Na natureza selvagem

Um jovem morre sozinho num ônibus  abandonado no Alaska. Por que? Por consultar por engano a página errada para identificar uma planta comestível. No meio do filme é mostrado perdendo um alce que caçara para as moscas e os vermes. Sua rebeldia contra o statu quo é derrotada pela educação que este mesmo statu quo forneceu a ele. O jovem partilhava da ignorância dos que foram educados na cidade e nunca viram uma galinha.

Os vegetarianos aproveitam de uma ignorância similar dos citadinos, sua maior audiência, para tecer suas teses. E se dirigem a sua “audiência” nos termos adequados a uma mente infantilizada pela cultura predominante. Há quem pense que as galinhas sejam herbívoras e não omnívoras. Pequenos animais são uma festa para as galinhas. Minhocas, camundongo e até escorpiões. Quer acabar com uma infestação de escorpiões? Chame as galinhas! Jay Gould até escreveu que as galinhas tinham dentes. Talvez órgãos vestigiais do seu passado de dinossauro carnívoro.

Fico as vezes pensando que se um avião cai na selva com vegetarianos e outros não vegetarianos quais seriam as chances de sobrevivência de cada grupo supondo que obter comida fosse o principal problema. Mesmo sabendo que os que comem carne e vivem na cidade são também relativamente ignorantes sobre a origem da própria comida é muito mais fácil evitar as toxinas dos animais do que das plantas. O arsenal químico e sua variedade nas plantas é bem mais amplo e poderoso já que não podem correr. A ciência para identificar plantas comestíveis só é precisa o suficiente em comunidades locais. Mesmo outra comunidade quase vizinha pode ter dificuldades na tarefa.

Lierre Keyth em seu livro fala bem desta ignorância dos vegetarianos. A moralina vegetariana sobre não matar animais tem, contraditoriamente, o potencial de justificar a morte da vida selvagem, incluídas, junto com os animais, as plantas não anuais que eles não comem. Apelam para a compaixão dos seus simpatizantes cujo contato com animais é exclusivamente com animais de estimação e vídeos sobre matadouros de animais domesticados que usam de crueldade. O mesmo fervor religioso “em proteção da vida” das religiões que colocam o homem encima e os animais embaixo acontece aqui e equivocadamente corrobora sutilmente a destruição da sustentabilidade. Como diz Lierre Keyth eles preferem traçar uma linha entre nós, os justos e bons e os outros, maus e imorais. Resistem a participar do círculo adulto da vida permanecendo eternas crianças birrentas e destruidoras. Violentas até é o que  podemos até inferir do arremesso de uma torta cheia de pimenta no rosto de Lierre Keyth descaracterizando o ato como simbólico. A ideia era calar aquele que coloca ideias diferentes das deles. Um ato tipicamente de uma brigada fascista.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s