Estou planejando ir do Rio até Aracaju de carro. Achei umas dicas legais do Ricardo Freire para fazer uma parada em Cumuruxatiba e/ou Corumbau, na Bahia.
Entradas categorizadas em ‘Viagem’
Travessia, Rio/ Ilha Grande/Parati/Rio – A Saga
Maio 16, 2009 · Deixe um comentário
Em post anterior relatei a previsão de partida para uma aventura no mar. Agora está na hora de contar. Preocupo-me em que a memória vá me trair a medida que o tempo passa. Bom vamos começar pela lista dos lugares onde passamos (lista gentilmente fornecida pela Cîntia, da C & L Vela):
saída da Marina da Glória
boca da barra pequena (entre Ilha da Lage e Forte São João)
Ilha de Cotunduba a BB
Ilhas Cagarras a BB e praias de Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado a BE
Ilhas Tijucas e Barra da Tijuca a BE
Restinga de Marambaia a BE
Lage da Marambaia a BE
Ilha de Marambaia a BE
Ilha Grande com Farol dos Castelhanos a BB
parada no Saco do Céu
Ilha dos Macacos a BB
Parati (pernoite na Marina do Engenho)
Enseada de Parati Mirim passando entre a Ilha do Algodão e o continente
Ilha da Cotia
Saco Grande (onde pernoitamos)
Saco de Mamanguá (Bar do Zizinho)
Enseada do Pouso
Gruta do Acaía (Ilha Grande)
Abraão (pernoite na Ilha Grande)
Marina da Glória
Com auxílio da lista acima espero reavivar minha memória.
Para começar fiquei um pouco apreensivo com a saída à noite. Logo de início a apreensão se dissipou com a confirmação da maestria (que eu já conhecia de ouvir falar) dos nossos instrutores (os sócios, Cíntia e Lula, da C & L Vela). Logo de início tivemos nossa primeira lição de interpretação da sinalização no mar com a explicação sobre o significado das bóias em frente às cabeceiras do aeroporto Santos Dumont. Eu já tinha tido uma experiência onde havia invadido um pouco a “área de exclusão” que elas demarcavam. Foi explicado que o símbolo sobre a bóia indicava a direção da área com perigo (conforme descobri depois estudando para o exame de Arrais Amador).
Saímos na quarta à noite. Havia comprado remédios antienjoo mas fiz a valentia de não tomá-los: “afinal nunca enjoei em um barco até agora”. Até agora! Quando as ondas começaram a sacudir o veleiro meu estômago entrou em ressonância causando-me uma profunda náusea. Como sou de vomitar difícil e também não coloquei nada no estômago (saí direto do trabalho para a Marina da Glória) não chamei nem o “Raul” e nem seu irmão “Hugo”. Minto, comi uns biscoitos no barco. Mas resisti assim mesmo apenas com uns arrotos. Anunciados os quartos de vigília fiquei para o de 3 às 5 (ou seria de 2 às 5?). Dorminhoco como sou fiquei preocupado de causar dificuldades para quem fosse me acordar. Acho que nem dormi até a hora. O veleiro motorou bastante na rota até perto da Ilha Grande. Não lembro dos detalhes. No meio do trajeto os ventos chegaram a 29 nós e o veleiro alcançou 8,2 nós (o máximo que ele já alcançou foi 12 nós, se não me engano).
Na parada no Saco do Céu eu não quis nadar. Também senti falta de não ter feito antes o curso básico (mas quis aproveitar a oportunidade dos feriados). Como a meteorologia (consultada através de um Smart Phone) indicava tempo instável resolveu-se que era melhor seguir para Parati. Lá atracamos na Marina do Engenho. Lá estava o Rapa Nui, veleiro que já pertenceu ao Amyr Klink, e também o Fábio e família no Plankton (eu o Beto o conhecemos na Rio Boat Show de 2006 quando o Plankton estava exposto no pier, quando vim ao Rio fazer a prova do concurso da Petrobras). Fui jantar no restaurante Punto Divino e tomar sorvete de Tiramissu perto de uma praça. Comprei também uma camisa de lembrança para dar a Iane (que acabei esquecendo no barco e ainda está na loja da C&L Vela esperando eu ir lá pegá-la). Na volta aproveitei as ótimas instalações para tomar um delicioso e demorado banho quente.
