Festival de Cinema Francês 2011

Fui ver Copacabana com Iane no Estação Ipanema. Gostamos bastante. No final houve um debate com a atriz Aure Atika, que se desculpou pelos problemas com a projeção (a imagem ficou rosada durante boa parte do filme).

Babou, a personagem de Isabelle Huppert, passou bem a imagem de pessoa livre que dá pouca importância às convenções sociais em favor da proximidade com outras pessoas. Liberdade é sua virtude emblemática.

Estava de bobeira que nem fiz planos para uma maratona. Vou tentar recuperar o tempo no que resta do festival. O plano é o seguinte:

  • 12/6 – Domingo
    • 13:00 – Os nomes do amor – Ipanema
    • 15:30 – Lobo – Ipanema
  • 13/6 – Segunda
    • 18:30 – Uma doce mentira – Ipanema
  • 15/6 – Quarta
    • 18:30 – Potiche – Ipanema

Vimos Os nomes do amor e Lobo.

O primeiro superou Copacabana. Veria de novo. Parece requentar a tese de Jorge Amado sobre a miscigenação contra o racismo. Todos somos mestiços mas é preciso levar a cabo de forma radical essa mistura para que ninguém possa bater no peito da pureza racial, que a rigor não existe como ciência, apenas como pseudo-ciência, mas sim curvar-se até à evolução. Evolutivamente os mestiços são melhores ao longo do tempo por permitir que a natureza tenha maior repertório para selecionar para a melhoria. Do ponto de vista antropológico a mestiçagem não se dá somente no nível genético, mas também no cultural, e realça o reconhecimento das diferenças. Diferenças que não necessitam ser aplainadas e sim assimiladas como parte da vida. Não gosto do termo “tolerância” porque já encerra um viés preferencial que coloca no centro aquele que tolera. Desde a Física que se sabe que não há referencial preferencial. Também não o há quando da mistura dos homens no intercâmbio multicultural.

Lobo, como eu esperava, mostra o conflito entre o homem que vivendo no ermo tem que se haver com a sobrevivência. As leis e regras que tem que seguir são inexoráveis. Um pastor que tem que tomar conta de um rebanho não pode simpatizar com predadores. Embora não possa evitar. O filme é belíssimo com suas imagens sobre a amplidão.
Uma doce mentira quase me mata de tanto rir. Eu e a platéia. Imperdível.
O último que assistimos Iane e eu foi Potiche. A Deneuve estava bem mas entre os que assisti ele figura em último lugar:
  1. Uma doce mentira
  2. Os nomes do amor
  3. Copacabana
  4. Lobo
  5. Potiche
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