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Veja a entrevista em O pensador americano Douglas Hofstadter.
Hofstadter escreveu o livro GEB que estou tentando obter em português, sem sucesso.
No link abaixo um admirador de Hofstadter brinca com frases autoreferenciais:
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Veja a entrevista em O pensador americano Douglas Hofstadter.
Hofstadter escreveu o livro GEB que estou tentando obter em português, sem sucesso.
No link abaixo um admirador de Hofstadter brinca com frases autoreferenciais:
Categorias: Ciência · Cultura · Livro

Minha admiração por Darcy Ribeiro aumentou bastante quando há alguns anos me deparei com este livro divertidíssimo e mordaz.
O que ele disse sobre este livro:
Utopia selvagem é um trabalho com os mitos elementares procurando expressar o nosso modo de ser brasileiro. Antropofagia e canibalismo, guerra e militarismo, componentes míticos e componentes factuais atravessam o livro na busca de uma identidade étnica, ou seja, atrás da pergunta “quem somos nós?”
O que ele disse, brilhantemente, sobre si:
Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando como um cruzado, pelas causas que me comovem. [...] Na verdade, somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas
E em um trecho de ‘O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil’:
Para os que chegavam, o mundo em que entravam era a arena dos seus ganhos, em ouro e glórias. Para os índios que ali estavam, nus na praia, o mundo era um luxo de se viver. Este foi o efeito do encontro fatal que ali se dera. Ao longo das praias brasileiras de 1500, se defrontaram, pasmos de se verem uns aos outros tal qual eram, a selvageria e a civilização. Suas concepções, não só diferentes mas opostas, do mundo, da vida, da morte, do amor, se chocaram cruamente. Os navegantes, barbudos, hirsutos, fedentos, escalavrados de feridas de escorbuto, olhavam o que parecia ser a inocência e a beleza encarnadas . Os índios, esplêndidos de vigor e de beleza, viam, ainda pasmos, aqueles seres que saíam do mar
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Categorias: Livro
“Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro.”
Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam
Presidente da Índia - 09/set/2003O “Portal Domínio Público“, lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.
Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.
Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.
Adicionalmente, o “Portal Domínio Público”, ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a “preservação de certos direitos incentive outros usos” -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.
FERNANDO HADDAD
Ministro de Estado da Educação

Citando Rubem Fonseca em Portal Literal.
Rebeldes sem calça
Na década de 50, morando no mítico hotel Chelsea, em Nova York, Rubem Fonseca conheceu uma companheira pra toda vida.
Nos anos 1950 eu estava morando no Chelsea, em New York, um hotel tradicionalmente freqüentado por artistas, hippies e putas. Lembro-me que a primeira compra que eu fiz foi uma calça Lee.
Foi na rua 14, cheia de lojas onde se podia comprar muito mais barato todo tipo de mercadoria, inclusive roupas, e para a qual eu podia me deslocar facilmente do meu hotel, que ficava na rua 23.
O sujeito que me atendeu, um homem gordo e enorme, que fazia um interessante contraste comigo, me olhou, e resmungou, “you need an extra small size, I`ll see if I can find one”. [...] (Rebeldes sem calça)
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Smalltalk,objects and design, de Chamond Liu, é um dos melhores livros que já li sobre orientação a objeto. Comprei um exemplar em 1997 e volta e meia o estou relendo. Nele fiz meu primeiro contato com o assunto Design Patterns que me fascinou bastante na época. Assim que pude consegui o livro da GoF para devorar. Lembro-me que achei interessante a história da origem dos patterns em um artigo de um arquiteto chamado Alexander. A ciência da computação volta e meia recebe inspiração externa como também foi o caso de os trabalhos de Chomsky em linguística terem mais sucesso e relevância para o desenvolvimento das linguagens de computadores do que para a própria linguística.
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Ganhei ontem o livro ‘A queda‘, de Albert Camus, na brincadeira de amigo oculto do meu trabalho. Lendo a orelha descobri que ele é uma espécie de resposta às críticas ao livro anterior, ‘O homem revoltado‘, do qual gostei muito. Já comecei a ler.

