1° Sail-test no Rio de Janeiro
Sáb – 19/12 no Iate clube do Rio de Janeiro em parceria com a Ocean Blue, e
Dom – 20/12 na Praia do Pepê – Barra da Tijuca, em parceria com a Escola de Vela Marapendi
Fonte: http://www.maora.com.br/
1° Sail-test no Rio de Janeiro
Sáb – 19/12 no Iate clube do Rio de Janeiro em parceria com a Ocean Blue, e
Dom – 20/12 na Praia do Pepê – Barra da Tijuca, em parceria com a Escola de Vela Marapendi
Fonte: http://www.maora.com.br/
Categorias: Cidade & Região · Esporte · Vela
Velejei eu e Paulo Cézar, um colega de trabalho, no sábado passado. Alugamos um Trindade na Ocean Blue. Paulo tinha experiência com Windsurf e pegou fácil as manobras com o barco. Foi minha primeira vez com um Trindade e não tive mais dificuldade do que com o Dingue (antes velejava com Laser). Montar também não foi difícil.
Perto do meio-dia o vento caiu e ficamos boiando em frente às praias de Adão e Eva. Assim que deu voltamos para a enseada de Botafogo. Lá entrou um brisa legal e as coisas melhoraram.
Eu estava bem cansado da noitada anterior porque cheguei tarde em casa vindo do encontro dos ex-UFF de Engenharia Elétrica em Charitas (Paludo Gourmet). Deitei no fundo do barco e cochilei um minutos.
Por falar em fundo do barco o Trindade tem 4 metros, é menor que o Dingue, mas tem um cockpit que me pareceu enorme. Nas cambadas era uma travessia que fazíamos para chegar do outro lado e sentar de novo na borda. O Trindade é pequeno por fora e grande por dentro. A geladeira é bem menor que a do Dingue da Holos. Ele singrou bem com o vento fraco (o Windguru previa 6 nós) e talvez seja bem rápido com ventos maiores. Nas condições que enfrentamos mostrou-se um barco seco. Tanto que não troquei de roupa quando voltei de carro para casa. Na loja (o dono, Alix, está no projeto do barco) me mostraram um motor Mercury de 3 HP que já foi usado no barco. O espelho de popa já está preparado para receber o motor não precisando de nenhuma peça adicional.
Levei o GPS veicular e registrei o trajeto. Depois vou colocar no Google Earth e aqui.
Categorias: Cidade & Região · Cotidiano · Esporte · Vela
Em andamento a operação de resgate de Alexandre Scizzi, do Phoenix (serie), participante da regata Minitransat.
O velejador já foi encontrado e está velejando em direção à costa da Bahia.
Os primeiros lugares dos protos (Thomas Ruyant) e series (Charles Dalin) já chegaram em Salvador. Izabel Pimentel (a única representante do Brasil na competição) já passou de Fernando de Noronha e melhorou a sua colocação (da posição 28 para a 27). Veja a sua posição no mapa abaixo.
Veja abaixo o vídeo do primeiro colocado.
Categorias: Cidade & Região · Esporte · Evento · Notícias · Vela

