Exercício? Sim, mas não o que lhe recomendaram

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Dr. Souto

O mesmo raciocínio equivocado do balanço calórico que faz com que as pessoas acreditem que a solução para emagrecer é comer pouco (“não importa o que você coma, só importa as calorias”), é o mesmo raciocínio que leva às noções equivocadas no que diz respeito ao exercício. Neste raciocínio, você deve ficar muitas horas por semana fazendo exercício aeróbico para “queimar calorias” e assim “queimar gorduras”. Hoje está bem demonstrado que o corpo desacelera o seu metabolismo basal durante o resto do dia para compensar os excesso que você faz com o exercício aeróbico, além de aumentar a fome – seu corpo evoluiu por milhões de anos para evitar que você definhe devido à falta de comida e ao trabalho árduo, e você é ingênuo se pensa que conseguirá ser mais esperto que a evolução.

Assim como, em termos de dieta, a ideia não é focar-se nas calorias, mas alterar os hormônios responsáveis pelo armazenamento de gordura (sendo a insulina o mais importante), também no exercício não importa quantas calorias são queimadas, e sim o tipo de exercício que aumenta os níveis de hormônio do crescimento e testosterona (hormônios anabólicos para a musculatura) ao mesmo tempo em que aumenta a sensibilidade dos tecidos à insulina e à leptina, levando a baixos níveis de insulina (o que leva à lipólise = perda de gordura) e mais saciedade (que é mediada pela leptina, entre outros hormônios).

E estes exercícios eficientes NÃO são os exercícios aeróbicos. Isto mesmo, você leu bem. Ficar uma hora na esteira vendo TV, ficar 50 minutos na máquina “elíptica” da academia, correr infindáveis quilômetros… Se você GOSTA disso, ótimo. Se você tem prazer com estas atividades, excelente. Se você faz isso para “queimar” calorias e forçar seu corpo a emagrecer, está perdendo seu precioso tempo. O que importa é a INTENSIDADE do exercício, e não sua duração. E exercícios realmente intensos simplesmente não podem ser feitos por muito tempo – é impossível.  O homem mais rápido do mundo faz um esforço absurdo e corre 100 metros em cerca de 10 segundos. DEZ SEGUNDOS. Não é possível correr naquele ritmo por muito tempo. Este tipo de esforço – que poderia ser chamado de “tudo ou nada” – leva a uma série de alterações metabólicas e hormonais que favorecem o desenvolvimento do tecido muscular e a queima de gordura, efeito este que persiste por DIAS após a realização da atividade. Já o exercício aeróbico prolongado, especialmente em pessoas que consomem muitos carbs (quase todos o casos), leva à exaustão do glicogênio dos músculos, seguido de canibalização dos próprios músculos para fornecer energia para o exercício contínuo e prolongado, além de uma DIMINUIÇÃO da taxa metabólica basal que dura por dias (seu corpo economiza calorias para compensar as que você gastou).

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