O petróleo que comemos

Achei, por acaso, uma tradução do artigo The oil we eat: Following the food chain back to Iraq de Richard Manning, autor do livro Against The Grain: How Agriculture Has Hijacked Civilization, muito interessante nas suas análises sobre o balanço energético mundial. Veja um trecho abaixo:

Os comedores de verduras, especialmente os vegetarianos, advogam comerem da parte baixa da cadeia alimentar, uma simples questão de fluxo de energia. Comer uma cenoura dá àquele que a ingere toda a energia da cenoura, mas alimentar uma galinha com cenouras e então comer a galinha reduz a energia num factor de dez. A galinha desperdiça alguma energia, armazena alguma como penas, ossos e outras coisas incomestíveis, e utiliza a maior parte dela apenas para viver o tempo suficiente até ser comida. Como uma regra prática, aquele factor de dez aplica-se a cada nível da cadeia alimentar, razão porque alguns peixes, tal como o atum, podem ser um horror nisto tudo. O atum é um predador secundário, significando isto que não só não come plantas como come outros peixes que eles próprios comem outros peixes, acrescentando um zero ao multiplicador a cada passo, facilmente uma centena de vezes, mais provavelmente um milhar de vezes menos eficiente do que comer uma planta.

Isto está muito bem na medida em que funcionar, mas o caso dos vegetarianos pode ser decomposto em alguns pormenores. Em questões de moral, os vegetarianos afirmam que os seus hábitos são mais benévolos para com os animais, embora seja difícil ver como exterminar 99 por cento do habitat da vida selvagem, como a agricultura fez no Iowa, seja benévolo. No Michigan rural, por exemplo, os cultivadores de batatas têm uma táctica peculiar para tratar dos cervos predadores. Eles dão-lhes tiros na barriga com rifles de pequeno calibre, na esperança de que os cervos se arrastem para as florestas e morram num lugar onde não empestem os campos de batatas.

Fonte: O petróleo que comemos

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