A carne apodrece no seu cólon?

carne

Cito abaixo excertos de um excelente artigo que desvenda os mitos e fatos sobre a carne apodrecer nos nossos intestinos.

[…] isso não só é simplesmente falso, como é uma inversão da verdade. Como diz o provérbio:

“Quando aponta o seu dedo, os seus outros três dedos apontam para si.”

digestive

Nós esmagamos o alimento na boca, onde a amilase (uma enzima) divide alguns dos amidos. No estômago, a pepsina (outra enzima) desintegra as proteínas, e o forte ácido clorídrico (pH 1,5-3, média de 2 … é por isso que sabe mal quando vomitamos) dissolve tudo o restante. A resultante polpa ácida é chamada de ‘chyme’ e podemos imediatamente ver que a teoria da “carne apodrece no estômago” é falsa. Nada “apodrece” numa cuba de pH 2 com  ácido clorídrico e pepsina.

Em média, uma “refeição mista (incluindo carne), demora 4-5 horas para sair totalmente do estômago […]

A bile emulsifica gorduras e ajuda a neutralizar o ácido do estômago; a lipase degrada as gorduras; a tripsina e a quimotripsina decompõem as proteínas e enzimas como a amilase, maltase, sacarase, e (nos tolerantes à lactose) a lactase decompõem alguns açúcares. Enquanto isso, a superfície do intestino delgado absorve tudo o que nossas enzimas dividiram em componentes suficientemente pequenos.

Finalmente, a nossa válvula ileocecal abre, e o nosso pequeno intestino delgado liberta o que sobrou no nosso intestino grosso, que é uma colónia de bactérias gigantes, contendo literalmente triliões de bactérias!

Desta forma, as bactérias da nossa flora intestinal trabalham e digerirem algum do conteúdo restante, produzindo por vezes, resíduos de produtos que podemos absorver. (E, muitas vezes, uma quantidade substancial de “gases”). A matéria vegetal remanescente indigestível (“fibras”), bactérias intestinais mortas, e outros resíduos surgem como fezes.

[…] a carne é digerida por enzimas produzidas pelo nosso próprio corpo. A principal razão pela qual precisamos das nossas bactérias dos intestinos é para digerir os açúcares, amidos e a fibra encontrados em cereais, leguminosas e vegetais, e que nossas enzimas digestivas não conseguem decompor.

Pelo dicionário Inglês

apodrecer \ (verbo) – que sofre uma decomposição pela acção de bactérias ou fungos.

Por outras palavras, a carne não apodrece no seu cólon. São os CEREAIS, LEGUMINOSAS e VEGETAIS que apodrecem o seu cólon. E isso é um facto.

… E é por isso que os feijões lhe provocam gases.

Mas espere! Há uma outra coisa engraçada! Sempre que comemos cereais, leguminosas e vegetais, não estamos a digerir e absorver quase nada da matéria da planta … estamos sim a  absorver resíduos bacterianos. Reformulando esta afirmação de forma menos diplomática:

Você não está a comer plantas: você está a comer excrementos de bactérias.

[…] a única maneira através do qual qualquer animal pode digerir plantas é recorrendo a bactérias para decomporem a celulose e aos intestinos para absorverem os resíduos.

Os animais ruminantes, incluindo bovinos, búfalos, veados, antílopes, cabras e outros animais de carne vermelha, possuem um “estômago extra” especial chamado de rúmen.

Eles mastigam e engolem ervas e folhas para o rúmen, fermentam-nas um pouco, vomitam-na de volta, voltam a mastigá-la um pouco mais (chamado de “ruminando”), e engolem-no novamente, onde é digerida pela segunda vez.

Fermentadores do intestino grosso, como cavalos, possuem um intestino grosso extra longo. E os coelhos fazem a digestão duas vezes: comem o seu próprio cocô, com o fim de obterem mais nutrientes a partir da matéria vegetal que comem.

Os seres humanos, em contrapartida, não possuem as bactérias intestinais que podem digerir a celulose. É por isso que não podemos comer erva, e porque os vegetais contêm tão pouco valor calórico para nós, e por isso designamos a celulose de “fibra insolúvel”: ela sai intacta tal como entrou.

Este fato por si só, prova que os seres humanos, enquanto omnívoros, são principalmente carnívoros: nós temos uma capacidade limitada para digerir alguma matéria da planta (amidos e dissacarídeos), de forma a ultrapassarmos tempos complicados, mas não podemos extrair quantidades significativas de energia a partir da celulose, que forma a maior parte dos elementos vegetais comestíveis, tal como os verdadeiros herbívoros conseguem.

Nós só podemos comer frutas, nozes, tubérculos e sementes (que chamamos de “grãos” e “feijão”) e as sementes só são comestíveis para nós, após uma laboriosa moagem, demolhagem e cozimento, porque ao contrário dos pássaros e roedores adaptados a esses alimentos, são tóxicos para os seres humanos no seu estado natural.

Você pode demonstrar a finalidade e os limites da digestão humana com uma experiência simples: coma um bife com alguns grãos de milho inteiros, e ver o que sai na outra extremidade. Não será o bife.

Extraido de

A CARNE APODRECE NO SEU CÓLON? NÃO. O QUE APODRECE? LEGUMINOSAS, CEREAIS E VEGETAIS!

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