crime escancarado
Mas nem é julgado
Já tinha comprado vários deputados
Fora o foro privilegiado
Então mata o desgraçado
Na comemoração tem a decapitação
Cabeça vira bola e a pelada vai rolar (Chuta)
Corta a cabeça dele sem perdão
Que essa cabeça rolando vale mais do que o Neymar
(É Pensador, é Pensador, é Gabriel O Pensador
É Pensador, é Pensador, é Gabriel O Pensador)
Fácil, um tiro só, bem no olho do safado
E não me arrependo nem um pouco do que eu fiz
Tomei uma providência que me fez muito feliz

[Refrão]
Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente
Matei o presidente
(Matei o presidente, matei o presidente, matei o presidente)

[Verso 4]
Eu não matei nem vou matar literalmente um presidente
Mas se todos corruptos morressem de repente
Ia ser tudo diferente, ia sobrar tanto dinheiro
Que andaríamos nas ruas sem temer o tempo inteiro
Seu pai não ia ser assaltado, seu filho não ia virar ladrão
Sua mãe não ia morrer na fila do hospital
E seu primo não ia se matar no Natal
Seu professor não ia lecionar sem esperança
Você não ia querer fazer uma mudança de país?
Sua filha ia poder brincar com outras crianças
E ninguém teria que matar ninguém pra ser feliz
Hoje, estar feliz é uma ilusão
E é o povo desunido que se mata por partido
Sem razão e sem noção
Chamando políticos ridículos de mito
E às vezes nem acredito num futuro mais bonito
Quando o grito é sufocado pelo crime organizado instituído
Que censura, tortura e fatura em cima da desgraça
Mas, no fundo, ainda creio no poder da massa
Nossa voz tomando as praças, encurtando as diferenças
Recompondo essa bagaça, quero é recompensa
O Pensador é contra violência
Mas aqui a gente peca por excesso de paciência
Com o “rouba, mas faz” dos verdadeiros marginais

Letra de “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2” por Gabriel o Pensador

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Muito além do peso

Hoje em dia, um terço das crianças brasileiras está acima do peso. Esta é a primeira geração a apresentar doenças antes restritas aos adultos, como depressão, diabetes e problemas cardiovasculares. Este documentário estuda o caso da obesidade infantil principalmente no território nacional, mas também nos outros países no mundo, entrevistando pais, representantes das escolas, membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos.

Fed Up

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Em “Fed Up”, Couric quis desmascarar diversos mitos da alimentação e deixar de culpabilizar somente a gula e o sedentarismo pelos altos índices de obesidade a partir da infância. Segundo as informações veiculadas pelo filme, o ganho de peso também é um resultado natural de políticas públicas frouxas e da indústria de alimentos, que se aproveita da alta palatabilidade de produtos cheios de açúcares, sal e gorduras

Ou assista no Netflix.

 

Michael Pollan

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Escrevi o post Planeta Dourado influenciado pela leitura do livro Vegetarian Myth e do artigo O petróleo que comemos Fiquei impressionado com o trigo e as plantas anuais serem beneficiadas pela catástrofe. E me veio a ideia de que nós, os humanos, somos catastróficos. Logo uma associação com estas plantas era nosso destino. Principalmente com o advento da agricultura. E que de manipuladores do mundo, um papel que advogamos para nós, também éramos manipulados. Michael Pollan, no vídeo abaixo, expressa isto com todas as letras. Mas busca nesta constatação uma saída para aproveitar o que de melhor ela pode oferecer. Ele fala, do meio do vídeo para o fim, em permacultura, algo que foi bem abordado no documentário francês Demain. Conta sobre a fazenda de Joel Salatin. Lierre Keyth também fala de fazendas num contexto mais sustentável no seu livro.

Na entrevista Michael Pollan, o defensor da comida de vó a frase “Cozinhar em casa é um jeito de retomar o controle da sua dieta, que hoje está dominado pelas grandes empresas” na introdução expressa bem a armadilha engendrada pela vida corrida onde os alimentos estão disponíveis em abundância nas prateleiras ocultando a complexidade de sua elaboração. O pão, para ficar num exemplo, envolve cultivar o trigo com as ferramentas do agro-negócio. Petróleo, latifúndios, agro-tóxicos, fertilizantes, mão de obra intensiva comandando máquinas quasi-automáticas etc compõem esta receita mortífera. Perenemente super alimentados de forma não saudável explodimos em obesidade e doenças supérfluas.

