Arquivo do mês: janeiro 2017

Black Blocs

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Como a imagem borrada da capa do livro do Francis Dupuis-Déri acima são vistos os black blocs através da lente da imprensa e de todos os seus detratores irritados principalmente pelo que não podem apreender.

Em outros posts (Ver a série começando no post A rebelião das massas, uma ironia com o título do livro de Ortega Y Gasset) abordei o assunto do ponto de vista dos protagonistas. Agora um livro com a paralaxe de um acadêmico. Abaixo fragmentos do livro:

Quem tem medo dos Black Blocs?

[…] Os Black Blocs são os melhores filósofos políticos da atualidade.

Nicolas Tavaglione

Segundo um mito muito difundido, só existiria um Black Bloc, uma única organização permanente com múltiplas ramificações internacionais. Na verdade, porém, o termo Black Blocs representa uma realidade mutável e efêmera.

A expressão designa uma forma específica de ação coletiva, uma tática que consiste em formar um bloco em m nome  movimento no qual as pessoas preservam seu anonimato, graças, em parte, às máscaras e roupas pretas.

O principal objetivo de um Black Bloc é indicar a presença de uma crítica radical ao sistema econômico e político.

Não existe uma organização social permanente que atenda pelo de Black Bloc ou que reivindique esse título, embora, em algumas ocasiões, as pessoas envolvidas em um Black Bloc publiquem um comunicado anônimo depois do protesto para explicar e justificar suas ações.

O Black Bloc não é um tratado de filosofia política, muito menos uma estratégia. É uma tática.

Uma tática não envolve uma revolução global. Isso, porém, não implica em renunciar à ação e ao pensamento políticos. Uma tática como a dos Black Blocs é uma forma de se comportar nos protestos de rua.

Um participante de um Black Bloc em Toronto, em 2010, afirmou:

“O Black Bloc não vai fazer a revolução. Seria ingênuo pensar que, por si só, o ataque seletivo contra a propriedade privada poderia mudar as coisas. Isto continua sendo propaganda”.

Para os ativistas, a importância política dessas ações é inequívoca. “Não é violência”, diz um. “É vandalismo contra corporações violentas. Não machucamos ninguém. São eles que machucam as pessoas.”

Quando um Black Bloc entra em ação, a resposta da mídia costuma seguir um padrão típico. Na mesma tarde ou na manhã seguinte, os editores, colunistas e repórteres falam mal dos arruaceiros dos Black Blocs, chamando-os de “vândalos”.

Quem diz o que sobre os Black Blocks?

A imagem pública dos Black Blocs foi distorcida pelo ódio e pelo desprezo que seus muitos críticos alimentam por eles: políticos, policiais, intelectuais de direita, jornalistas, acadêmicos e porta-vozes de diversas organizações progressistas institucionalizadas, assim como outros manifestantes que acham que eles colocam em risco pessoas que não estão preparadas para enfrentar a violência policial.

Esses detratores se unem para atacar os Black Blocks, ou qualquer manifestação que recorra à força física, retratando-os como pessoas sem convicções políticas cujo único objetivo ao participar de uma manifestação é satisfazer seus desejos de destruição.

O que é explicitamente negado aqui é o caráter político dessas ações diretas, que são relegadas para fora do campo e da racionalidade políticos.

A gigantesca maioria dos jornalistas não foge à regra, que consiste em negar toda a dimensão política das ações dos “vândalos”.

A mídia tradicional sistematicamente descreve a maioria dos manifestantes que recorrem à violência com “muito jovens”. Variações comuns incluem “jovens extremistas”, “jovens briguentos”e “jovens vândalos”.

Os jornalistas também divulgam opiniões de cidadãos “simples” ou manifestantes “não violentos” que reprovam o uso da força.

Embora alguns porta-vozes de instituições sociais-democratas tradicionais, como partidos socialistas e sindicatos, tenham censurado tanto a violência policial como a brutalidade do capitalismo, seus ataques aos Black Blocs não diferem dos perpetrados pelos policiais e políticos de centro ou direita.

