A década perdida da Microsoft

Ao som de uma música melosa de elevador, Steve Ballmer atravessou correndo o palco do salão de baile do Venetian, um luxuoso hotel-cassino de Las Vegas. Numa parede de 7 metros de al-tura, dezenas de telas piscavam seu nome. O presidente mundial da Microsoft, de 56 anos, deu um abraço apertado no apresentador de rádio e tevê Ryan Seacrest, que acabava de convidá-lo para fazer a palestra de abertura da Consumer Electronics Show 2012, a grande feira de tecnologia de Las Vegas.

Mais de 150 mil nerds e executivos caíram como uma nuvem de gafanhotos nos hotéis da cidade em janeiro para esse megafestival anual de engenhocas e tecnologia de ponta. Os participantes corriam de um estande para outro, agarrando brindes e trombando com estrelas como Justin Bieber.

Mas naquela noite havia um clima de mal-estar no salão onde Ballmer estava prestes a abrir a feira – uma honra que coube ao presidente da Microsoft em quinze dos dezessete anos anteriores (Bill Gates nos primeiros onze anos e Ballmer nos demais). Semanas antes, a empresa tinha declarado que esse seria seu último discurso inaugural no e-vento – e o pior: que ela não voltará no ano que vem para expor suas inovações. A época de anunciar as grandes novidades sobre seus produtos, disse a Microsoft, não coincidia com as datas da feira anual de tecnologia.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-73/questoes-tecno-empresariais/a-decada-perdida

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