Jejum Intermitente

Uma coisa é certa: nossos ancestrais não comiam 3 refeições todos os dias. Muito menos faziam lanches. Muito menos comiam a cada 3 horas, como mandam os nutricionistas.

(…)nossos ancestrais comiam tudo que podiam, quando podiam, e, de preferência, o pedaço de carne mais gorda que pudessem encontrar.

(…)

Alguns conceitos-chave desenvolvidos por Pilon:

  • Só existem dois estados metabólicos possíveis: alimentado (“fed”) ou “em jejum” (“fasted”).
  • A insulina é reduzida com low carb, mas nunca fica tão baixa quanto em jejum.
  • O metabolismo não desacelera com jejuns curtos.
  • O metabolismo não depende muito do que você come ou deixa de comer, e sim de sua quantidade de massa magra (músculo).
  • Jejuns curtos (24h) não afetam a cognição e o funcionamento do cérebro.
  • A restrição calórica, quando associada à musculação (“resistance training”), não leva à perda de massa muscular.
  • Benefícios metabólicos do jejum intermitente incluem todos os benefício de uma dieta low carb (melhora da síndrome metabólica e da inflamação crônica).

Fonte: Blog do Dr. Souto

SÓ NÃO ENTRE EM NENHUMA CORRIDA DE CAVALOS

Nosso gosto é de expandir os caminhos e levar pessoas com a gente. Se você entrar em algum lugar que não caiba mais ninguém, vai morrer ali. A todo lugar que você for, e ainda mais se achar que um dia for subir, busque levar gente com você. Se não é por generosidade, é por sobrevivência. E eles que levem outras… Que na força do se fazer sentido, viver pra si mesmo carece de tanta explicação quanto viver pro outro.

Fonte: http://www.ornitorrinco.net.br/2014/08/so-nao-entre-em-nenhuma-corrida-de.html

Lendo o trecho acima me lembrei de um vídeo que fala coisas parecidas sobre a competição. Descobri o vídeo ao fazer um curso sobre métodos ágeis para desenvolver software. No vídeo usado no curso o palestrante mostrava o método SCRUM sendo usado no âmbito doméstico. Achei o palestrante muito bom na forma com que apresentava o tema dando um exemplo fora do âmbito corporativo de forma brilhante pela didática. Resolvi por isso ver outros vídeos de sua autoria e encontrei um em que ele contava sobre sua experiência ao ser diagnosticado com câncer ósseo oriundo de um acidente na juventude mas que na época não parecia que teria como consequência algo tão desastroso. No vídeo ele conta os esforços para recuperar a mobilidade e que fazia seus exercícios em companhia da família e amigos. Ao atravessar uma ponte filosofa que quem chega na frente chega sozinho.

É do vídeo Bruce Feiler: The council of dads (No TED e com legendas em português) que extrai da transcrição o trecho abaixo:

Minha casa não é longe da Ponte de Brooklyn, e durante o ano e meio que eu estava de muletas, ela se tornou como um símbolo para mim. Um dia perto do fim da minha jornada, eu disse, “Vamos lá meninas, vamos caminhar pela ponte do Brooklyn.” Nós arrumamos as muletas. Eu estava de muletas, minha esposa perto de mim, minhas meninas fazendo poses de rockstar logo a frente. E porque caminhar foi uma das primeiras coisas que perdi, passei a maior parte deste ano pensando neste mais elementar dos atos humanos. Caminhe erguido, nos diziam, é parte daquilo que nos faz humanos. E ainda assim, pelos quatro milhões de anos que humanos caminham eretos, o ato ainda é essencialmente o mesmo. Como meu terapeuta físico gosta de dizer, “Cada passo é uma tragédia esperando acontecer.” Você quase que cai com uma perna, então você se apóia com a outra. E a maior das consequencias de se andar de muletas – como fiz por um ano e meio – é que você caminha devagar.Quando você se apressa Você chega onde quer, mas chega lá sozinho. Se você vai devagar, chega onde queria, mas chega lá com uma comunidade que você formou ao longo do caminho.

O outro vídeo onde ele fala do método ágil é Bruce Feiler: Agile programming — for your family (também com legendas em português).


Fiscalize a eleição, garanta seu voto

O Você Fiscal é um projeto de Diego Aranha, professor da UNICAMP, e Helder Ribeiro, empreendedor digital. O Você Fiscal vai colocar na sua mão e na de todo cidadão e cidadão poder de fiscalizar e dar transparência às eleições. Juntos, vamos fazer uma totalização independente dos resultados.

http://www.vocefiscal.org/

How to upgrade democracy for the Internet era

How to upgrade democracy for the Internet era

Acho que todos concordamos que caminhamos rumo a um novo modelo de Estado e de sociedade, mas não temos a menor ideia do que isso significa, ou do que deve significar. Parece que precisamos ter um debate sobre democracia nos nossos dias atuais. Vamos pensar assim: somos cidadãos do século 21, fazendo o melhor que podemos para interagirmos com instituições criadas no século 19, baseadas em tecnologia da informação do século 15.