Assim, o círculo se fecha, desde o policial e o político até o comunista, passando pelo ideólogo capitalista, pelo bom manifestante, pelo porta-voz de forças progressistas, pelo editor, pelo repórter e pelo padre. Todos compartilham os mesmos sentimentos e chegam às mesmas conclusões.

“Câncer”, “idiotas”, “bandidos irracionais”, “anarquistas”, “jovens vadios”. “desprovidos de crenças políticas”, “sede de violência”, “vandalismo”, “covardia”… Meros epítetos sob o disfarce de explicações? Talvez. Mas palavras como essas têm efeitos políticos muito reais, pois privam uma ação coletiva de toda a credibilidade, reduzindo-a à expressão única de uma violência supostamente brutal e irracional da juventude.

A esse discurso unânime falta, porém, uma única voz: as das pessoas que participaram dos Black Blocs. A realidade se torna mais complexa e interessante quando se aceita dar ouvidos aos discurso deles, um esforço que permite compreender melhor suas origens, sua dinâmica e seus objetivos.

Black Blocs, Francis Dupuis-Déri

Snowden

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Enquanto nos divertimos com nossos brinquedinhos um grupo leva à sério sua sede de domínio das massas. Em nome das própria massas. Sua segurança. Seu bem estar. Sua apatia de rebanho a ser tosquiado pelos pastores muito mais que comido por lobos.

Os lobos são um pretexto para a tosquia.

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Celulares, drones, computadores pessoais, web cams, TVs, Internet, redes sociais, emails, chats, forums, instant messages, whatever, são seus olhos e braços. Porque agora o big brother totalitário não apenas vê. Também tem tentáculos. A comunidade de inteligência é o poder subterrâneo que não presta conta aos políticos e nem à lei. Tem a sua própria lei e um tribunal farsesco oculto. Que emite “sentenças e mandados” que você não vê em notas do NY Times. Snowden deixou para nós suas “memórias numa banheira”.

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Na União Soviética o estado policial obrigava a todos encenar uma pantomima macabra de conformação. Mas antes, também, o império britânico estabelecia uma moral para os súditos e outra para as colônias. Gandhi enfiou sua cunha nesta fissura. Os EEUU agora considera o resto do mundo, como fazia Roma, bárbaros. Anglo saxões, ascendência predominante na grande nação, eram bárbaros para os romanos. “A palavra “bárbaros” deriva do romano “bárbaroi” = estrangeiro, e designava qualquer um que não compartilhasse da cultura e da língua romanas.”. O mundo todo é bárbaro para os EEUU e esta ideologia é inculcada diuturnamente, de forma subliminar, no povo americano.

Algo engraçado aconteceu a caminho da Lua

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Se no passado falar que o homem jamais pousou na Lua era coisa de velhos e iletrados incapazes de acompanhar a marcha do Progresso, hoje acabou se transformando em um verdadeiro subgênero audiovisual com filmes, documentários e minisséries para TV e cinema. Dessas dezenas de produções, uma se destaca: A Funny Thing Happened on the Way to the Moon (Algo Engraçado Aconteceu a Caminho da Lua, 2001) do jornalista investigativo Bart Sibrel – ele até chegou a levar um soco de Buzz Aldrin ao tentar fazê-lo jurar sobre a Bíblia que havia caminhado na Lua. O documentário foge dos temas clichês – anomalias nas fotos da Nasa e o “hoax” do diretor Stanley Kubrick envolvido na conspiração. Sibrel destaca o contexto da corrida espacial nos anos 1960, a flagrante vantagem tecnológica da URSS sobre os EUA naquele momento e algumas questões: como, depois de uma década de fracassos envolvendo explosões, incêndios e astronautas carbonizados na plataforma de lançamento, de repente a NASA empreende uma ousada e bilionária missão que, de cara, consegue colocar homens caminhando na Lua? Por que acreditamos? Só porque vimos na TV? Mas, e se tudo foi encenado sem a TV saber? Siebrel supostamente comprova a farsa com imagens de um vídeo da Nasa não editado no qual vemos astronautas da Apollo 11 simulando, na órbita da Terra, estarem a meio caminho da Lua enquanto ouvem a transmissão da direção da filmagem.

