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Refuerma ortografica? Soi contra…

Dezembro 30, 2008 · 1 Comentário

Onde fica a “língua viva”? (Dúvida atroz: será que tem acento?)

Veja um trecho do texto no primeiro link:

No século XVIII, quando foi publicada na Espanha a primeira versão do dicionário da Real Academia de Madri, o rei de Portugal encarregou a Real Academia de Lisboa de fazer um dicionário português, para não ficarem nossos patrícios atrás dos vizinhos espanhóis. Os filólogos portugueses penaram durante muitos anos e, afinal, publicaram apenas o primeiro volume do dicionário, referente à letra A, desistindo do empreendimento porque, quando concluíram a redação, deram-se conta de que já haviam surgido muitas palavras novas iniciadas coma letra A, durante os muitos anos de seu intenso labor…
Esse fato cômico serviu a Alexandre Herculano para, em “Lendas e Narrativas”, referir-se a certo jumento que se pôs a azurrar, dizendo que ele “começou por onde, às vezes, academias acabam”. Aludia assim ao último verbete do dicionário inacabado, que era AZURRAR, sinônimo de zurrar…
- Acresce que a unificação do idioma no mundo inteiro, além de ser utópica e indesejável, é também perfeitamente desnecessária. O signatário deste trabalho trabalha com editoras brasileiras e portuguesas e pode atestar que qualquer brasileiro letrado, lendo um livro português, o entende perfeitamente, apesar de uma ou outra diferença semântica, ortográfica ou de sintaxe. E, em sentido recíproco, qualquer português letrado lê o que se publica no Brasil sem dificuldades. O mesmo vale para as outras nações lusófonas, com as particularidades de cada qual, regionalismos etc. A idéia, pois, de que a nova ortografia vai proporcionar um intercâmbio editorial muito mais intenso entre os vários países lusófonos, não procede. Ou melhor, é apenas pretexto a serviço de interesses econômicos de grandes editoras

Armando Alexandre dos Santos

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GTD no Google Calendar

Novembro 2, 2008 · 2 Comentários

Minha neta saiu correndo com meu Zire e deixou ele cair. O bicho agora é falecido.

Tinha uma cópia dos dados no Palm Desktop no meu Mac. Exportei o DateBook e os Contacts como arquivos iCal e vCard e importei no Google Calendar e nos Contacts do GMail.

Os Todos e as notas do Palm em Memos e anexas aos Todos tiveram que ser exportados em formato de texto. Fiz um script no Squeak para converter para o formato iCal e poder importar no Google Calendar.

Estou agora usando o Google Calendar para guardar eventos e compromissos em um calendário principal e criei um calendário para cada contexto onde simulo a Todo List com eventos do tipo All Day. Os nomes dos contextos são prefixados com @ e os nomes dos projetos são prefixados com #. Não tenho, é claro, controle de progresso e outras facilidades dos programas especializados em GTD mas pelo menos não fico dependendo só de anotações em papel. A mobilidade também ficou prejudicada e coloco os compromissos na agenda do celular. Gosto muito do efeito colorido para mostrar vários calendários simultaneamente o que permite mesclar vários contextos e projetos(Cada contexto e projeto é colocado em um Calendário). Ainda estou evoluindo na minha adaptação e ainda não resolvi como particionar as tarefas do projetos em contextos. Estou tendente a criar mais calendários mas ao mesmo tempo querendo conter a explosão de calendários.

Enquanto isso não quero cair na tentação de comprar um Palm para poder aguardar os ultraportáteis. Gostei da promessa do IKIT e soube também que está para ser implementada uma ToDo List for Google Calendar ou uma ferramenta GTD pelo Google. Não sei ainda direito o que vai rolar.

Fazendo um googling agora descobri o artigo Como utilizar o GTD com as ferramentas do Google. Vi que o artigo se refere à recomendação conhecida de não colocar lista de tarefas no calendário para não ter que ficar movendo elas toda hora. Mas como em todo uso ad hoc de uma ferramenta está implícita uma abordagem de interpretação eu uso a aba Agenda do Google Calendar para ver minhas tarefas na forma de uma lista. As data significam apenas o momento em que a tarefa foi criada e não quando devem ser executadas.

Veja também o googling: GTD with Google Calendar

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Novo Pier

Setembro 25, 2008 · Deixe um comentário

Foi lançada a versão 1.0.17 do Pier agora em setembro.

