Arquivo do mês: outubro 2007

Surpresa!

Mateus chegou ontem. Vai passar o aniversário dele conosco. Incrível como conseguiram manter segredo. Tomei o maior susto quando ele apareceu de repente.

Croquet movie

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Poeta fingidor

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

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Sergio Mendes & Brasil´66-The fool on the hill

Uma das músicas que mais gosto:

Mais Sérgio Mendes:

O papagaio inteligente

Vi o vídeo abaixo no canal Discovery e fiquei impressionado:

Mais vídeos:

Iasmin e o dia da criança

Neste fim de semana, no dia da criança, Iasmin ganhou vários presentes: uma boneca, uma casa de pano e uma cadeirinha para andar na frente da bicicleta.

Assitimos também, em DVD, ‘Os produtores’ e ‘Razão e Sensibilidade’.

Teoria e prática II

Em um post anterior citei Fernando Pessoa falando sobre o assunto. Encontrei recentemente uma texto na revista CULT que expressa um pensamento de Deleuze muito aderente aos meus comentários pessoais:

Até então, ou concebíamos a prática como uma aplicação da teoria, como a exposição de um processo que já havia sido descrito e conceitualizado pela teoria, ou fazíamos a operação inversa e concebíamos a prática como a força criadora de uma forma de teoria a vir, ou seja, uma prática soberana que despediria a teoria ou, no máximo, que a obrigaria a se curvar diante de seu peso. Nos dois casos, concebemos relações entre a teoria e a prática como a subsunção de um pólo pelo outro. Pensamos a aplicação como uma operação guiada por relações de semelhança ou analogia. Onde a prática é análoga à teoria? Onde a teoria se assemelha ao que vemos na prática?

No entanto, deveríamos pensar a relação entre teoria e prática de outra forma “horizontal”. A esse respeito, poderíamos dizer que, quando a teoria se concentra em seu próprio domínio, ela começa a se confrontar com obstáculos, com muros que a impedem de avançar. Isso nos obriga a substituí-la por um outro tipo de discurso, uma prática que nos permita passar a um domínio diferente. Graças a essa passagem, poderemos resolver um problema na teoria, retornar a teoria em outro ponto, a partir de outro lugar. Da mesma forma, quando a prática se confronta com seu limite e parece não conseguir andar para frente, é porque se faz necessário mudar de estrutura de discurso, ou seja, fazer teoria. Maneira de operar no ponto onde as diferenças entre teoria e prática se anulam para constituir uma estrutura horizontal de continua imbricação e de passagens incessantes de um pólo ao outro. Assim, poderíamos dizer com Deleuze: “a prática é um conjunto de passagens (relais) de um ponto teórico a um outro, e a teoria, uma passagem de uma prática a outra. Nenhuma teoria pode se desenvolver sem encontrar uma espécie de muro e é necessário a prática para perfurar este muro”. O mesmo vale para a prática.

Vladimir Safatle, p. 43, CULT 118