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Entradas do Agosto 2007

O fruto da ciência

Agosto 31, 2007 · 2 Comentários

imac17pouces.pngOntem chegou o Mac. Comprei no Submarino e chegou no prazo prometido de 3 dias.

A maçã, símbolo da Apple, fez me lembrar que comer do fruto da ciência é passaporte para expulsão do paraíso. Mas pelos depoimentos que vejo na Web o contrário parece ser verdade. Os macmaníacos são apaixonados pelo computador da Apple. Outro dia mesmo fiquei impressionado com um depoimento de um desenvolvedor que se declarava “vira casaca” por estar gostando do Mac. Antes ele “escovava um Linux” . Até agora estou gostando da experiência, eu que comecei em um Sinclair, um TK-85, migrei para um TK-90, fui para um MSX, um Hotbit da Sharp, e finalmente, nos anos 90, entrei no mundo dos PCs. Comprei um 286. O vídeo era em preto e branco. Depois de muito DOSes e Windowses comecei a experimentar os Linuxes. O Mac sempre esteve na minha cabeça como curiosidade e promessa de satisfação. Agora é experimentar.

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Os Axiomas de Zurique

Agosto 30, 2007 · Não Há Comentários

Os resumos dos livros em http://bjornn.wordpress.com/resumo-de-livros/ são muito detalhados. Tratam de conselhos para investidores.

Auto-ajuda para investidores estâo bem na moda nestes dias bicudos em que todos procuram enriquecer como antídoto contra a possibilidade de cair na vala comum dos despossuídos e sem esperanças. O estado foi tomado por uma corja de aproveitadores e está desacreditado como provedor do bem comum. Então cada um procura acreditar na sua capacidade individual e se esforça para morder um bom naco do bolo e escapar da corrida dos ratos.

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Crepes

Agosto 26, 2007 · Não Há Comentários

À tarde fomos ver a lua na praia do Leblon. Depois comemos crepes no Bibi.

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Domingo de Dingue IV

Agosto 26, 2007 · Não Há Comentários

Este foi um domingo sem vento. Tivemos que ser rebocados na volta. O “proeiro” dessa vez foi o Filipaki. Chegamos perto do Forte da Laje.

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Dia de Zé Gotinha

Agosto 25, 2007 · Não Há Comentários

Hoje foi dia de vacinação contra a pólio. Levamos Iasmin e ela chorou mais para tomar a gotinha do que quando fez uma injeção.

Depois fomos ao Shopping Gávea. Iasmin ficou eufórica com os brinquedos em que entrou: um carrinho e uma locomotiva. Só não gostou de montar numa vaquinha. Também foi surpreendida por uma abraço carinhoso dado por uma menina maior que ela. Chega ficou meio estupefata. Comemos croissants deliciosos no Mundo Verde de lá. Descobrimos vários teatros lá, também.

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Amazon Mechanical Turk

Agosto 24, 2007 · Não Há Comentários

Entrei em contado com esse site e essa idéia no episódio do desaparecimento do Jim Gray. Esta idéia de computação social é muito interessante e um pouco esquisita.
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Aída

Agosto 23, 2007 · Não Há Comentários

Eu e Iane fomos ao Teatro Municipal ver a Aída de Verdi em forma de concerto. A orquestra era a Sinfônica Toscanini regida pelo maestro Lorin Maazel. Renato e Ilsa também foram.

O teatro é muito bonito e soube que é inspirado na Ópera de Paris. Os cantores, a orquestra e o coro são muito bons. Devido ao meu cansaço não pude apreciar mais a contento. O concerto foi de 8:30 à meia-noite, aproximadamente. Voltamos todos de taxi.

Desde criança que gostava de ouvir o Ato II da Marcha Triunfal (Não sei se estou referindo corretamente ao trecho da ópera. Tem muito som de trombetas). As interpretações individuais numa ópera são impressionantes mas prefiro a performance da orquestra e do coro.

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Curso de Java no II ERBASE

Agosto 20, 2007 · Não Há Comentários

Dei um curso em 2002 usando a apostila que preparei e que ainda é razoavelmente atual para quem quiser estudar Java. Ela é baseada no Tutorial da Sun e pode ser baixada aqui.