Squeak by Example, o livro sobre Squeak baseado no excelente Smalltalk by Example, foi finalizado desde setembro de 2007.
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Em post anterior sobre o livro de Scliar comentei sobre como ele é de leitura prazerosa. Agora está anunciada uma peça de teatro baseada no livro. O local da encenação é o Espaço SESC - Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160 - Tel.: 2547-0156). Se for como o livro é imperdível. O período é de 16/11 a 02/12/2007, às 5as e domingos, 20h e 6as e sábados, 21h30. O preços são: R$ 3 (comerciários), R$ 6 (estudantes, idosos, classe artística), R$ 12. [16 anos]. A bilheteria é no mesmo endereço e abre das 15:00 às 19:00.
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Resolvemos todos ir à Bienal, no Riocentro. Foi muito cansativa e demorada a viagem de ônibus para lá. Iasmin dormiu um pouco no trajeto. Voltamos de frescão e pregados. Na Bienal, com Iasmin quase o tempo todo no colo, ficou impossível flanar pelos estandes como planejava. Como chegamos perto de 13h comemos logo uma pizza a guisa de almoço. Compramos uns livrinhos infantis para Iasmin. Eu e Natacha compramos dois livros. O dela sobre microbiologia. O meu sobre Espinosa (A Vida e o Espírito de Baruch de Espinosa). Na contracapa do livro sobre Espinosa há um texto que não sei se do mesmo ou do autor anônimo que escreveu o livro. Já o tinha visto quando folheei o livro pela primeira vez numa livraria no centro da cidade. O texto é o seguinte:
Ainda que importe a todos os homens conhecer a verdade, todavia pouquíssimos a conhecem, porque a maioria deles se crê incapaz de procurá-la por si mesmos, ou não que se dar ao trabalho de fazê-lo. Assim, não admira que o mundo esteja repleto de opiniões vãs e ridículas, nada sendo mais capaz de lhes dar curso do que a ignorância. De fato, é ela a única fonte das falsas idéias que se têm da divindade, da alma, dos espíritos e de quase todos os erros que dela derivam. É um uso que prevaleceu, contentar-se com os prejulgamentos que se carregam desde o nascimento, e consultar pessoas pagas para sustentar opiniões recebidas e, por conseguinte, interessadas a convencer o povo a respeito delas, sejam verdadeiras ou falsas. [...] Se o povo pudesse compreender em qual abismo a ignorância o arremessa, sacudiria logo o jugo dessas almas venais, que, para seu interesse particular, o mantém nessa ignorância.
O espírito do senhor Baruch de Espinosa
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Terminei de ler o novo livro de Dawkins.
Há uma discussão sobre a tradução do título. A palavra delírio sugere uma mente delirante sonhando Deus. ‘Deus: uma desilusão’ talvez seja melhor por expressar bem o sentimento de desilusão de Dawkins com a religião e seu fundamento: Deus.
Dawkins usa a arma que sabe manejar bem: a ciência, em geral, e a biologia e a teoria da evolução de Darwin. E como maneja bem! O resultado é um deleitamento com os seus escritos, claros e diretos, de vulgarização da ciência e da teoria da evolução.
Dawkins é acusado de religiosidade com razão se o que se quer entender por religiosidade for o ‘religare’ citado por Rubem Alves. Encantar-se com a natureza, mesmo que com os olhos da razão, é ‘religare’. Mas evidentemente Dawkins não é religioso. A acusação é mais uma tática para confundir o seu libelo com o surgimento de somente mais uma nova seita. Seria mais um profeta de apenas mais uma nova religião a se combater com a verdade das religiões pré-existentes. Colocado assim, na mesma vala comum, o libelo de Dawkins, a sua ‘fúria sagrada’, perderia o impacto e a capacidade de fazer pensar. E é só isso que Dawkins pede que façamos. Pensar por nós mesmos. E concluir e seguir o que quiser, por quanto tempo quiser e só quando quiser. Simples assim.
Há um bom tempo Nietzsche relativizou a moral sem negar seu valor mas prescrevendo que uma nova moral surgirá para o novo além-homem, construída por ele e para ele, tão provisória enquanto necessária e enaltecedora da vida.
Espiritualidade
“Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser
os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade.”
E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho…
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres…
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?” (Walt Whitman)
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