História do Pensamento Chinês, Anne Cheng

Meditação em Movimento, Paul Crompton
O pensamento chinês e o seu entrelaçamento com os estilos de arte marcial sempre me intrigou. No livro do Crompton há até um trecho em que um erudito chinês fica espantado com o fato de um artista marcial que ele conheceu ter tanta cultura. Artes como a caligrafia adestram o pulso para a esgrima e exercícios repetitivos até limites muito além do que é normal para a paciência ocidental preparam para a excelência no combate. Com os livros que comprei espero aumentar a minha compreensão desse entrelaçamento em meu próprio proveito no aprendizado do Tai Ji e de uma introdução ao Ba Gua Zhang. Li recentemente o livro História da China, de John King, e, apesar do enfoque histórico ser muito interessante eu tendo a preferir abordagens mais filosóficas. As artes na China tem sempre um caráter de integração entre a teoria e a prática que me agrada. Anne Cheng cita que uma das maiores preocupações de Confúncio versava sobre que o discurso nunca deveria exceder o que era necessário para a ação.
Categorias: Artes marciais · Citação · Cultura · Esporte · Filosofia · Livro
Fui sozinho na mostra no domingo que passou quase que exclusivamente para fazer o exame de Arrais Amador no stand da Marinha. Consegui passar (4 erros em 40 questões). Talvez vá outra vez se alguém lá de casa quiser ir.
Categorias: Cidade & Região · Cotidiano · Esporte · Evento · Vela
Em post anterior relatei a previsão de partida para uma aventura no mar. Agora está na hora de contar. Preocupo-me em que a memória vá me trair a medida que o tempo passa. Bom vamos começar pela lista dos lugares onde passamos (lista gentilmente fornecida pela Cîntia, da C & L Vela):
saída da Marina da Glória
boca da barra pequena (entre Ilha da Lage e Forte São João)
Ilha de Cotunduba a BB
Ilhas Cagarras a BB e praias de Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado a BE
Ilhas Tijucas e Barra da Tijuca a BE
Restinga de Marambaia a BE
Lage da Marambaia a BE
Ilha de Marambaia a BE
Ilha Grande com Farol dos Castelhanos a BB
parada no Saco do Céu
Ilha dos Macacos a BB
Parati (pernoite na Marina do Engenho)
Enseada de Parati Mirim passando entre a Ilha do Algodão e o continente
Ilha da Cotia
Saco Grande (onde pernoitamos)
Saco de Mamanguá (Bar do Zizinho)
Enseada do Pouso
Gruta do Acaía (Ilha Grande)
Abraão (pernoite na Ilha Grande)
Marina da Glória
Com auxílio da lista acima espero reavivar minha memória.
Para começar fiquei um pouco apreensivo com a saída à noite. Logo de início a apreensão se dissipou com a confirmação da maestria (que eu já conhecia de ouvir falar) dos nossos instrutores (os sócios, Cíntia e Lula, da C & L Vela). Logo de início tivemos nossa primeira lição de interpretação da sinalização no mar com a explicação sobre o significado das bóias em frente às cabeceiras do aeroporto Santos Dumont. Eu já tinha tido uma experiência onde havia invadido um pouco a “área de exclusão” que elas demarcavam. Foi explicado que o símbolo sobre a bóia indicava a direção da área com perigo (conforme descobri depois estudando para o exame de Arrais Amador).
Saímos na quarta à noite. Havia comprado remédios antienjoo mas fiz a valentia de não tomá-los: “afinal nunca enjoei em um barco até agora”. Até agora! Quando as ondas começaram a sacudir o veleiro meu estômago entrou em ressonância causando-me uma profunda náusea. Como sou de vomitar difícil e também não coloquei nada no estômago (saí direto do trabalho para a Marina da Glória) não chamei nem o “Raul” e nem seu irmão “Hugo”. Minto, comi uns biscoitos no barco. Mas resisti assim mesmo apenas com uns arrotos. Anunciados os quartos de vigília fiquei para o de 3 às 5 (ou seria de 2 às 5?). Dorminhoco como sou fiquei preocupado de causar dificuldades para quem fosse me acordar. Acho que nem dormi até a hora. O veleiro motorou bastante na rota até perto da Ilha Grande. Não lembro dos detalhes. No meio do trajeto os ventos chegaram a 29 nós e o veleiro alcançou 8,2 nós (o máximo que ele já alcançou foi 12 nós, se não me engano).
Na parada no Saco do Céu eu não quis nadar. Também senti falta de não ter feito antes o curso básico (mas quis aproveitar a oportunidade dos feriados). Como a meteorologia (consultada através de um Smart Phone) indicava tempo instável resolveu-se que era melhor seguir para Parati. Lá atracamos na Marina do Engenho. Lá estava o Rapa Nui, veleiro que já pertenceu ao Amyr Klink, e também o Fábio e família no Plankton (eu o Beto o conhecemos na Rio Boat Show de 2006 quando o Plankton estava exposto no pier, quando vim ao Rio fazer a prova do concurso da Petrobras). Fui jantar no restaurante Punto Divino e tomar sorvete de Tiramissu perto de uma praça. Comprei também uma camisa de lembrança para dar a Iane (que acabei esquecendo no barco e ainda está na loja da C&L Vela esperando eu ir lá pegá-la). Na volta aproveitei as ótimas instalações para tomar um delicioso e demorado banho quente.
(Continua na parte II)
Categorias: Cidade & Região · Esporte · Vela · Viagem
Amanhã parto às 20:00 para uma travesssia onde também vou aprender sobre navegação em um veleiro de oceano.
A programação (enviada pela C&L vela) é a seguinte:
01 – Nomenclatura básica que será utilizada na montagem, manobras e
velejada (revisão)
02 – Funcionamento do motor
03 – Manobras de cais
04 – Navegação a noite (carta náutica, agulha magnética, rumos,
marcações, diário de bordo, faróis, navegação estimada)
05 – Fundeio (revisão e prática)
06 – Principais nós (revisão e prática)
07 – Teoria do vento (contravento, través e popa)- (revisão)
08 – Manobras da cambada e jaibe, utilização da catraca e manicaca
09 – Regulagem da vela grande e genoa
10 – Rizar vela (revisão e prática)
11 – Armar asa de pombo (revisão e prática)
12 – Demonstração de segurança
13 – Equipamentos eletrônicos (orientação básica e GPS)
O veleiro é um Delta 32 e a programação inclui duas paradas em Ilha grande, opções: Sitio Forte, Saco do Céu ou Lopes Mendes (será definido de acordo com as condições meteorológicas). Em Parati: No Saco Mamangua, passando pela Ilha do Algodão.
Retorno no próximo domingo à noite.
Categorias: Cidade & Região · Cotidiano · Esporte · Turismo · Vela · Viagem
Chegaram ontem. Já dei uma olhada no Cruising Handbook e gostei bastante apesar do meu capenga vocabulário náutico em inglês. Estes livros foram indicados por Galdo, da dupla Andy & Galdo, na palestra que assisti na Marina da Glória.

O veleiro, o olhar distante, os passeios solitários no outono, o relativo silêncio – é o paraiso.
Albert Einstein, 1939
Veja também Albert Einstein’s “Tümmler”.
Fonte: Revista Velejar, número 39, página 20.