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Hoje vi o post de 12/06/2017 do Dr. Souto sobre o livro mais importante da década. Já o tinha lido em inglês.

Desta leitura da Teicholz e do Taubes, dois jornalistas especializados  em nutrição, ficou claro para mim que o assunto não pode ser destrinchado somente com antropologia ou ciência.

A história da origem dos nossos preconceitos em nutrição e a indução goebbeliana dos interesses da indústria dos alimentos na mídia é um fator primordial para entender melhor o que vem acontecendo e que está enredando a todos nós numa teia de desinformação.

É uma boa surpresa. Relê-lo em português e poder recomendar a sua leitura, agora sem a barreira da língua, vai ajudar muito a divulgar e combater o assédio da mídia para inculcar maus conselhos em nutrição.

[Atualização] O livro chegou em 27/6/2017.

Veja abaixo um vídeo com uma entrevista com a Teicholz com legendas em português.

Há também uma palestra dela no TEDxEast com legenda automática em português.

Ou veja abaixo com legenda automática em inglês.

A seguir alguns trechos:

Introdução

Lembro-me do dia em que parei de me preocupar com a ingestão de gordura. Isto muito antes de começar a ler milhares de estudos científicos e fazer centenas de entrevistas para escrever este livro. Como a maioria dos americanos, eu seguia o conselho de limitar o consumo de gorduras de acordo com a pirâmide alimentar divulgada pelo US Department of Agriculture (USDA); e, quando a dieta mediterrânea se tornou conhecida,na década de 1990, acrescentei azeite de oliva e porções extras de peixe a minha dieta, diminuindo ainda mais o consumo de carne vermelha. Ao seguir estas diretrizes, eu estava convencida de que estava fazendo o melhor que pude para o meu coração e minha cintura, já que fontes oficiais nos dizem há anos que a ótima dieta enfatiza carnes magras, frutas, vegetais e grãos e que as mais saudáveis são as gorduras provenientes de óleos vegetais. Evitar as gorduras saturadas encontradas em alimentos de origem animal, especialmente, parecia ser a medida mais óbvia que uma pessoa poderia tomar para uma boa saúde.

Então, em torno de 2000, mudei-me para a cidade de Nova York e comecei a escrever uma coluna de crítica de restaurantes para um pequeno jornal. Eu não tinha um orçamento para pagar as refeições, então eu costumava comer o que o chef decidia. De repente, eu estava comendo refeições gigantescas com alimentos que eu nunca antes deixaria passar pelos meus lábios: patê, carne de cada corte preparada de todas as maneiras imagináveis, molhos de creme, sopas de creme, foie gras – todos os alimentos que eu evitei minha vida inteira.

Comer esses pratos ricos e substanciosos foi uma revelação. Eles eram complexos e notavelmente satisfatórios. Comi com abandono. E ainda assim, estranhamente, eu me achei perdendo peso. De fato, logo perdi 10 libras [4,5 kg] que me perseguiam há anos, e meu médico me disse que meus números de colesterol estavam bem.

Talvez eu não teria mais pensado sobre isso se o meu editor da Gourmet não me pedisse que escrevesse uma história sobre as gorduras trans, que eram pouco conhecidas na época e, certamente, não eram tão famosas quanto hoje. Meu artigo recebeu muita atenção e levou a um contrato para um livro.

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