Academia Americana de Nutrição – GUINADA histórica de 180 graus!

Ontem o blog do Dr. Souto publicou um post, com o mesmo título deste que está lendo, do qual estou reblogando excertos aqui.

Primeiro, foi o mais importante centro de pesquisa e tratamento de diabetes do mundo – o Joslin Diabetes Center, em Harvard – que anunciou que era hora de abandonar a dieta de alto carboidrato.

Os comentários entusiásticos no post que cito falam em os nutricionista low-carb saindo do armário.

Veja os notáveis realces do texto da academia:

  • Deve-se notar que NENHUM estudo incluído na revisão sobre doença cardiovascular identificou a gordura saturada como tendo associação desfavorável com doença cardiovascular”
  • “Nós sugerimos que as próximas diretrizes ajudem as pessoas a adotar dietas que não são as recomendadas até hoje, tais como uma dieta de baixo carboidrato, para ajudá-las as fazer escolhas mais saudáveis dentro deste tipo de dieta.”
  • “O consumo de carboidratos leva a um maior risco cardiovascular do que o consumo de gordura saturada. (…) As evidência de múltiplos estudos estimaram o impacto da gordura saturada  [no risco cardiovascular] como sendo próximo de ZERO.”
  • “A Academia apoia a decisão de não mais limitar o consumo máximo de colesterol a 300 mg por dia, visto que as evidências disponíveis mostram que não a relação significativa entre o consumo de colesterol na dieta e o colesterol sérico”
  • “No mesmo espírito de não mais limitar o colesterol diário, a Academia sugere que haja uma revisão semelhante no que diz respeito à gordura saturada, tirando a ênfase da mesma como nutriente digno de preocupação. Embora haja vários estudos ligando a ingestão de gordura saturada e níveis de LDL, isso é IRRELEVANTE para a questão da relação entre dieta e risco cardiovascular”
  • “Há um consenso crescente de que uma recomendação única de consumo de sódio para todos os americanos é inadequada, devido ao crescente corpo de literatura sugerindo que os baixos valores de sódio atualmente recomendados estão na verdade associados a um AUMENTO DA MORTALIDADE para indivíduos saudáveis.”

Leia o post do Dr. Souto para maiores detalhes.

Um dos critérios relevantes para a escolha de uma “dieta de emagrecimento” é saber sobre o “day after”. E agora? Emagreci! E bem rápido. Muitas dietas indicam “passar fome” (restrição calórica) e “malhar” (exercícios sistemáticos). É claro que funciona no curto prazo. Mas e depois? Jonathan Bailor explica que, dependendo da qualidade do que se come, o set point (o quanto a homeostase do seu organismo direciona o quanto você vai pesar) pode estar com um valor de peso estável alto e não importa o que você faça o seu organismo, em prol da sua sobrevivência, vai restabelecer o peso. Nenhuma “força de vontade” sua consegue vencer um mecanismo homeostático poderoso atuando 24/7, mesmo enquanto você dorme.

Recentemente uma “dieta do Ravenna” é alardeada pela mídia usando famosos (Dilma é famosa por diversas opiniões e inegavelmente pop). Há uma crítica no blog Nutrir Bem que serve para varias dietas que não se sustentam no longo prazo. A superioridade da “dietas” alinhadas com a evolução e descobertas bioquímicas, geralmente usando o termo “uma educação alimentar” para se livrar da pecha das dietas indutoras do efeito sanfona está, basicamente, em comer de forma sustentável. Isto implica também em comer de forma prazerosa e saciável, que é o mecanismo imediato colocado em nós pela evolução para a sobrevivência.

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