(Continua na parte II)
Categorias: Cidade & Região · Esporte · Vela · Viagem
Travessia, Rio/ Ilha Grande/Parati/Rio
Abril 21, 2009 · 3 Comentários
Amanhã parto às 20:00 para uma travesssia onde também vou aprender sobre navegação em um veleiro de oceano.
A programação (enviada pela C&L vela) é a seguinte:
01 – Nomenclatura básica que será utilizada na montagem, manobras e
velejada (revisão)
02 – Funcionamento do motor
03 – Manobras de cais
04 – Navegação a noite (carta náutica, agulha magnética, rumos,
marcações, diário de bordo, faróis, navegação estimada)
05 – Fundeio (revisão e prática)
06 – Principais nós (revisão e prática)
07 – Teoria do vento (contravento, través e popa)- (revisão)
08 – Manobras da cambada e jaibe, utilização da catraca e manicaca
09 – Regulagem da vela grande e genoa
10 – Rizar vela (revisão e prática)
11 – Armar asa de pombo (revisão e prática)
12 – Demonstração de segurança
13 – Equipamentos eletrônicos (orientação básica e GPS)
O veleiro é um Delta 32 e a programação inclui duas paradas em Ilha grande, opções: Sitio Forte, Saco do Céu ou Lopes Mendes (será definido de acordo com as condições meteorológicas). Em Parati: No Saco Mamangua, passando pela Ilha do Algodão.
Retorno no próximo domingo à noite.
Categorias: Cidade & Região · Cotidiano · Esporte · Turismo · Vela · Viagem
Voando para o Rio
Outubro 17, 2006 · Deixe um comentário
Hoje chegou o esperado telegrama da Petrobras. Estou de partida para o Rio.

Categorias: Cidade & Região · Cotidiano · Viagem
Velas ao vento…
Agosto 8, 2006 · Deixe um comentário
O site aracaju.com contém relatos interessantes de João Sombra, do Guardian, em Velas ao Vento.
Dicas para viagem
Julho 13, 2006 · 1 Comentário
Hoje achei uns sites legais sobre viagens (todos do Freire). Gostei bastante de um trecho de um livro do Freire:
“Seja você pobre, remediado ou rico, viajar sempre significa viver temporariamente muito além de suas posses. Esse é o barato — e o caro — de qualquer viagem. Multiplicando a diária do seu hotel por 30 você vai ver que na vida real nunca poderia pagar isso tudo de aluguel. Basta computar seus gastos diários com refeições para ter um treco imaginando quantos supermercados a mais daria para fazer no mês. Você pode até já ter se acostumado com o preço das passagens aéreas, mas se calcular quanto custa a hora afivelado naquela poltrona, você vai querer que uma máscara de oxigênio caia automaticamente do compartimento acima de sua cabeça. E isso vale para todo mundo. Metade da primeira classe deveria estar viajando na executiva, grande parte da executiva deveria estar na econômica, e a econômica inteira deveria ter ficado em casa.
Mesmo assim, viajamos. (…)”
Veja os interessantes links do Freire:
Rio
Maio 10, 2006 · Deixe um comentário
Fui ao Rio fazer o concurso da PETROBRAS. Fiquei mesmo na casa do Beto que não via há um bom tempo. Tivemos longos bate papos (havia muito que atualizar). A prova foi difícil e não fui bem. Notei que questões simples mas de resolução demorada estão sendo usadas. Chutei em questões que sabia como resolver por falta se tempo. E olha que costumo terminar as provas de concursos rapidamente a ponto de ter de “fazer hora” para poder sair com as anotações das respostas dadas.
Eu e Beto fomos visitar a feira Rio Boat Show na marina da Glória. Adoramos o que vimos lá. Beto não conhecia um veleiro por dentro (ele tem experiência com lanchas) e ficou impressionado com o espaço interno. Visitamos um veleiro de casco de alumínio e cerca de 40 pés de comprimento, o Plankton. O dono mora nele perto de Paraty onde faz charts e parece que o nome do autor do projeto do barco é Thierry. Estava na feira no pier com o barco aberto à visitação.
Beto contou que foi atacado certa vez por bandidos com tiros de fuzil que vararam de lado a lado o seu carro. Um história terrível que só não é mais por que terminou sem mortes. Fiquei até um pouco preocupado quando disse, “num sentido poético”, que gostava do Rio tanto que amava até as balas perdidas. “Amor fati”. Mas sempre é bom evitar falar em corda em casa de enforcado. Mas as vezes não resisto a uma boa frase de efeito. Acho que é para mudar o foco do olhar sobre os acontecimentos. Dar um giro na perspectiva. Uma mania.