Pollan descreve uma “dança” na fazenda de Joel Salatin com entusiasmo:

Essa é uma fazenda no Vale Shenandoah na Virgínia. Eu fui procurar uma fazenda onde essas idéias sobre olhar as coisas do ponto de vista de outras espécies fossem de fato implementadas.Encontrei esse homem, o nome do fazendeiro é Joel Salatin, e eu passei uma semana como um aprendiz em sua fazenda. E eu tirei dessa experiência algumas das notícias mais esperançosas sobre a nossa relação com a natureza que eu já encontrei em 25 anos escrevendo sobre a natureza.E é o seguinte. A fazenda é chamada Polyface. Que significa — a idéia é que ele pegou seis espécies diferentes de animais, assim como algumas plantas, crescendo nesse complexo esquema simbiótico.

[…] é uma dança muito complexa e bela, mas eu vou apenas aproximá-los de uma parte dela. E essa é a relação entre seu gado e suas galinhas, suas galinhas poedeiras. E eu vou mostrar como, se você faz essa aproximação, o que você consegue, OK? E isso é muito mais do que o cultivo de alimentos, como vocês verão. Essa é uma forma diferente de pensar sobre a natureza, e uma forma de fugir da noção de soma-zero que — a idéia Cartesiana de que nem a natureza está ganhando nem nós e que, para conseguirmos o que queremos, a natureza é diminuída.

Então um dia, gado, em uma baia. A única tecnologia envolvida aqui é essa barata cerca elétrica, relativamente nova, ligada a uma bateria de carro. Eu mesmo poderia carregar um cercado de cerca de 1000m², montá-lo em 15 minutos. Vacas pastam um dia. Elas andam, ok? Elas pastam tudo embaixo, pasto intensivo. Ele espera três dias. E então nós rebocamos algo chamado ovomóvel. O ovomóvel é uma engenhoca muito frágil. Parece com uma carroça coberta, feita de tábuas, mas abriga 350 galinhas. Ele reboca isso dentro da cerca três dias depois e abre as pranchas, as abaixa, e 350 galinhas descem correndo — cacarejando, fofocando, como as galinhas fazem. E elas vão direto para o esterco das vacas.

E o que elas estão fazendo é muito interessante. Estão catando através do esterco das vacas por larvas, larvas de moscas. E a razão pela qual ele esperou três dias é porque ele sabe que no quarto ou quinto dia, essas larvas vão nascer, e eles terão um problema enorme com moscas. Mas ele espera esse tempo para que elas fiquem tão grandes e saborosas quanto possível porque elas são a forma preferida de proteína pelas galinhas.

Assim as galinhas fazem a sua pequena dança, e elas empurram todo o estrume para chegar às larvas, e no processo, elas espalham o estrume. Muito útil. Segundo serviço ao ecossistema. E terceiro, enquanto elas estão nesse cercado, elas estão, é claro, defecando furiosamente e seu esterco, com bastante nitrogênio, está fertilizando esse campo. Elas então vão para o próximo e dentro de poucas semanas a grama entra nessa explosão de crescimento. E dentro de quatro ou cinco semanas, ele pode fazer isso de novo. Ele pode gramar de novo, ele pode cortar, ele pode trazer outras espécies, como os cordeiros, ou ele pode fazer feno para o inverno.

Agora, eu quero que vocês olhem bem de perto para o que aconteceu lá. Esse é um sistema muito produtivo. E que eu quero dizer é que em 100 acres ele produz 18 mil quilos de carne de gado, 13 mil quilos de carne de porco, 25 mil dúzias de ovos, 20 mil frangos, mil perus e mil coelhos — uma quantidade imensa de comida.

[…]

Mas olhe para isso do ponto de vista da grama, agora. O que acontece à grama quando você faz isso? Quando um ruminante pasta a grama, a grama é cortada dessa altura para essa.Imediatamente acontece algo muito interessante. Qualquer um de vocês que conhece hortas sabe que existe uma coisa chamada raiz aérea. E as plantas precisam manter o tamanho da raiz em algum equilíbrio com o tamanho das folhas para serem felizes. Quando elas perdem um monte de folhas, elas perdem raízes. Elas fazem uma espécie de cauterização e as raízes morrem. E as espécies podem trabalhar no solo, basicamente através da mastigação dessas raízes, as decompondo — as minhocas, os fungos, as bactérias — e o resultado é um novo solo. Assim é como o solo é criado. É criado de baixo para cima. Assim é como as pradarias são construídas, a relação entre bisões e gramíneas.

