Low-Carb e Paleolítica | Consequências não antecipadas e incentivos perversos

Em sistemas simples, com poucas e isoladas variáveis, é possível manipular tais variáveis com consequências previsíveis. Mas, à medida que os sistemas crescem em complexidade, a noção de que seja possível controlar os efeitos manipulando-se variáveis torna-se ingênua, quando não perigosa.

Na física isto é estudado pela teoria do caos. O exemplo clássico é o clima, no qual o número de variáveis é incontável, e pequenas perturbações iniciais podem desencadear efeitos imprevisíveis.
Mas é na economia que encontramos o conceito mais fascinante para analisarmos o impacto de condutas em saúde pública: a Lei das Consequências Não-Antecipadas.
A lei das consequências não antecipadas (ou não pretendidas) indica que, em um sistema altamente complexo, como o corpo humano, um sistema ecológico ou uma sociedade, intervenções levadas a cabo com um objetivo em mente, frequentemente produzirão desfechos completamente diferentes dos que se pretendia. Para se obter os desfecho necessário, frequentemente usam-se incentivos. Em economia, incentivos que levam à consequências não antecipadas desastrosas são denominados incentivos perversos.
(…) O fenômeno que vivemos hoje, esta epidemia sem precedentes de síndrome metabólica, diabetes e obesidade, é uma consequência não-antecipada de uma intervenção que tinha a melhor das intenções – a orientação de cortar a gordura da dieta.
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