TED Talk


Herbívoros e a desertificação

Já achava os herbívoros saboroso, e já sabia que eram bons para a nossa saúde. Com este vídeo, aprendi que são bons para a natureza também.

Dr. Souto

herbivoros e desertificacao

Dieta High Carb Low Fat prejudica a vesícula biliar?

Abaixo alguns excertos do post Vesícula no blog do Dr. Souto.

O fígado produz continuamente a bile, uma substância cuja função é emulsificar a gorduras da dieta. Como se sabe, gordura e água não se misturam, a não ser que haja um detergente. A bile é isso: um detergente para tornar a gordura da dieta solúvel.

Acontece que a demanda por bile não é contínua, e sim periódica. Passamos várias horas em jejum(quando não precisamos de nenhuma bile), e de repente comemos um churrasco – quando precisamos de GRANDE quantidade de bile. Mas a bile é produzida de forma contínua pelo fígado. Como o corpo resolve esse problema? Entra em cena a vesícula biliar. A bile que é produzida acumula-se na vesícula. A vesícula, por sua vez, é capaz de concentrar a bile (absorvendo a água) cerca de 10 vezes. Ou seja, a vesícula armazena um detergente concentrado. Quando comemos um alimento gorduroso, o intestino detecta a presença de gordura e secreta um hormônio chamado colecistoquinina (CCK), que desencadeia imediatamente a contração e esvaziamento da vesícula biliar, permitindo o correto aproveitamento e digestão da gordura. Todos os animais carnívoros têm vesícula biliar (com exceção das baleias), pois alimentam-se de forma intermitente (e não contínua) e sua dieta contém gordura. Várias espécies de herbívoros já perderam a vesícula.

Por que as pessoas desenvolvem pedras na vesícula? Bem, primeiramente é preciso avaliar a correção da pergunta: será que todas as pessoas estão sujeitas a este problema?

A resposta é NÃO.

(…) esquimós e índios do norte do Canadá (…)[têm] ausência câncer ou da necessidade de cirurgias de vesícula, rins, estômago e apêndice, embora tais problemas fossem muito comuns nas mesmas etnias quando adotam o estilo de vida e dietas “civilizados” (farinha e açúcar).

(…) raro eram os problemas de vesícula nos nativos com suas dietas pobres em carboidratos refinados, e o quão comum eles se tornam à medida que esses povos adotam uma dieta rica em açúcar e farináceos.

Mas o que acontece quando vesícula fica com pouco uso, não por algumas horas, nem por alguns dias, mas por ANOS? É justamente o que acontece quando se adota uma dieta de baixa gordura.

Isso provoca uma “estase” da bile na vesícula, isto é, a bile fica parada, acumulando-se na vesícula em velocidade mais alta do que é usada. E a vesícula faz a sua tarefa de concentrar essa bile cada vez mais. A bile super-concentrada acaba levando à precipitação dos sais biliares (o chamado “barro biliar”) e, por fim, à formação de cálculos biliares.

Mas, e as evidências científicas modernas, o que dizem?

Em uma revisão de 150 estudos publicados entre 1965 e 2006, a principal associação entre dieta e pedras na vesícula foi o consumo de açúcar (Méndez-Sánchez, Nahum, Daniel Zamora-Valdés, Norberto C Chávez-Tapia, e Misael Uribe. “Role of Diet in Cholesterol Gallstone Formation”. Clinica Chimica Acta; International Journal of Clinical Chemistry 376, no 1–2 (fevereiro de 2007): 1–8. doi:10.1016/j.cca.2006.08.036.)

Ok, mas o que fazer se você acreditou nas diretrizes e vem se alimentado há anos de acordo com a pirâmide alimentar (60% de carboidratos ou mais), e em função disso já teve de retirar a vesícula?

(…) seu fígado continua fabricando bile, a diferença é que você não pode dispor de uma grande quantidade de bile concentrada para digerir uma grande quantidade de gordura de uma só vez. Qual a solução? Fracionar a gordura em pequenas quantidades durante o dia, e aumentar a gordura na dieta os poucos, a fim de que seu intestino se acostume.

E se você já tem cálculos na vesícula? Bem, se você tem cólicas biliares, isso se deve ao fato de que a pedra (ou pedras) estão obstruindo a saída da vesícula. Neste caso, uma refeição gordurosa, ao desencadear a contração da vesícula, pode desencadear a dor. Embora, anedoticamente, haja relatos na internet de pessoas que referem que seus cálculos desapareceram com LCHF, não há literatura científica sobre isso, e é bem provável que você tenha que remover a vesícula (pois, do contrário, vc teria que comer low fat para evitar a dor o que, como vimos, só aumentará o número de pedras, além de piorar a sua saúde como um todo).

