Entradas categorizadas em ‘Humor’

Fui hoje ver a peça O Alienista (basead no conto O Alienista) no horário do almoço. Os preços são populares (R$ 10,00). Se você guardar o canhoto do ingresso ainda vai pagar 50% nas próximas vezes.
O meu canhoto eu dei para alguém que “prometeu” que iria. Achei que seria uma forma de colaborar com essa iniciativa de “ocupação” do teatro do projeto “Pequeno Gesto no Glauce”.
O teatro andou fechado para reforma durante cerca de dois anos e as pessoas se esqueceram dele.
O conto no qual se baseia a peça é um dos meus preferidos do Machado. Vendo a peça me veio a idéia de que Machado é uma espécie de pré-Foucault. O ator (Gustavo Ottoni), que também concebeu a peça, foi muito competente na sua interpretação.
Para colaborar mais um pouco pretendo me esforçar para assistir mais apresentações e coloco aqui a programação que tirei do jornal que estão distribuindo na porta do teatro. Também distribuí o jornal na empresa.
Para ler outras obras do “bruxo do Cosme Velho” veja:
Programação:
- Quinta-feira, 26/11/2009
- 19:00, Isopor
- Sexta-feira, 27/11/2009
- 12:00, O Alienista
- 19:00, Valsa
- 20:00, Lançamento Folhetim
- Sábado, 28/11/2009
- 14:00, Oficina
- 19:00, Valsa
- Domingo, 29/11/2009
- 14:00, Oficina
- 19:00, Valsa
- Quarta, 2/12/2009
- 19:00, Música
- Quinta-feira, 3/12/2009
- 12:00, O Alienista
- 19:00, Isopor
- Sexta-feira, 4/12/2009
- 12:00, O Alienista
- 19:00, Valsa
- Sábado, 5/12/2009
- 14:00, Oficina
- 19:00, Valsa
- Domingo, 6/12/2009
- 14:00, Oficina
- 19:00, Valsa
Coloco mais depois.
Endereço do Teatro Glauce Rocha:
Av. Rio Branco, 179 – Centro – Rio de Janeiro
(Em frente à saída da estação Carioca do metrô e do edifício Avenida Central)
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O animal trabalha quando a privação é a motivação de sua atividade e brinca quando a plenitude de sua força é essa motivação, quando a vida superabundante é seu próprio estimulo à atividade.
Shiller in A Educação Estética do Homem, apud Bob Black, p. 34
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Outro dia ao visitar o cantinho temático sobre Nietzsche na livraria Travessa no Shoping Leblon me deparei com um título curioso: Nietzsche e o demônio do meio-dia, de Jean-Baptiste Botul. A toxina do botulismo é muito usada atualmente para retesar a testa das madames mas as citações sobre o botulismo, uma corrente inaugurada por Botul, um “escritor da tradição oral”, ao contrário, faziam minha testa franzir aos efeitos das referências um tanto copiosas a respeito de Botul numa supeitosa atitude um tanto inconsciente. Dizem que a mentira é sempre mais elaborada do que a “verdade”. E que a vontade de verdade, que nós faz sempre tentar dar sentido a tudo e principalmente às coisas vertidas no papel, colabora para o engano e o erro. O papel aceita tudo e tudo aceitamos desde que já aceito pelo papel. Talvez com base nessas premissas foi que Frédéric Pagès escreveu sob o heterônimo de Botul o fake citado. O embuste foi bem arquitetado sendo a editora uma casa respeitada na veiculação de obras sérias e o editor garante que, apesar do engano, os fatos contidos no livro são fidedignos. Até algumas resenhas sobre a obra na imprensa foram feitas de forma ingênua sem perceber que Botul nunca existiu. Eu particularmente gostei do livro e já o tinha colocado na minha wish list (e ainda o mantenho lá) antes de pesquisar na Internet e encontrar as evidências da razão da minha desconfiança. Folheando o livro achei que é uma obra de sátira interessante e com considerações pertinentes, na minha opinião, sobre Lou Salomé, a amada de Nietzsche. Botul tem outros títulos e o próprio Pagès já escreveu outra obra satírica sem a máscara do heterônimo.
Veja também KANT E BARRIGAS.
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