Transcrição

E, no final do vídeo, diz sobre as fazendas sustentáveis:

É uma coisa extraordinariamente esperançosa a ser feita. Há um monte de fazendeiros fazendo isso hoje em dia. Isso está muito além da agricultura orgânica, que é ainda um sistema Cartesiano, mais ou menos. E o que isso nos diz é que se você começa a tomar conta de outras espécies, tomar conta do solo, mesmo que com nada mais que essa idéia em perspectiva — porque não há tecnologia envolvida aqui exceto para aquelas cercas, que poderiam estar, você sabe, elas são tão baratas que poderiam estar em toda a África rapidamente — que você pode, nós podemos pegar a comida que precisamos da Terra, e, na verdade, melhorar a Terra no processo.

Essa é uma forma de reanimar o mundo. Isso é o que há de tão empolgante nessa perspectiva.Quando nós realmente começarmos a sentir os insights de Darwin em nossos ossos, as coisas que podemos fazer com nada mais que essas idéias é algo muito esperançoso.

Comecei a ler o Dilema do onívoro do Pollan.

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O que já li até agora me esclareceu porque os jornalistas escrevem melhor sobre nutrição do que os cientistas ou especialistas. Na introdução Pollan escreve:

O que devemos comer no almoço?

Este livro é uma resposta longa e um tanto complexa para essa pergunta aparentemente simples. Ao longo do caminho, ele também tenta compreender como pôde uma questão tão simples ter-se tornado tão complicada. Nossa cultura parece ter chegado a um ponto em que qualquer bom-senso nacional a respeito de alimentação que um dia possamos ter tido foi substituído pela confusão e pela ansiedade. De algum modo, essa atividade das mais elementares – decidir o que comer – veio a exigir, numa medida impressionante, a ajuda de especialistas. Como chegamos ao ponto de precisar de jornalistas investigativos para nos dizer de onde vem a nossa comida e de nutricionistas para determinar o cardápio do nosso jantar?

Michael Pollan. “O dilema do onívoro.”

É porque a coisa se tornou complexa que precisamos de um jornalismo investigativo, algo que um cientista não tem interesse ou tempo para investir. A história, desencavada pelo jornalista, é tão importante quanto a ciência. Vide Taubes e Teicholz como outros exemplos além de Pollan. E a divulgação das ideias são melhores quando embaladas em histórias interessantes.

Já tinha ouvido falar de Pollan no site do Dr. Souto, nos comentários do post O fim da guerra à gordura – reportagem da revista TIME. O renascimento do interesse foi despertado pelo artigo Veja como a prefeitura quer transformar o lixo em comida dos pobres, quando escrevia o post Soylent Green, ao citar o autor no trecho:

Este projeto representa a quintessência do nutricionismo alienado e alienante. Todos os produtos orgânicos possuem nutrientes, é claro. Mas a forma humana de comer requer “comida com cara de comida” (Michael Pollan), e é esta condição de coisa culturalmente dada que transforma o comedor em cidadão; não os nutrientes de ração.

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A domesticação de animais aliada ao desrespeito com os mesmos, fruto da nossa má consciência, gera sofrimentos desnecessários. A crueldade para com os animais parece um desabafo brutal do homem que se sente amaldiçoado por matar para comer e imprime, contraditoriamente, mais do que o necessário no ato. Os animais são mais diretos. Embora o gato brinque com o rato não o mantém em extenso sofrimento como fazemos nas granjas e confinamentos insalubres de animais. As fazendas citadas por Pollan restabelecem a sanidade e se aproximam do que ocorre na natureza.

[Atualização] O trecho abaixo do Dilema do onívoro poderia ter sido a inspiração do meu post Planeta Dourado perfeitamente, se já o tivesse lido.

3. A ascensão do Zea Mays

Como essa erva peculiar, nativa da América Central e desconhecida pelo Velho Mundo antes de 1492, chegou a colonizar uma parte tão grande do nosso território e dos nossos corpos é uma das maiores histórias de sucesso do mundo das plantas. Falo em histórias de sucesso do mundo das plantas porque já não está tão claro se o triunfo do milho é de fato tão benéfico assim para o resto do mundo e porque devemos dar crédito a quem merece. O milho é o herói de sua própria história e ainda que nós, seres humanos, tenhamos desempenhado um papel crucial na sua ascensão até o domínio do mundo, seria errado sugerir que nós é que estivemos dando as cartas até agora, ou que tenhamos agido de modo a defender da melhor forma nossos interesses. E, realmente, há razões de sobra para pensar que o milho conseguiu nos domesticar.

