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Mastro à pique

Agosto 5, 2006 · Não Há Comentários

A velejada no Saco foi ótima enquanto durou. Os ventos estavam bons e o mar não estava muito ondulado. Mesmo com os 150 kg meus e de Gilney o Butuca corria bem. Fomos até Mangue Seco saindo da Ponta do Saco rapidamente. Lá tomamos sorvete e subimos na duna para ver a paisagem que estava deslumbrante com o céu azul com poucas nuvens à altura do horizonte. Sentimos falta de uma máquina fotográfica para registrar tanta beleza.

Voltamos ao Laser e rumamos em direção ao banco de areia. Numa manobra desastrada Gilney caiu no mar. Após o resgate continuamos até chegar no banco de areia. No meio do caminho Gilney controlou um pouco o barco sozinho. Planejamos treinar um pouco mais dentro da ‘ferradura’ formada pelo banco de areia onde as águas são calmas e sem correntezas. Deixei Gilney na areia na borda do banco e fui sozinho mostrar um pouco algumas manobras com o barco. A coisa estava indo bem quando tomei um susto danado com o mastro indo a pique de repente. Caí na água. Na hora pensei que o copo do mastro tinha se quebrado, mas logo descobri que o mastro tinha se partido na base perto do garlindel. Aos poucos, por obra do vento e levantando a vela da água, consegui aportar na margem do banco onde estava Gilney. Gilney achou que poderíamos entrar no barco e tentar chegar na praia mas desaconselhei porque a maré estava na vazante e poderia nos arrastar para o mar e as ondas. Resolvemos então pedir socorro levantando o mastro quebrado com a vela panejando para ver se nos viam lá da praia do Saco. Caminhamos em direção à parte norte do banco que ficava mais proxima da praia do Saco (descobri fazendo uma medição com o programa Google Earth que a extensão do banco de areia é de cerca de 2 km!). Em alguns trechos a caminhada estava difícil por causa do peso do mastro e da areia gorda. No meio do caminho vimos uma lancha chegando no banco. Gilney correu e pediu ajuda. O Sr. Isaac, dono da lancha de alumínio, concordou em mandar o seu piloto levar-nos até a praia para conseguirmos socorro. Não achou boa a nossa sugestão para rebocar o Laser porque achou que sua lancha não daria conta. Ao chegarmos na praia Neguinho conseguiu ajuda de um pescador com uma canoa a vela. Quando íamos partir apareceu o Sr. Pedro com uma lancha de aluminio com motor de 40 HP que, muito atencioso, rebocou o nosso barco até a praia e não aceitou nenhuma compensação. Gilney que, enquanto isso, tinha ido a pé até a Ponta do Saco chegou com o carro e o reboque pouco depois de termos encostado. Deixamos tudo na casa da irmã de Mário Jorge e voltamos para Aracaju.

Categorias: Cotidiano · Vela

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