Cinegnose

Rio – Aracaju: Itacaré – Aracaju

Imagem das novas escalas abaixo:

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Acordamos cedo. Conseguimos sair 8:30.

Fomos logo tomar café. Hoje eu o dia do cuscuz de tapioca. Teve até pudim de leite.

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Voltamos sem passar pelo ferry boat. Pegamos a linha verde no Conde.

Chegamos cerca de 18:00.

 

 

 

 

 

 

 

 

Rio – Aracaju: um dia livre em Itacaré

Repito imagem da planilha com o plano de viagem abaixo.

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Acordei de madrugada (3:30) e vi que chovia bastante. Olhei a previsão é vi que o sol voltaria pela manhã.

Kan Chuh disse que o barco estava praticamente montado na marina.

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Respondeu também desaconselhando a travessia pelo ferry Boat. É uma pena. É um trecho muito bonito passando pela Ilha de Itaparica. Mas no domingo anda demorando 3 h. Não vai dar para parar na Praia do Forte. Vamos direto para Aracaju. Imagem das novas escalas abaixo:

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Resolvemos até a Praia da Ribeira. 1 km mais ou menos. A pé.

Em vez de ir pela estrada entramos na Praia do Resende. Fomos margeando a rebentação e cruzando pelas pedras entre as praias

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Na Ribeira Iane ficou na sombra de umas árvores. Tomamos uma Itaipava não muito gelada. Iane ficou enjoada no meio da cerveja. Tomei o resto.

Na rebentação um pequeno grupo de jovens pegava “jacaré” com um colchão de solteiro inflável da marca Intex.

Banhei-me um pouco. A água estava uma delícia.

Volta e meia alguém descia na “tirolesa”.

Tentamos uma trilha para a Prainha, que fica logo depois da Ribeira. No início da trilha um moleque resmungou que íamos nos perder. Iane comentou que uma placa, que eu não vi, falava isso. Não demos bola e fomos em frente procurar uma cachoeira. Uns surfistas nos seguiam pensando que conhecíamos o caminho. Falamos que não mas concordamos que devíamos seguir um riacho até a cachoeira, onde eu queria tirar a água salgada do corpo.

Logo depois fomos ultrapassados por um grupo de argentinos que seguia um guia. Seguimos o grupo um pouco. Mais adiante passamos pela cacheira que tinha um chuveiro com garrafa PET. Tomei um banho.

Passamos por uma barraca vendendo côco e outras coisas. Prometemos parar na volta. Mais adiante erramos a trilha e voltamos para a barraca de “Deus” (Jeová). Tomamos dois côcos ótimos. E batemos um papo com Jeová e um amigo dele.

Voltamos pela estrada para o hotel. Comprei duas garrafas de Minalba 1,5L com gás. Parei no restaurante onde anunciava Picanha na Lenha (Restaurante Panela de Barro). Prometi voltar lá para almoçar.

Fomos para o hotel tomar banho.

Almoçamos mesmo no Panela de Barro. Picanha na Lenha com feijão preto etc. Pedimos também aipim frito. Estava tudo muito bom.

A sorveteria próxima que normalmente abre 11:00 hoje abriu 17:00. O sorvete acabara e o dono foi fazer mais. Depois a funcionária descobriu que tinha algum e abriu. Tomamos sorvete.

Saímos para comer crepe e tomar suco. No Tio Gu Creperia.

Depois Iane foi comprar bijuterias no bancas nas calçadas.

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Rio – Aracaju: trecho Cumuruxatiba – Itacaré

Repito imagem da planilha com o plano de viagem abaixo.

escalas da viagem Rio - Aracaju em janeiro de 2017.png

Acordamos cedo. 6:30.

Botamos as bagagens no carro enquanto não dava a hora do café que começa 7:00.

Conseguimos partir às 8:30.

Mais uma falseta do Waze. Enviou-nos para uma estradinha estreita que não passava no tanque onde o pessoal toma banho e por onde chegamos. Voltamos e passamos pelo tanque.