Fonte: Pier

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Mutações – novas configurações do mundo

Setembro 3, 2008 · 1 Comentário

No Rio de Janeiro as conferências vão ser na ABL nas segundas, terças e quartas às 19h. Veja as datas:

AS QUATRO CONCEPÇÕES DO HOMEM l Francis Wolff
RJ – 1 set l BH – 2 set l SP – 3 set l BR – 10 set
A INVENÇÃO DO PÓS-HUMANO l Franklin Leopoldo e Silva
RJ – 2 set l BH – 3 set l SP – 4 set l BR – 11 set

O QUE MANTÉM UM HOMEM VIVO? l Renato Lessa
RJ – 3 set l BH – 4 set l SP – 5 set l BR – 29 set

A CONTINGÊNCIA DO NOVO l Newton Bignotto
RJ – 8 set l BH – 9 set l SP – 10 set l BR – 22 set
DO ANTI-HUMANISMO AO PÓS-HUMANISMO l Jean-Pierre Dupuy
RJ – 9 set l BH – 10 set l SP – 11 set l BR – 15 set

IDENTIDADES IRRECONHECÍVEIS l Oswaldo Giacoia Junior
RJ – 10 set l BH – 11 set l SP – 12 set l BR – 30 set

MARX E A CONDIÇÃO HUMANA l Francisco de Oliveira
RJ – 15 set l BH – 16 set l SP – 17 set l BR – 6 out

SOBRE A POTÊNCIA POLÍTICA DO INUMANO l Vladmir Safatle
RJ – 16 set l BH – 17 set l SP – 18 set l BR – 3 out

O NÃO-LUGAR DO HUMANO l João Camillo Penna
RJ – 17 set l BH – 18 set l SP – 19 set l BR – 1 out

HOMO CIVILIS (OU HOMO SAPIENS 2.0) l Luiz Alberto Oliveira
RJ – 22 set l BH – 23 set l SP – 24 set l BR – 2 out

O CONTROLE DE SI: EM DIREÇÃO A UM HOMEM NOVO? l Joelle Proust
RJ – 23 set l BH – 24 set l SP – 25 set

SOBRE AS TESES DA MORTE DO HOMEM l Antônio Cícero
RJ – 24 set l BH – 25 set l SP – 26 set

NÓS, AS CIVILIZAÇÕES, SABEMOS QUE SOMOS MORTAIS l Sérgio Paulo Rouanet
RJ – 30 set l BH – 1 out l SP – 2 out

AQUILO DE QUE O HOMEM É INSTRUMENTO – DESCARTÁVEL l Eugênio Bucci
RJ – 1 out l BH – 2 out l SP – 3 out

DELICADEZA l Maria Rita Kehl
RJ – 6 out l BH – 7 out l SP – 8 out

A SEXUALIDADE VAI DESAPARECER? l Marcela Iacub
RJ – 7 out l BH – 8 out l SP – 9 out

ONDULAÇÕES PARANÓIDES DE UMA ÉPOCA l Pascal Dibie
RJ – 8 out l BH – 9 out l P – 10 out

VIOLÊNCIA E SUBJETIVIDADE l Slavoj Zizek
RJ – 13 out l SP – 14 out

MUTAÇÕES l MD Magno
RJ – 15 out l SP – 17 out

Fonte: Ministério da Cultura

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Suo Gan

Julho 19, 2008 · Deixe um comentário

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Anima Mundi 2008

Julho 8, 2008 · Deixe um comentário

Programação

11/07/2008

Cinema CCBB RJ

Sala de Vídeo CCBB

Teatro II CCBB

Praça Animada – Centro Cultural Correios

Cinema Odeon BR

Cinema Estação Botafogo

Oi Futuro

12/07/2008

Cinema CCBB RJ

Sala de Vídeo CCBB

Teatro II CCBB

Praça Animada – Centro Cultural Correios

Cinema Odeon BR

Cinema Estação Botafogo

13/07/2008

Cinema CCBB RJ

Sala de Vídeo CCBB

Teatro II CCBB

Praça Animada – Centro Cultural Correios

Cinema Odeon BR

Cinema Estação Botafogo

Fonte: http://www.animamundi.com.br

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Why Gantts don’t work for Software Development

Fevereiro 13, 2008 · Deixe um comentário

For many years I have prepared Gantt charts to manage projects.

