Dieta Paleolítica – Parte 5

grok

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Barriga de trigo e outras mumunhas

Pois na minha peregrinação buscando informações mais atualizadas sobre o colesterol e estatinas me deparei com o blog Low-Carb e Paleolítica. Mantido pelo Dr. Souto, um urologista de Porto Alegre, surpreende pela seriedade e volume de informações de alta qualidade em vários níveis atendendo quem busca algum rigor bem como quem quer indicações práticas. Afora que o autor efetua uma auto experimentação e se comporta como um bom cientista que muda de atitude diante de resultados que contrariam suas crenças previamente estabelecidas. Lendo vários posts quase de imediato vi um vídeo muito engraçado e uma indicação de um livro cuja sinopse me agradou. Barriga de Trigo, de William Davis. Comprei de imediato e o conteúdo se revelou tão convincente que quase que imediatamente abandonei o trigo. Foi só um começo para a consequente reducão dos caboidratos seguida um pouco depois pelo açúcar. No passado a leitura do livro Sugar Blues não tinha conseguido ser tão convincente em relação ao açúcar. Talvez por eu ser mais jovem e “eterno” (o que é praticamente um pleonasmo) naquela época. Esta mudança de paradigma na alimentação logo se revelou dificultosa. Se eu tivesse voltado no tempo em alguma fantástica máquina, a maneira do que descreveu H.G. Wells no seu romance, e parasse nos anos 30 ou 50 provavelmente ninguém se espantaria com esta minha nova forma de dieta. Seria natural.

Coma gordura, cara!

Para reduzir carboidratos é fundamental ter outra fonte de energia. A alternativa é consumir gordura. Mas não qualquer gordura. Deve-se consumir a injustamente demonizada gordura saturada. O que é um tabu. Como disse alguém num comentário no blog do Dr. Souto trocar os carboidratos por gordura saturada é como parar de usar pilhas de rádio e passar a usar pilhas atômicas. Perda de peso, aumento da disposição, ausência de sonolência pós-prandial, redução de sintomas de inflamação, melhor funcionamento dos intestinos e do humor foram resultados surpreendentes obtidos rapidamente a partir da mudança. E tudo isto decorrente em grande parte à sustação da gangorra da glicemia e insulina induzida pelos carboidratos em excesso preconizados pela dieta padrão indicada pelos órgãos governamentais que deveriam cuidar da saúde. Isto é flagrante no depoimento de uma médica que se auto aplicou a dieta paleolítica para melhorar a sua condição de portadora de esclerose múltipla. A conclusão é que uma alimentação correta evita que você necessite de remédios ou intervenções invasivas no seu corpo. No entanto as pessoas confiam muito na ciência envolvida no uso da tecnologia médica corretiva mas, paradoxalmente, duvidam da ciência, mais complexa, devemos reconhecer, envolvida no entendimento e aplicação de medidas preventivas simples para preservar a saúde e não precisar de ineficazes stents, safenas no coração e outras bruxarias. A alimentação é uma dessas medidas com um potencial de habilitar um novo estilo de vida pelo novo patamar de saúde que pode ser atingido. Mark Sisson em seu site advoga não uma dieta paleo mas um estilo paleo de viver, mais alegre e repleto de realizações prazerosas que custam muito pouco.

Estrogênio

Lendo o livro do William Davis tomei contato com informações que não estão dando sopa por aí. Todos já sabem sobre a gordura visceral ser ruim. Mas não sei se sabem que há um processo chamado aromatização que transforma testosterona em estrogênio. Isto mesmo! Aquele hormônio que em excesso causa câncer de mama nas mulheres. Causa câncer também no homem. E a custa da sua virilidade e disposição para a vida. Olhe agora para a sua proeminente barriga cheia de gordura visceral. Suba um pouco o olhar. Estes peitinhos que você, se for homem, tem vieram de lá. Sua barriga virou uma glândula endócrina. Agora produz estrogênio. Cuidado! Não vá arrumar um namorado!

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