Se se interessou pelo assunto e quer mais detalhes leia na íntegra o post pois vale a pena.

TED Global 2014 South (no Rio de Janeiro de 6 a 10 de outubro)

Fonte: http://conferences.ted.com/TEDGlobal2014/

Programação:

TED Global 2014

De segunda-feira (6) a sexta-feira (10) no Copacabana Palace, no Rio

Segunda-feira
12h a 16h15

Apresentação da equipe de 20 TED Fellows, jovens com projetos promissores adotados pela fundação

Terça-feira
9h às 18h45
Sessão 1 – Histórias

Marie Arana – Biógrafa e crítica literária peruana
Jose Miguel Sokoloff – Publicitário colombiano
Andrés Ruzo – Geólogo peruano
Danay Suárez – Cantora e compositora cubana
Takasha Yawanawá – Chefe do grupo indígena Yawanawá, no Acre

Sessão 2 – Recomeço digital
Zeynep Tufekci – Socióloga turca
Pia Mancini – Cientista política e ativista argentina
Alessandra Orofino – Economista brasileira
Gustavo Ollitta – Artista circense brasileiro
Glenn Greenwald – Advogado e jornalista norte-americano
Andy Yen – Administrador de sistemas norte-americano

Sessão 3 – Cruzando fronteiras
José Padilha – Cineasta brasileiro
Ethan Nadelmann – Ativista norte-americano
Dilip Ratha – Economista indiano
Taiye  Selasi – Escritora e fotógrafa londrina
Grupo TEDx – Banda argentina de cumbia

Quarta-feira
9h às 18h45

Sessão 4 – Trabalho de campo
Oren Yakobovich – Ativista israelense
Severine Autesserre – Cientista política na Columbia University, nos EUA
Doreen Khoury – Ativista libanesa
Charmian  Gooch – Ativista anti-corrupção britânica
Circle of Sound – Duo de world music europeu
Ameenah Gurib-Fakim – Bióloga das Ilhas Maurício

Sessão 5 – Tela urbana
Robert Muggah – Cientista social canadense
Su Yunsheng – Urbanista chinês
Haas&Hahn – Artistas holandeses
Batalha do Passinho – Grupo de dança brasileiro
Grimanesa Amorós – Artista peruana

Sessão 6 – Tecnologia que dá poder
Rodrigo Baggio –  Ativista da inclusão digital brasileiro
Bruno Torturra – Jornalista brasileiro
Steve Song – Empreendedor norte-americano
Syed Karim – Fundador da empresa americana Outernet
Ana Tijoux – Cantora franco-chilena
Miguel Nicolelis – Neurocientista brasileiro
Sessão 7 – Projetos
Tasso Azevedo – Engenheiro florestal brasileiro
Ilona Szabó de Carvalho – Especialista em segurança brasileira
Melissa Fleming – Executiva norte-americana
Michael Green – Economista e escritor britânico
Casuarina – Banda carioca

Quinta-feira
9h às 18h45
Sessão 8 – Lentes

Wendy Freedman – Astrônoma canadense
Jorge Soto – Engenheiro mexicano
Vincent Moon – Diretor francês
Naná Vasconcelos – Músico brasileiro
Elizabeth Pisani – Epidemiologista e jornalista norte-americana
Jimmy Nelson – Fotógrafo britânico
Sessão 9 – Necessidades básicas
Sipho Moyo – Ativista africana
Teresa Corção – Chef brasileira
Isabel Hoffmann – Empresária portuguesa
Juliana D’Agostini – Pianista brasileira
Joe Madiath – Empreendedor social indiano
Navi Radjou – Administrador indiano

Sessão 10 – Ação lateral
Khalida Brohi – Ativista feminista paquistanesa
Vik Muniz – Artista plástico brasileiro
Alejandro Aravena – Arquiteto e urbanista chileno
Misha Glenny – Jornalista britânico
Ricardo Semler – Empresário brasileiro
Juana Molina – Cantora e atriz argentina

Sexta-feira
9h às 13h
Sessão 11 – Espaços poderosos
Fabien Cousteau – Ambientalista francês
Mark Plotkin – Especialista em etnobotânica norte-americano
Robert Swan – Ambientalista britânico
Matthieu Ricard – Monge budista francês
Aakash Odedra – Coreógrafo britânico

Sessão 12 – Lutadores
Kimberley Motley – Advogada norte-americana
Omoyele Sowore – Editor nigeriano
Fred Swaniker – Educador ganês
Ruslana – Cantora ucraniana

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/ted-global/2014/noticia/2014/10/ted-estreia-no-brasil-com-ideias-inovadoras-da-neurociencia-ao-funk.html