  • I was an early adopter and initially I developed them for my own use – they were considered best practice. That phase didn’t last long as I realised that they added little value.
  • Later I developed them for management (both customers and my own) and considered them a minor irritation and a presentation tool.
  • More recently, I consider Gantts to be pure waste
    - They are not readily readable (especially by non-IT people)
    - They are almost always “lies” because allowing for utilisation, contingency etc. is just too time consuming. They are out-of-date before being presented.
    - They do not add value in terms of managing the project. There is just too much uncertainty involved to re-plan every time something changes.
This article from Michele Sliger comes close to expressing my frustrations and journey.

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Self

Dezembro 9, 2007 · Deixe um comentário

Não, não é sobre psicologia! Self é o nome de uma linguagem de programação. Ouvi falar dela quando estava lendo sobre Morphics no Squeak. Self originou o uso de Morphics. Self é orientada a objetos, tem sintaxe similar ao Smalltalk, mas não usa classes para criar objetos e sim protótipos (Já tive contato antes com outra linguagem que usava prototipagem também: o REBOL). Não distingue em seus slots o que é comportamento e estado. E não tem variáveis.

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Teoria e prática II

Outubro 14, 2007 · Deixe um comentário

Em um post anterior citei Fernando Pessoa falando sobre o assunto. Encontrei recentemente uma texto na revista CULT que expressa um pensamento de Deleuze muito aderente aos meus comentários pessoais:

Até então, ou concebíamos a prática como uma aplicação da teoria, como a exposição de um processo que já havia sido descrito e conceitualizado pela teoria, ou fazíamos a operação inversa e concebíamos a prática como a força criadora de uma forma de teoria a vir, ou seja, uma prática soberana que despediria a teoria ou, no máximo, que a obrigaria a se curvar diante de seu peso. Nos dois casos, concebemos relações entre a teoria e a prática como a subsunção de um pólo pelo outro. Pensamos a aplicação como uma operação guiada por relações de semelhança ou analogia. Onde a prática é análoga à teoria? Onde a teoria se assemelha ao que vemos na prática?

No entanto, deveríamos pensar a relação entre teoria e prática de outra forma “horizontal”. A esse respeito, poderíamos dizer que, quando a teoria se concentra em seu próprio domínio, ela começa a se confrontar com obstáculos, com muros que a impedem de avançar. Isso nos obriga a substituí-la por um outro tipo de discurso, uma prática que nos permita passar a um domínio diferente. Graças a essa passagem, poderemos resolver um problema na teoria, retornar a teoria em outro ponto, a partir de outro lugar. Da mesma forma, quando a prática se confronta com seu limite e parece não conseguir andar para frente, é porque se faz necessário mudar de estrutura de discurso, ou seja, fazer teoria. Maneira de operar no ponto onde as diferenças entre teoria e prática se anulam para constituir uma estrutura horizontal de continua imbricação e de passagens incessantes de um pólo ao outro. Assim, poderíamos dizer com Deleuze: “a prática é um conjunto de passagens (relais) de um ponto teórico a um outro, e a teoria, uma passagem de uma prática a outra. Nenhuma teoria pode se desenvolver sem encontrar uma espécie de muro e é necessário a prática para perfurar este muro”. O mesmo vale para a prática.

Vladimir Safatle, p. 43, CULT 118

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Quem ama…

Outubro 3, 2007 · Deixe um comentário

Quem ama [escreve Benjamin] não se apega aos “defeitos” da amada, não apenas aos caprichos e às fraquezas de uma mulher: rugas no rosto e sardas, vestidos surrados e um andar desajeitado o prendem de maneira mais durável e mais inexorável do que qualquer beleza [...]. E por quê? Se é correta a teoria segundo a qual os sentimentos não estão localizados na cabeça – que sentimos uma janela, um museu, uma árvore, não no cérebro, mas antes naquele lugar onde as vemos –, então estamos também nós, ao contemplarmos a mulher amada, fora de nós mesmos [...]. Ofuscados pelo esplendor da mulher, o sentimento voa como um bando de pássaros. E, assim como os pássaros procuram abrigo nos esconderijos frondosos das árvores, também se recolhem os sentimentos, seguros em seu esconderijo, nas rugas, nos movimentos desajeitados e nas máculas singelas do corpo amado. Ninguém, ao passar, adivinharia que justamente ali, naquilo que é defeituoso, censurável, aninham-se os dardos velozes da adoração (G.S., IV, p. 921).
Walter Benjamin apud ‘Imagens sem objeto’, de Olgária Matos, p. 34, em ‘Rede Imaginária – Televisão e Democracia.

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