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Domingo de Dingue III

Agosto 19, 2007 · Não Há Comentários

Velejamos, eu Bruno e Ramiro, de Dingue, das 10:00 às 12:30. Estava com receio da anunciada entrada da frente fria que poderiar acirrar os ventos. No início tivemos dificuldade de sair da cloaca da Marina da Glória (Ô água imunda!) por causa dos parcos ventos. Precisamos de ajuda do bote a motor da CL&Vela que nos rebocou até perto da saída. Gastamos quase meia hora nisso. Depois os ventos foram melhorando e fomos até a bóia próxima à Fortaleza de Santa Cruz, quase na saída da baía. O tempo estava agradável e o ar levemente frio evitava os incômodos do calor do sol. O céu estava pouco nublado. A volta foi tranquila.

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Três dias de Jazz

Agosto 18, 2007 · Não Há Comentários

Nos dias 13, 14 e 15 da semana passada fomos eu e Iane para o Jazz Festival no Teatro Ginástico do SESC que fica na Av. Graça Aranha. Foi uma maratona e eu fiquei bastante cansado.

No primeiro dia gostei bastante de Dan Barnett e da All Stars Jazz Band. A apresentação foi bem contagiante. Depois se apresentaram a Swing Time e os The Tap Dancers. A pianista Carmichael, que no folheto é chamada de “a rainha do stride” (um estilo de tocar piano com origem no Harlem), é realmente impressionante com suas mãos esvoaçantes pelo teclado e seu excelente humor. Os sapateadores também são notáveis e acho que Natacha vai adorar quando for ver em Aracaju. Na volta, às 10:30, ao irmos tomar o metrô na Cinelândia ficamos um pouco apreensivos quando vimos se formar um “corredor polones” entre uma banca de revista e a parede de um prédio próximo à rua Araujo Porto Alegre, esquina com a Graça Aranha (veja o mapa). Mais dois casais iam na nossa frente e todos nós desviamos indo pela rua.

Segundo dia. A Porteña Jazz Band toca muito bem num estilo muito correto. Mas acho que me cansei um pouco porque nesse dia estava quase no gargarejo. O som dos metais, ali, a queima roupa, era um pouco estressante. Depois veio Irakli e a banda francesa Louis Ambassadors. Os trompetistas eram muito bons e o show do baterista foi estupendo. O nome da banda provém de que um tributo a Louis Amstrong. Evitamos o caminho do dia anterior. Mas na volta teve uma discussão na esquina da Graça Aranha com a Almirante Barrtoso com direito a pedradas com calhaus do tamanho de tijolos que foram pegos pelos contendores numa obra próxima. Corremos para outro lado da rua o mais rápido que pudemos para evitar uma pedra perdida.

Terceiro dia. Duke Ellington Orchestra. Ficamos no balcão. A medida que a orquestra foi evoluindo no repertório com solos e jam-sessions ficou a impressão de que cada integrante era um virtuose. Diferentemente das outras bandas, a maioria era de negros. O estrondoso e entusiasmante som, de uma qualidade impecável, parecia dizer: Espere aí! Nós inventamos isso. A volta, nesse dia, foi tranquila, e pelo metrô também, como nos outros dias.

Lembrei de um texto para ilustrar a sensação que é ouvir uma sessão de Jazz de ótima qualidade como aconteceu nesse festival. Está no livro de Botul (Pagè): ‘Nietzsche e o demônio do meio dia’. Lá ele fala de uma implausível sobrevivência de Nietzsche e ida do mesmo para a América:

Imagino-o, também, num clube enfumaçado, descobrindo uma música que ia conquistar o mundo. Não era, decerto, a de Wagner, como ele acreditou em seus jovens anos. Era o Jazz! Ele teria ouvido os primeiros acentos dessa música dionisíaca, uma música de alegria e inocência saltitante, capaz de exprimir “o excesso dourado do mundo”. O que Nietzsche esperava de Wagner para a Europa, o jazz o deu às nações: uma arte da superabundância, da espontaneidade, da alegria incondicional. Aquilo de que Nietzsche gostava tanto em Bizet e em sua “Carmen” — aquela “alegria africana”, como ele diz –, o jazz podia fornecer-lhe abundantemente. Sim, essa música nova podia purgar o homem moderno de seus vapores melancólicos e niilistas, melhor que o jeito pesadão de Wagner.

Nietzsche teria enfim dançado. Disso estou seguro, ele teria então preferido uma única Ella Fitzgerald a dez Valquírias!

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