SÓ NÃO ENTRE EM NENHUMA CORRIDA DE CAVALOS

Nosso gosto é de expandir os caminhos e levar pessoas com a gente. Se você entrar em algum lugar que não caiba mais ninguém, vai morrer ali. A todo lugar que você for, e ainda mais se achar que um dia for subir, busque levar gente com você. Se não é por generosidade, é por sobrevivência. E eles que levem outras… Que na força do se fazer sentido, viver pra si mesmo carece de tanta explicação quanto viver pro outro.

Ornitorrinco

Lendo o trecho acima me lembrei de um vídeo que fala coisas parecidas sobre a competição. Descobri o vídeo ao fazer um curso sobre métodos ágeis para desenvolver software. No vídeo usado no curso o palestrante mostrava o método SCRUM sendo usado no âmbito doméstico. Achei o palestrante muito bom na forma com que apresentava o tema dando um exemplo fora do âmbito corporativo de forma brilhante pela didática. Resolvi por isso ver outros vídeos de sua autoria e encontrei um em que ele contava sobre sua experiência ao ser diagnosticado com câncer ósseo oriundo de um acidente na juventude mas que na época não parecia que teria como consequência algo tão desastroso. No vídeo ele conta os esforços para recuperar a mobilidade e que fazia seus exercícios em companhia da família e amigos. Ao atravessar uma ponte filosofa que quem chega na frente chega sozinho.

É do vídeo Bruce Feiler: The council of dads (No TED e com legendas em português) que extrai da transcrição o trecho abaixo:

Minha casa não é longe da Ponte de Brooklyn, e durante o ano e meio que eu estava de muletas, ela se tornou como um símbolo para mim. Um dia perto do fim da minha jornada, eu disse, “Vamos lá meninas, vamos caminhar pela ponte do Brooklyn.” Nós arrumamos as muletas. Eu estava de muletas, minha esposa perto de mim, minhas meninas fazendo poses de rockstar logo a frente. E porque caminhar foi uma das primeiras coisas que perdi, passei a maior parte deste ano pensando neste mais elementar dos atos humanos. Caminhe erguido, nos diziam, é parte daquilo que nos faz humanos. E ainda assim, pelos quatro milhões de anos que humanos caminham eretos, o ato ainda é essencialmente o mesmo. Como meu terapeuta físico gosta de dizer, “Cada passo é uma tragédia esperando acontecer.” Você quase que cai com uma perna, então você se apóia com a outra. E a maior das consequencias de se andar de muletas — como fiz por um ano e meio — é que você caminha devagar.Quando você se apressa Você chega onde quer, mas chega lá sozinho. Se você vai devagar, chega onde queria, mas chega lá com uma comunidade que você formou ao longo do caminho.

O outro vídeo onde ele fala do método ágil é Bruce Feiler: Agile programming — for your family (também com legendas em português).


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