
Mateus chegou ontem. Vai passar o aniversário dele conosco. Incrível como conseguiram manter segredo. Tomei o maior susto quando ele apareceu de repente.

Mateus chegou ontem. Vai passar o aniversário dele conosco. Incrível como conseguiram manter segredo. Tomei o maior susto quando ele apareceu de repente.
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Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.Fernando Pessoa
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Neste fim de semana, no dia da criança, Iasmin ganhou vários presentes: uma boneca, uma casa de pano e uma cadeirinha para andar na frente da bicicleta.
Assitimos também, em DVD, ‘Os produtores’ e ‘Razão e Sensibilidade’.


Em um post anterior citei Fernando Pessoa falando sobre o assunto. Encontrei recentemente uma texto na revista CULT que expressa um pensamento de Deleuze muito aderente aos meus comentários pessoais:
Até então, ou concebíamos a prática como uma aplicação da teoria, como a exposição de um processo que já havia sido descrito e conceitualizado pela teoria, ou fazíamos a operação inversa e concebíamos a prática como a força criadora de uma forma de teoria a vir, ou seja, uma prática soberana que despediria a teoria ou, no máximo, que a obrigaria a se curvar diante de seu peso. Nos dois casos, concebemos relações entre a teoria e a prática como a subsunção de um pólo pelo outro. Pensamos a aplicação como uma operação guiada por relações de semelhança ou analogia. Onde a prática é análoga à teoria? Onde a teoria se assemelha ao que vemos na prática?
No entanto, deveríamos pensar a relação entre teoria e prática de outra forma “horizontal”. A esse respeito, poderíamos dizer que, quando a teoria se concentra em seu próprio domínio, ela começa a se confrontar com obstáculos, com muros que a impedem de avançar. Isso nos obriga a substituí-la por um outro tipo de discurso, uma prática que nos permita passar a um domínio diferente. Graças a essa passagem, poderemos resolver um problema na teoria, retornar a teoria em outro ponto, a partir de outro lugar. Da mesma forma, quando a prática se confronta com seu limite e parece não conseguir andar para frente, é porque se faz necessário mudar de estrutura de discurso, ou seja, fazer teoria. Maneira de operar no ponto onde as diferenças entre teoria e prática se anulam para constituir uma estrutura horizontal de continua imbricação e de passagens incessantes de um pólo ao outro. Assim, poderíamos dizer com Deleuze: “a prática é um conjunto de passagens (relais) de um ponto teórico a um outro, e a teoria, uma passagem de uma prática a outra. Nenhuma teoria pode se desenvolver sem encontrar uma espécie de muro e é necessário a prática para perfurar este muro”. O mesmo vale para a prática.
Vladimir Safatle, p. 43, CULT 118
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Quem ama [escreve Benjamin] não se apega aos “defeitos” da amada, não apenas aos caprichos e às fraquezas de uma mulher: rugas no rosto e sardas, vestidos surrados e um andar desajeitado o prendem de maneira mais durável e mais inexorável do que qualquer beleza [...]. E por quê? Se é correta a teoria segundo a qual os sentimentos não estão localizados na cabeça – que sentimos uma janela, um museu, uma árvore, não no cérebro, mas antes naquele lugar onde as vemos –, então estamos também nós, ao contemplarmos a mulher amada, fora de nós mesmos [...]. Ofuscados pelo esplendor da mulher, o sentimento voa como um bando de pássaros. E, assim como os pássaros procuram abrigo nos esconderijos frondosos das árvores, também se recolhem os sentimentos, seguros em seu esconderijo, nas rugas, nos movimentos desajeitados e nas máculas singelas do corpo amado. Ninguém, ao passar, adivinharia que justamente ali, naquilo que é defeituoso, censurável, aninham-se os dardos velozes da adoração (G.S., IV, p. 921).
Walter Benjamin apud ‘Imagens sem objeto’, de Olgária Matos, p. 34, em ‘Rede Imaginária – Televisão e Democracia.
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WordNet é um dicionário para a lingua inglesa. A estrutura da WordNet serve de base para processamento de linguagem natural. Vi uma aplicação da busca abaixo também para estudantes de Inglês.
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