Ia retornar dia 8 mas imprevistos obrigaram a um adiamento para o dia 9. No aeroporto comprei um livro que estava na minha “wish list” e que não estou conseguindo parar de ler. Já previa isso pois considero o autor um ótimo escritor tanto pelo estilo simples e objetivo quanto pelos temas que aborda. Além disso o autor sabe sobre o que está falando devido a sua experiência e formação. O livro é o imperdível “A cura de Shopenhauer” de Irvin D. Yalom e acho que merecia estar nos primeiros lugares de qualquer lista de livros usada como recomendação. Ele já tem um livro muito lido com o título “Quando Nietzsche chorou” (que também já li quando um amigo me emprestou). Meu interesse em conhecer mais sobre a obra de Shopenhauer aumentou depois disso mesmo tendo lido apenas um terço do livro. Li em algum lugar do livro que o autor teria feito uma pesquisa sobre biblioterapia. Não sabia que isso existia mas fiquei muito impressionado porque já havia pensado em algo similar. Quando preciso de ajuda gosto muito de procurar livros que possam me esclarecer ou ampliar minha visão em relação ao objeto da minha necessidade (frequentemente o “enfrentamento” de problemas existenciais). Mas não sabia que havia uma sistematização ou uma técnica como parece ser a biblioterapia (que já comecei a pesquisar numa rápida incursão na Web). Não terminei de ler o livro ainda mas já vislumbro que o enredo gira em torno da biblioterapia e talvez da validade de técnicas alternativas de terapia que muitas vezes entram em choque com a ortodoxia ou mesmo apenas são expedientes de charlatães. Um trecho do livro, que reproduzo abaixo, reforça esta minha idéia (que poderíamos chamar de “vamos tentar advinhar para onde o autor vai”):
“(…) Julius tinha dificuldade em lidar com os repetidos ataques ao campo da terapia. Os ataques vinham de várias direções: empresas farmacêuticas e de seguros de saúde que financiavam pesquisas superficiais para provar a eficácia das drogas e das terapias mais curtas. Ataques dos meios de comunicação, que não se cansavam de ridicularizar os terapeutas. Dos behavioristas. Dos milhares de palestrantes sobre motivação; das hordas de curandeiros e de seitas da Nova Era, todos competindo para ganhar quem tem algum problema. E, claro, das dúvidas que vinham da própria medicina, como as suscitadas pelas incríveis descobertas neurobiológicas sobre moléculas, relatadas com frequência cada vez maior e fazendo até os terapeutas mais experientes questionarem a importância de seu trabalho.” (mais…)
Viagem para o Rio
Maio 1, 2006 · Deixe um comentário
Vou para o Rio dia 6 próximo prestar concurso para a PETROBRAS. Devo ficar em Niterói, na casa do Beto. As provas serão no domingo, dia 7. Espero ter sucesso.
Tai Chi Chuan e Barra Grande (e as ostras)
Abril 18, 2006 · Deixe um comentário
O final das minhas férias, em março, foi bem agitado. Fui a um seminário de Tai Chi Chuan, viajei para Barra Grande e velejei no Saco.
No seminário de Tai Chi Chuan foi inaugurada a seção do Brasil (em Salvador) do estilo Chen. Aprendemos a primeira parte da forma Lao Jia Yi Lu do estilo Chen.

Depois fui para Barra Grande (da península de Maraú) com Mateus e Ana. O lugar estava bem calmo por estarmos fora da estação turística. Ficamos na Pousada Meu Sossego (nome adequado para a época em que fomos). Andei de canoa havaiana por uns 2 km, até bem perto da Ilha da Pedra Furada, a partir do cais. Fomos em bicicletas alugadas até o Bar das Meninas, onde ficam as piscinas naturais. A minha bicicleta quebrou e foi abandonada em um restaurante no meio do caminho. A maré ainda não estava boa para o mergulho. Fizemos também um passeio de barco pelas ilhas.
Na volta fui velejar no Saco. Acampei na Ponta do Saco. Velejei somente uma vez quando almocei em Mangue Seco. No outro dia de manhã voltei correndo para Aracaju pois me machuquei nas ostras.
Categorias: Artes marciais · Cotidiano · Vela · Viagem