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Andando estrada de terra as “costelas” pareciam que iam desmontar o carro. E todo mundo passava com o pé embaixo. Imitamos e descobrimos que assim trepidava menos.

Chegamos em Itacaré antes das 17:00. Ao chegar na pousada (Pousada Maresias) Iane queria ir logo no banheiro e pediu à dona da pousada que nem dava bola falando no telefone. De repente disse “não pode”. E continuou no telefone. Só quando cheguei e disse que era um futuro hóspede e fui levando Iane para os fundos para procurar os banheiros é que a coisa se resolveu. Pois a dona não interrompia a telefonema nem para tirar o pai da forca.


O carro levei para a garagem da pousada que fica no outro quarteirão na rua de trás.

O quarto é muito bom. O chuveiro estava em Inverno e Iane teve que tomar um banho muito quente. Quando cheguei botei em Verão. Não sei qual maluco deixou em Inverno. Acho que durante o dia o banho frio deve ser muito bom. Mas queria tomar morno antes de dormir para relaxar um pouco.

Almoçamos dourado com banana, farofa, arroz e feijão no Flor de Cacau. Foi o melhor “jantarado” da viagem até agora.

Tomamos sorvete muito bom na sorveteria Capim Santo (também nome de um sabor deles). Era no lugar de uma antiga sorveteria que mudou de dono. O sorvete é muito bom e sem aditivos. Derrete um pouco rápido. Por coincidência fica na entrada da pousada.

Iane dormiu enquanto eu procurava água mineral para comprar. As marcas que achei inicialmente tinham muito sódio: 5, 7 e 13. Achei Minalba com 0,9. Era com gás. Comprei assim mesmo. Garrafas de 1,5 litros. Depois achei sem gás da mesma marca. 300 ml.

Antes de voltar para a pousada fiquei vendo a roda de capoeira que acontece somente às sextas. Filhos de Zumbi era o nome da associação. Deu saudades do meu tempo. E de tocar berimbau. Mas me segurei. Faz muito tempo.

A voltar conversei um pouco com o Niltinho, dono da pousada. Ele indicou a Praia da Ribeira como bem calma. Boa pra crianças. Vi no mapa que fica à 1 km da pousada.

 

 

 

 

 

Rio – Aracaju: um dia livre em Cumuruxatiba

Repito imagem da planilha com o plano de viagem abaixo.

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Acordamos cedo.

Tomei banho de mar e de piscina antes do café da manhã. Andei pela praia um pouco também. Cumuruxatiba está quietinha pela manhã. Fui olhar onde era a escolinha de vela que conheci em 2009 quando me hospedei por aqui. Da outra vez andei num barco com proa bem afilada e depois num Optimaster.

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Depois conheci o camping (pedalando na minha bicicleta) perto da escolinha de vela (Vela Cumuru). Quando saí do camping o Aldo (gestor da escolinha) estava chegando.

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Aluguei um Laser e fui ver a entrada da barra perto do farol. Sai e entrei seguindo as instruções do Aldo. Na entrada deixar o farol por boreste entre 30 a 50 m de distância. Não afastar mais pois pode bater nos arrecifes.

Almoçamos um budião com pirão no Sabores e Cores. Estava bom.

Voltei com Iane para o hotel e logo saí para dar outra velejada. Explorei o lado sul do píer. Esta parte tem mais arrecifes a flor da água. As sombras dos mesmos assombrava-me. O receio de uma colisão me deixou tenso. Cheguei a passar por cima de um. Vi as suas “garras” a cerca de 1 m de profundidade. Preferi então ir para o lado norte do píer (na verdade as estacas de madeira negra que restaram do antigo píer). Lá passei deixando a noroeste a “pedra do francês”, batizada em memória de um veleiro de um francês bateu nos arrecifes que ficam quase em frente à entrada da barra e que deve ser deixado por bombordo. É uma área boa para um futuro fundeio.

Depois de encerrar a velejada voltei ao  hotel e fomos dormir cedo. Com a boa notícia do sucesso de Natacha em conseguir um emprego em Los Gatos.