Távola redonda

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Luciana Barros

Parece que a eleição do Bozo é inevitável e até me é possível, enquanto preparo meus doces para vender, imaginar a primeira reunião ministerial do novo governo, em torno daquela mesona que lembra a tavola redonda do rei Artur.

Já estão todos os ministros acomodados em suas cadeiras, à espera, quando entra o novo presidente aos peidos, senta-se e, olhando em torno, pergunta:

— E aí, o que vamos fazer?

Silêncio total.

— Falem, porra! impacienta-se Bozo. Vocês são pagos pra falar e não pra ficarem mudos olhando para mim com cara de panacas.

Um dos ministros limpa o pigarro da garganta e resolve abrir o bico:

— O senhor é que o chefe, nos somos os seus subalternos. Estamos aqui para ouvir, sugerir e cumprir ordens. É essa a nossa função.

O Bozo perde a cabeça, da um tapa na mesa e se peidando todo se levanta e berra:

— Ouvir um caralho! Vocês têm que falar, mostrar serviço.

– Ele pega uma caneta e a levanta no ar.

– Estão vendo essa caneta? A minha única função aqui nessa porra é assinar as coisas, as porras dos decretos, sei lá como se chama. Botei vocês aqui para trabalhar, então trabalhem, porra, e depois tragam os papéis para que eu assine. Por hoje chega, já trabalhamos demais. Reunião encerrada.

E o Bozo deixa a sala num rastro de peidos ruidosos e podres. Desde aquela facada que ele não para de peidar, sobretudo quando fica nervoso.

O comentário acima foi feito na página do vídeo abaixo.

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