Em alguma medida, o mesmo pode ser dito a propósito de todas as plantas e animais que tomam parte na grande negociação coevolutiva com os seres humanos que chamamos de agricultura. Apesar de insistirmos em falar da “invenção” da agricultura como se a ideia tivesse sido nossa, na realidade faz igualmente sentido considerar a agricultura como uma brilhante (ainda que inconsciente) estratégia evolutiva por parte das plantas e animais envolvidos para nos colocar a serviço dos seus interesses. Ao adquirir, por meio da evolução, certas características que acabamos por considerar desejáveis, estas espécies acabaram chamando a atenção do único mamífero em situação de não apenas espalhar seus genes pelo mundo, como também de refazer vastas faixas de terra do mundo à imagem do habitat preferido por aquela planta. Nenhum outro grupo de espécies ganhou mais graças à sua associação com os seres humanos do que as ervas comestíveis, e nenhuma erva se beneficiou tanto com a agricultura como o Zea mays, que proporciona hoje a maior safra de cereais do mundo.

Michael Pollan. “O dilema do onívoro.”

[Atenção: spoiler adiante]

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@#$%%ˆ&* Estado laico

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Soylent Green

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A cidade de São Paulo, na figura do prefeito, em conjunto com entidades cristãs, acho que católicas pois vi uma freira no vídeo abaixo, estão quase realizando a distopia mostrada no filme com Charlton Heston.

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Note que o “allimento”, esses eles dobrados que de vez em quando aparecem sempre me fazem lembrar do Collor, é oferecido e se vê o prefeito provando rapidamente, parecendo prestidigitação, uma das bolinhas do frasco. Queria ver ele comer mais. No início pensei que o frasco continha batatas estragadas que seriam “melhoradas”. Estranhei o rótulo “bacana” no frasco e depois vi que tinha me equivocado. Era o produto final.

1341432536964 Em síntese: será coletada a sobra de alimentos de vários pontos de distribuição e comercialização, montada uma fábrica para fazer dela uma gororoba granulada para ser distribuída aos pobres. Além disso, o consumo da gororoba chamada Allimento ajuda a solução ambiental no âmbito da Politica Nacional de Resíduos Sólidos – nome pomposo para a disposição final de lixo orgânico.

DCM

Numa continuidade exdrúxula o prefeito, que se fantasiou de gari, agora fantasia distribuir lixo na goela dos incautos pobres.

Não há nenhuma novidade aqui. Muitas famílias de classe média já faziam isto. Davam alimentos que não estavam com bom aspecto, fora da validade, que já não queriam consumir, por medo de fazer mal à saúde etc, para empregados e pessoas que consideravam carentes.

Este “altruísmo” as faziam dormir bem no travesseiro. Uma má consciência, talvez… Praticavam “o que não me mata me fortalece”. Nos outros.

Agora o glamour industrializado via liofilização, termo sofisticado para desidratação fora do alcance das massas a que se destinam, aplacará ainda mais as consciências que preferem “dar o peixe” liofilizado do que condições para pescar. d9c2f0ef45823be24e5e0b3f8b42ee52-soylent-recipe-milkshakes-protc3a9inc3a9s

Fugir da comida de verdade agora cada vez mais estará ao alcance das massas como já está para a classes média, conforme anúncio em 2015. Sou curioso a respeito de se eles vão colocar rótulos com os fatos nutricionais, como manda a lei para a indústria de alimentos. E se também vai ter uma validade. Ou será que é para sempre? E se é feito com uma mistura de alimentos rejeitados como será a interação dos vários ingredientes e aditivos químicos nos alimentos de origem industrial. Considerando que a desidratação torna o alimento inerte do ponto de vista biológico e, possivelmente, letal ainda resta a química. Os governos costumam tomar medidas imediatistas que disparam fatores fora de controle. Nos EEUU doavam sucos para famílias pobres e que causam obesidade por causa da frutose e ausência de fibras, que dirá vitaminas, encontradas nas frutas in natura. Qual será o impacto deste allimento na obesidade já que, provavelmente, é baseado em carboidratos.

Tem também a farinata.

Sobre a composição do multivitamínico, chamado de farinata pela Plataforma Sinergia, a ONG se limita a dizer que trata-se de “alimentos que estão em datas críticas de seu vencimento ou fora do padrão de comercialização, razões que não interferem em sua qualidade nutricional ou segurança”.

Doria quer combater a fome com “Allimento”

O trecho “trata-se de “alimentos que estão em datas críticas de seu vencimento ou fora do padrão de comercialização, razões que não interferem em sua qualidade nutricional ou segurança” é no mínimo curioso. Por datas de vencimento nos rótulos é  uma das mais importantes ferramentas para implementar segurança alimentar. Agora descobriram como torná-la irrelevante?

[Atualização]

A lua foi ao cinema

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A LUA FOI AO CINEMA

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
– Amanheça, por favor!

Li para minha neta no dia das crianças.